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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

24
Out21

Conhecer a realidade, no próprio local!

Francisco Carita Mata

Pôr do Sol. Foto original. 2021.09.01.jpg

 

Uma visita à Rua Larga e Travessa do Fundão, na Aldeia “Velha”!

 

Na passada 4ª feira, vinte de Outubro, tivemos a visita à Aldeia “Velha”, de Engº João Marques, da Proteção Civil da Câmara Municipal do Crato.

Uma observação in loco, a alguns espaços de Aldeia, onde a ação dos respetivos Serviços será necessária. Foi um “assentar os pés no chão”, parafraseando, de certo modo, uma sua expressão que traduz a necessidade de perceção da realidade, indo aos locais próprios. É preciso ir ao terreno, para perceber as problemáticas subjacentes. Ideia / Princípio que subscrevo totalmente.

Que Aldeia não é só os espaços mais modernos, os clubes e locais de convívio. Aldeia é antes de tudo o mais, o conjunto dos “terrenos” em que se insere e se inscreve a respetiva identidade cultural e ancestral. Tenho dito!

A visita inseriu-se no contexto de pedidos formulados anteriormente, para algumas questões que precisam de resolução, pelos danos já causados ou que eventualmente possam vir a causar.

Alguns já foram temas dos blogues.

A questão das limpezas dos quintais de algumas casas na Rua Larga, cheios de pastos e matos. Que são um perigo!

O enxame de abelhas na Travessa do Fundão, no antigamente designado “Palheiro dos Pobres”. Abelhas que têm feito das delas. Isto é, têm picado, como é respetivo apanágio. Inclusive a quem é alérgico. Um perigo acrescido!

Ficaram os problemas devidamente equacionados, no próprio espaço de intervenção. Houve sensibilidade para os assuntos, disponibilidade para o respetivo tratamento e futura execução.

Fiquei de obter os contactos dos proprietários dos territórios que, sendo particulares, têm os respetivos donos as sequentes obrigações. (Essa tarefa já está parcialmente executada. Estou diligenciando para saber os de todos.)

Outras questões também apresentadas reportaram-se à necessidade de colocar uma lâmpada no célebre poste do “Quintal de Drº Agostinho” e do arranjo do “entroncamento” da “Azinhaga da Atafona” / “Travessa do Fundão”. Assuntos também já abordados nos blogues.

Azinhaga. Foto Original. 2021.09.20.jpg

Fomos até ao “Vale de Baixo”, para percebermos, nos locais próprios, como tudo se interrelaciona.

Disponibilidade para concretizar as propostas/pedidos, bem como a respetiva perceção, ficou bem patente.

Agora, iremos continuar pugnando para a consequente realização.

Obrigado pela atenção demonstrada.

Igreja e Araucária. Foto Original. 2021.09.23.jpg

A Aldeia “Velha” e os territórios circundantes da Aldeia também precisam de ser uma fonte de inspiração e atenção para todos os Aldeãos.

Casa Museu. Foto Original. 2021.09.25.jpg

Até porque têm potencial de atração cultural no presente e no futuro. (As fotos reportam para tal.)

Caso sejam devidamente trabalhados.

Haja Saúde!

 

23
Out21

São rosas... e rosas ... e rosas!

Francisco Carita Mata

Flores do meu Quintal (IV)

Rosa rosa. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Rosas... e mais rosas!

Rosas rosas. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Este tempo, o nosso clima, é extraordinário. Já quase no final de Outubro, o "Verão dos Marmelos", já deveria ter acabado e verdadeiramente já faz falta uma chuvinha... Mas, em contrapartida, dá-nos rosas... E mais rosas!

Rosa rosa. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Um acervo de rosas, fotografadas a 19 e 20 de Outubro.

Rosa branca. 2021.10.19.jpg

Contemple este lindo botão de rosa branca. Matriz da anterior, já bem aberta.

Botão de rosa. Foto original. 2021.10.19.jpg

Admire! 

Botão de rosa. Foto Original. 2021.10.20.jpg

(Este botão é de uma roseira que comprei já há bastantes anos. Das poucas que obtive comprando. A maioria, apanho-as por aí...ou oferecem-mas.)

Aprecie, SFF!

Rosa de Santa Teresinha. Foto Original. 2021.10.20.jpg

(Rosa de Santa Teresinha!)

