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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

31
Jul22

Limpeza da Valeta no "Vale de Baixo" – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Trabalho de Manutenção

Valeta limpeza Manutenção. Foto original. 2022.07.09.jpg

No ano passado, em Outubro, apresentei no blogue aspetos sobre a limpeza efetuada na valeta de escoamento das águas pluviais de parte Norte da Freguesia de Aldeia da Mata. A área de escoamento inclui a zona designada por Terreiro, parte da Rua Larga e da Travessinha, da Rua do “Castelo”, da Rua da Igreja Matriz e do Adro, das Azinhagas do Poço dos Cães e da Atafona, para além dos quintais circundantes. Essa valeta, no Vale de Baixo, serve única e exclusivamente para escoar as águas da Freguesia. Por essa razão apresentei a situação à respetiva Junta, que logo se disponibilizou para efetuar o trabalho, porque como estava o escoadouro, entulhado, era mesmo “muita areia para a minha camioneta”!

Reportei devidamente o assunto, no ano passado.

Agora, neste ano, e aproveitando o Verão e a minha permanência na Aldeia, tenho feito tarefas de manutenção. Para que as águas, que virão, pois não vai ser sempre esta seca, elas possam correr livremente sem entupimentos.

A foto documenta parte desse trabalho.

Só desejo que os entulhos que persistem em deitar a montante, no “cruzamento” da Azinhaga da Atafona e da Azinhaga do Poço dos Cães, não venham a congestionar novamente a valeta. Mas isso só saberei, eventualmente, quando chover.

Até lá, continua este calor desalmado, este tempo de inferno.

E que saudades de um passeio pelos Jardins da Gulbenkian e de um almoço no Centro de Arte Moderna, cujas obras parecem que nunca mais vão acabar!

Até lá, muita saúde, e água fresca!

 

26
Jul22

Hoje é o “Dia dos Avós”

Francisco Carita Mata

Todos os dias são “Dias dos Avós”. Isto, para quem os tem e os estima, claro!

Em 2017, ainda pudemos ir festejar esse dia, indo almoçar ao restaurante, com a Avó, quase nos noventa. A Avó mais nova não quis ir. Feitios… Fomos à Portagem. Local agradabilíssimo nestes e nesses dias acaloradíssimos. Depois acabaram essas possibilidades. As “coisas” da Vida.

Nessa tarde de Julho, lembro-me perfeitamente, Portugal “ardia”! Os célebres fogos por toda a “Zona do Pinhal”. Fomos passear a Valência de Alcântara. Uma nuvem global de fumo cobria a povoação. Perguntei, no meu “castelhanês”, se também havia fogos nas proximidades. Que não. Eram fumos dos fogos de Portugal!

Mais ao final da tarde, já quase sol-posto, fomos a Marvão. Ao castelo! Naquele singelo, mas bonito jardim que o bordeja a nascente, olhando da falésia para a Portagem lá em baixo, entre nós, a escarpa da serra, o castelo e o vale do Sever, corria o vento provindo de Noroeste. Os mesmos fumos dos fogos, corriam na direção de Espanha, provindos de Portugal.

Lembranças desse último “Dia dos Avós”, festejado com “saída de campo”, passeata internacional e restauração. Depois… depois é a Vida, as suas complicações, todas as vicissitudes e voltas que a Vida dá. E nos deu a todos nestes tempos conturbados.

Mas as Avós ainda nos dão o prazer da respetiva companhia, graças a Deus!

Obrigado, Avós: Bela e Maria.

(Recordamos com Saudade os Avôs.)

Obrigado e Parabéns e muita Saúde, para todos os Avôs e todas as Avós.

Deste nosso Portugal. De todo o Mundo!

 

17
Jul22

Manhã brumosa - Ervedal - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Sobreiros pintados. Foto original. 2022.07.06.jpg

Manhã brumosa

(Pintando o 2 no sobreiral!)

 

O vento não tugia nem mugia

Nem a mais leve aragem bulia

Julho, seis, vinte e dois, no Ervedal.

E, eu, calcorreando sobreiral.

Manhã, manhãzinha de maresia

Como há muito tempo não sentia!

 

Pintalgando sobreiro. Ou sobreira?!

Cortiça virgem outra secundeira

Em cada um marquei dígito dois.

Assim andei. E três horas depois

Dei por finda a minha trabalheira.

Feliz da labuta e sem canseira!

 

Manhã fresca, e fresca, e brumosa

Tão bela, e bela… tão radiosa!