E, para terminar, mais uma rosa rosa. Com botão. Para não acabar a geração!

Rosa e botão. Foto original. 2021.10.19.jpg

(Irmã das que enfeitam as três primeiras fotos.)

Haja Saúde. E muitas rosas!

 

22
Out21

Gatos no meu Quintal (II)

Francisco Carita Mata

Gatos ou Gatas?!

Gatos manos. Foto Original. 2021.10.20.jpg

Não sei. Dizem que com três cores são gatas. Com uma, são gatos. Estes têm duas cores, não sei mesmo  nada.

O que sei é que ganharam cada vez mais confiança. Mais à vontade. Paparoca, até da especial... Bem, já não nos largam. Estamos adotados!

Gatos? Gatas? Foto original.2021.10.20.jpg

Quando por ali estamos, mais pela tarde, lá estão eles empoleirados nos muros do quintal ou nos do vizinho, a olharem para nós.

No quintal do vizinho. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Estas fotos são documentais sobre o respetivo comportamento.

No muro do vizinho. Foto original. 2021.10.19.jpg

Gato?!... Gata?!... Gatos?!... Gatas?!...

 

18
Out21

Campainhas?

Francisco Carita Mata

Campainhas I. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Hoje, apresento imagens de umas lindas flores campestres.

Campainhas II. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Recolhidas numa campina do "Norte Alentejano", no dia 9 de Outubro.

Flores simples, pequeninas, singelas, mas muito bonitas.

Campainhas III. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Designo-as de "Campainhas", mas provavelmente poderão ser nomeadas de outro modo.

Terão também um nome em latim, mas esse é "areia demais para a minha camioneta".

Nas últimas fotos, parece-me ver-se um bicharoco. Quando tirei a foto não me apercebi. Mas, agora, observando bem, julgo ser um bichito de campo.

Campainhas IV. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Um bicho de conta?!

Campainhas V. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Conhece estas flores? Como as designa? Obrigado. Saúde!

 

17
Out21

Sabe o que é uma Atafona?!

Francisco Carita Mata

E, já agora, uma Azinhaga?

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Não se admire se não souber o que é uma atafona. Eu próprio soube há bem pouco tempo. Quando resolvi ir procurar ao Dicionário, neste caso, a Lexicoteca.

Intrigava-me o termo. O que significaria? Julgava que seria um regionalismo, como é por ex. “Altemira”. Porque toda a minha vida ouvira nomear, chamar de “Azinhaga da Atafona”, o espaço, a rua, a travessa, atualmente designada por Travessa do Fundão”.

Consultei a Lexicoteca e esta informou-me do que transcrevo: 

"Azinhaga, s. f. (do Ár. az-zinaqa). Caminho estreito e rústico entre muros, sebes altas ou valados, fora dos povoados.

Atafona, s. f. (do Ár. at-tahuna, moinho). 1. Engenho de moer grão, movido manualmente ou por força animal. 2. Azenha. Andar numa atafona, andar numa roda-viva."

 In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I – 1985.

Azinhaga da Atafona em Maio. Foto Original. 2021.05.22.jpg

Interessante a resposta obtida.

Nunca conheci, em tal Azinhaga, qualquer engenho do tipo designado. Nem as Pessoas mais velhas da localidade alguma vez ouviram falar disso. Todavia tal não invalida que tivesse havido, em épocas transatas, algum tipo de azenha, moinho, do modelo descrito, em tal espaço ou nas proximidades.

(Todos conhecemos nas mais diversas localidades, aldeias, vilas ou cidades, designações de ruas, largos, espaços, travessas, reportando-nos para situações, casos, profissões, acontecimentos, cuja existência no presente não se verifica, mas de que persiste a memória ancestral, nos nomes atribuídos a esses lugares. Por vezes até foram substituídos por placas toponímicas diferentes, mas a designação antiga ainda perdura. Serão dezenas! Alguns em Lisboa, de que me lembro de cor: Campo de Sant’Ana, Campo de Santa Clara, Campo das Cebolas, Mouraria… Em Portalegre: Rua dos Canastreiros, Rua da Mouraria…

A toponímia tem particularidades muito interessantes. Na Cidade de Régio, lembro-me de dois nomes de ruas bem sugestivas. Já falei de “Rua da Paciência”. Também há “Rua da Amargura”. Um tema interessante a desenvolver: os nomes das Ruas.)

Muro do Quintal na Azinhaga. Foto Original. 2021.05.06.jpg

Voltando à “Azinhaga da Atafona”…

A respetiva designação sugere-nos, implicitamente, que em tempos mais antigos, “coisas de séculos”, terá por ali havido uma “Atafona”, um moinho de grão, movido por tração animal ou humana.

Que interessante teria sido se, quando batizaram a Travessa, a tivessem nomeado pelo nome por que sempre a conhecemos: “Azinhaga da Atafona”.

Mudar-lhe o nome de batismo outra vez?!

Não. Não julgo que seja para tanto. Apenas que fique registado o nome antigo pelo qual todos nós, os mais velhos, que temos mais de cinquentas, sempre conhecemos tal local.

Este postal apenas pretende isso. Para que a memória perdure!

Papoilas na Azinhaga. Foto original. 2021.05.22.jpg

As fotos além de ilustrarem o espaço da mencionada Azinhaga ou Travessa também apresentam um pedaço de mó antiga.

Pedaço de mó. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Esta mó “apanhei-a” bem perto da “Azinhaga”, este ano, num dos montes de pedras, que os javalis e as javalinas fossaram, nestas azáfamas em que eles têm andado este ano.

Mó composta em canteiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

(E sobre “Azinhaga”, não esquecer que é um nome conhecido mundialmente. Sim. Porque o único Nobel de Literatura Português, José Saramago, era natural de Azinhaga. Registe-se! É só consultar a net.)

Malmequeres na Azinhaga. Foto Original. 2021.05.06.jpg

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita saúde.

 

15
Out21

Luz e Encruzilhada de Sugestões!

Francisco Carita Mata

Lâmpada no poste e arranjo do “Cruzamento”!

A propósito de “Luz e Escuridão”, volto a escrever sobre o tema e reforçar os pedidos efetuados. Penso enviar este postal a Entidades competentes.

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Na 1ª foto, que titula este postal, observa-se o espaço fundamental, onde são necessários alguns pequenos melhoramentos, que beneficiarão todos os utentes que diariamente percorrem esses lugares.

Situa-se no final da “Travessa do Fundão”, antigamente designada por “Azinhaga da Atafona”.

É fundamental instalar uma lâmpada no poste situado junto ao quintal de Drº Agostinho.

Poste na Travessa do Fundão. Foto original. 2021.10.09.jpg

O espaço do final da Travessa do Fundão e o do “cruzamento” em que esta entronca com a “Azinhaga do Poço dos Cães” precisa ser arranjado de uma forma mais definitiva e durável.

Deixarem de colocar gravilha, conforme a 3ª foto ilustra, e usarem material mais consistente e duradouro.

Gravilha na Travessa Fundão. Foto original. 2021.10.09.jpg

Sugestões que faço:

No final da Travessa do Fundão, imediatamente antes do poste da eletricidade, instalar um escoadouro (calha / caleira), ligado a um cano subterrâneo, para escoar a água das chuvas, da referida Travessa e dos telhados das respetivas casas.

Cano subterrâneo que ligará até caleira já instalada no início da “Azinhaga da Fonte das Pulhas” / “Azinhaga do Porcosunho”.

Caleira Azinhaga Porcosunho. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Esse espaço de “entroncamento” deverá ser trabalhado com material mais duradouro. Sugiro alcatrão, porque penso ser material mais durável e resistente. Aquele “entroncamento” é diariamente utilizado.

No final desse espaço alcatroado, instalar outra caleira, para escoar as águas desse “entroncamento”. Caleira essa ligada ao mesmo cano subterrâneo, anteriormente referido.

Travessa Fundão e "entroncamento". Foto Original. 2021.10.09.g

O espaço da Travessa do Fundão que medeia entre a parte que está calcetada e a 1ª caleira mencionada, antes do poste, ficaria bem também calcetado. Mas a não ser possível, que seja também alcatroado.

Estas são as sugestões mínimas que tomo a liberdade de fazer. É fundamental a respetiva execução nestes mínimos. Penso que ganharemos todos com isso. Fiz apenas sugestões. Há certamente quem perceba mais do assunto do que eu.

Penso enviar ligação para este postal às Entidades competentes: Junta de Freguesia de Aldeia da Mata e Câmara Municipal do Crato.

"Entroncamento" e Araucária. Foto Original. 2021.10.09.jpg

(Esta última foto serve para localizar o "entroncamento", no contexto espacial da Aldeia. Fica situado a Norte da Araucária, um ícone da Povoação.)

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita Saúde!

 

13
Out21

Arranjo da valeta no “Vale de Baixo”

Francisco Carita Mata

A propósito de “Muita areia para a minha camioneta”!

Cano da valeta. Foto original. 2021.10.07.jpg

(A foto anterior ilustra o que eu já fizera.)

Obrigado é uma palavra muito bonita. Gosto sempre de agradecer.

E, por isso, estou grato à Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, pela forma expedita como responderam à minha solicitação.

Apresentara a situação diretamente, por mail; indiretamente, através do blogue, no postal “Muita areia para a minha camioneta”. Presencialmente, na 4ª feira, dia 06/10, antes da reunião semanal.

Houve concordância imediata, sem quaisquer entraves. Ficou combinado que 6ª feira, dia 08/10, pelas 8 horas, o funcionário adstrito a estas funções seria disponibilizado para a atividade.

E assim foi. Obrigado, também ao Srº Carlos, pelo desempenho da tarefa proposta. Houve sintonia entre todos os intervenientes.

Parabéns e Obrigado a todos: executivos e funcionários da Junta de Freguesia de Aldeia da Mata.

As fotos ilustram excertos do trabalho.

Intervenção da máquina. Foto original. 2021.10.08.jpg

A execução da tarefa pelo funcionário, com a máquina.

Execução da máquina. Foto original. 2021.10.08.jpg

O trabalho concluído pelo funcionário.

Trabalho concluído. Foto original. 2021.10.08.jpg

Foto da valeta antes da intervenção. Para comparação.

Valeta antes da intervenção. Foto original. 2021.10.07.jpg

Também houve trabalho subsequente com a minha intervenção e as minhas máquinas. Melhor, as ferramentas: enxada, sempre presente; o ancinho, a forquilha, a tesoura das sebes e a pá.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Com a enxada, o instrumento mais utilizado, retirei parte da areia, gravilha e terra, que ficou na valeta. Puxei para o exterior. Deixei um “parapeito” largo, de modo que a terra não volte à valeta quando chover.

Com o ancinho aliso essa terra, retirando as balsas cortadas, verdes e secas. As verdes que, a ficarem na terra, reverdecerão crescendo. As secas, para que o gado as não pise e não se magoe.

Junto-as em magote e com o ancinho e a forquilha, transporto-as para a parede, de modo que os javalis não atirem com as pedras do muro.

Com a tesoura de aparar sebes, corto ramos de silvas que a máquina não cortou, de modo que a parede vegetal constituída pelas balsas fique mais organizada.

Com a pá vou atirando alguma areia e terra que ficou acumulada em maior quantidade.

Sim, há muito trabalho que tem de ser feito manualmente.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Mas este trabalho mais artesanal não poderia ter sido feito sem a intervenção da máquina.

Há um complemento de ambos. Trabalho mecânico e trabalho artesanal e braçal.

Daí o meu agradecimento. A Junta cumpriu o seu dever. Parabéns e Obrigado.

E um reparo para os Habitantes da Aldeia, Aldeões, como eu.

A imagem seguinte apresenta parte do lixo, em plásticos, latas e vidros, que encontrei na sequência da limpeza da valeta. Que encheu um vaso!

Lixo. Foto original. 2021.10.08.jpg

Reflita sobre isso. E coloque os lixos nos recipientes certos.

(Estas atividades executaram-se maioritariamente de manhã. Eu ainda voltei de tarde.)

E não posso deixar de frisar um reparo.

De tarde, constatei que no célebre “cruzamento” da “Azinhaga da Atafona” / Travessa do Fundão, com a “Azinhaga do Poço dos Cães” voltou a ser reposta gravilha.

Gravilha no cruzamento. Foto Original. 2021.10.09.jpg

E que significado tem tal facto?!

Que, quando chover, grande parte desse material escorrerá direito à célebre valeta, acabada de limpar. Não gostei.

O que fazer?! Isso será tema para futuro postal.

Haja Saúde! E, Obrigado!

 

04
Out21

Quadras do Primo” Macarrão”

Francisco Carita Mata

 

Pôr do Sol. Aldeia. Foto Original. 2021.09.01.jpg

 

Quadras Tradicionais

 

«O meu coração é um tanque

Mas não é de lavar roupa

Como é que eu hei-de andar alegre

Tu numa terra e eu noutra.

 

Se eu soubesse que voando

Ia alcançar os teus carinhos

Pedia a Deus que me desse

Asas de passarinhos.»

 

*******

Já referi que “Macarrão” é alcunha.

As alcunhas muitas vezes quase substituem os nomes próprios na designação de determinadas pessoas.

(Há casos em que as alcunhas são incorporadas nos próprios nomes. Conheci colega, que detestava o sobrenome Lagartixa, herdado da mãe. Sobrenome incorporado pelo avô no nome dos filhos, a partir da alcunha que ele tinha!

Já basta a “prima”, com os nomes com que batizou as filhas!)

Este nosso Primo, primo mesmo, por afinidade, é mais conhecido pela alcunha do que pelo nome próprio. Sei que se chama José, de sobrenome Ventura. Mas sempre o ouvi chamar de “Macarrão”. Não imagino porquê.

É natural de Vale do Peso. Exerceu a profissão de ferroviário, julgo que “Maquinista”. Vive no Entroncamento, como muitos dos ferroviários de Aldeia da Mata e das mais diversas localidades. Entroncamento: terra e nome peculiar!

A CP é uma empresa que emprega ainda milhares de trabalhadores e certamente empregou ainda mais, nos tempos que estava no seu auge.

A construção do Caminho de Ferro em Portugal, como aliás pelo Mundo, foi uma Epopeia!

Com o desativar dos comboios, muito a partir da década de oitenta, do séc. XX… foi um ar que lhe foi dando… à CP. Atualmente, 3ª década do séc XXI, estão novamente a reativar a ferrovia. Adiante…

Hei-de voltar aos comboios.

Voltando atrás, ao postal anterior, já que com comboios não se faz marcha atrás, vou inserir sobre “Alcunha” e “Macarrão”, a partir da Lexicoteca.

“Alcunha, s. f. (do Ár. Al-kunya). 1. Ant. Denominação acrescentada ao nome próprio ou ao apelido; cognome.”

“Macarrão, s.m. (do Ital. Maccherone). 1. Massa de farinha de trigo, em forma de tubos finos e alongados, que se usa na sopa e outros preparados culinários.”

In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol. I e II - 1985.

 

03
Out21

Lengalenga do Primo "Macarrão”!

Francisco Carita Mata

Estação_de_Vale_do_Peso in. Wikipédia.jpg*

«Esta noite pus a forja a trabalhar

E fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 1 milhão de granadas

Para combater o frio

Eu fabriquei um navio

De 50 mil toneladas

Fiz 700 mil enxadas

Fiz 501 foices

E todo o artista que se afoite

A descer do céu à terra

Fiz 10 mil tanques de guerra

Esta noite à meia-noite

Fiz um cilindro apropriado

Para cilindrar estradas novas

Fiz milhares de peças novas

E fiz um carro blindado

Eu forneci bem o estado

De armas e chão de ar

Fiz um navio para navegar

E fiz um comboio de correio

Para o bode não ficar feio

Pus a forja a trabalhar

Fiz 10.000 aviões

Todos de 4 motores

Fiz 50 mil tratores

Fiz 18 mil canhões

Fiz 7 mil enxadões

Para quando a terra estiver mole

Só quando nascer o sol

É que amadornou um pouco

O carvão era choupo

E eu fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 700 mil relhas

Fiz colunas e gargantas

Aivecas fiz outras tantas

Fiz cangas para as parelhas

Fiz cancelas de ovelhas

Fiz 100 marrons

E 1000 cunhas

E fartei-me de dar às unhas

Para a empreitada acabar

*******

O Primo Macarrão está na casa dos oitenta e cinco e sabe esta lengalenga de cor.

Macarrão?! Sim. É assim que é conhecido. Macarrão é alcunha.

Aprofundaremos mais este assunto em próximo postal.

 

(Ilustro com uma imagem da Estação Ferroviária de Vale do Peso, in. Wikipédia.

Estação bem bonita, perto de onde habitamos, mas que nunca fomos visitar. Ninguém é perfeito!)

 

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