 

Esta dúzia de versos, mais dois, catorze versos, estruturados em 2 sextilhas, e um dístico, começaram a ser congeminados na agradabilíssima manhã em que fui pintalgar os sobreiros no Ervedal, 06/07/2022. Gostaria que tivessem sido mais descritivos desse passar do tempo tão fresco, fresco, em contraponto a este calor, calor excessivo, que vivenciamos. Não ficaram como eu gostaria. A minha musa é o que é, que até quem tem Musa se queixa de que ela por vezes lhe abala e falseia. Ademais quem tem apenas musa!

Saúde! Paz! E que venha o vento fresco!

 

12
Jul22

Limpeza dos Quintais em Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Topo Norte / Noroeste da Rua Larga

Ondas de Calor! Fogos Florestais!

 

Abordar a temática das ondas de calor, dos fogos florestais, na fase crítica que estamos vivendo, será tema recorrente. Importante será sempre providenciar medidas de prevenção. No blogue Aquém-Tejo tenho-me debruçado sobre este assunto.

A obrigação de limpeza dos terrenos é dos proprietários. A responsabilidade de resolução deste assunto é dos respetivos donos. Todavia, não fazendo estes o trabalho que lhes compete, podem as entidades públicas intervir, obedecendo aos requisitos legais inerentes.

No topo norte / noroeste da Rua Larga – Aldeia da Mata, existem vários quintais relativamente “abandonados”, acumulando lixos diversos, nomeadamente pastos, tornando-se perigosos para habitações limítrofes. Aliás, para toda a povoação e respetivos habitantes.

Numa ação de Cidadania ativa, temos diligenciado junto das Entidades competentes, nomeadamente Proteção Civil, Câmara Municipal do Crato e Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, para que estes quintais sejam devidamente limpos.

De todos temos recebido a melhor das atenções. Que agradecemos.

Na sequência das solicitações / sugestões e das diligências efetuadas pela Proteção Civil, houve particulares que providenciaram limpeza nos respetivos quintais.

A proprietária do quintal nº 95 operacionalizou essa limpeza.

O quintal nº 41 da “Rua de S. Pedro”, cuja propriedade é um emaranhado de donos, conhecido como quintal do “Papo-seco”, foi ontem limpo, 11/07, por uma empresa particular, por ordem da Proteção Civil.

Agradecemos especialmente ao eng. João Marques o empenho na resolução destes assuntos.

Todavia, tenho de frisar um aspeto.

Os trabalhadores que executam estas tarefas, munidos das respetivas roçadoras, apenas fazem essa parcela de trabalho. Cortam a erva seca. Mas deixam-na no terreno! É mal feito. Disse-lhes isso, inclusivamente.

Então não deveria ser obrigação dos mesmos retirar o material cortado e colocá-lo no lixo?!

Essa situação também se verificou no quintal nº 95. Que está cheio de tudo e mais alguma coisa. De meter medo ao susto!

Quando contratualizamos estas tarefas temos de lhes exigir que façam o trabalho completo. Se não, o material incandescente fica ainda no terreno.

(O mesmo se verificou na Travessa do Fundão e nos caminhos vicinais que observei. Não sei se em todos, que não andei por aí a percorrer azinhagas, com este calor!)

Os quintais nº 81 e 83, supostamente, o proprietário providenciará a correspondente limpeza.

Que o faça, como é seu dever, obedecendo aos cuidados especiais a ter na fase “perigosa” que vivemos. E que deixe o espaço efetivamente limpo. Que está uma lixeira!

Quintal não limpo. Foto original. 2022.06.29.jpg

(A foto documenta este quintal.)

E o do nº 85?!

E Caro/a Leitor/a, aí para os seus lados, os proprietários dos quintais e outros terrenos que tais, providenciam as respetivas limpezas?!

Sim! Porque estes assuntos não são específicos apenas das Aldeias. Nas Cidades também ocorrem e, por vezes, numa escala ainda maior.

Ainda há bem pouco tempo, em Almada, o Koy Park tinha mato até à A2 e quase até ao Fórum. E estava desse modo, há anos!

Não sei como estará neste momento que não passo por lá há alguns meses.

E por aqui me fico. Grato pela atenção prestada e pelas ações desenvolvidas.

Saudações Cordiais. Votos de Saúde e de Paz!

 

 

05
Jul22

Chegaram as Amoras… Abalaram os Figos!

Francisco Carita Mata

De São João, frise-se.

Os figos de São João estão mesmo a ir-se embora. E eu, este ano, sem os cheirar sequer.

Figos Abebos. Chão Atafona. Foto original. 2022.06.25.jpg

Temos comido alguns figos, mas não da variedade mencionada. Comemos dos que estão documentados na foto. A Mãe chama-lhes “Figos abebos” (?!). Não sei.  Os de São João não temos nenhuma figueira. Já tive uma plantada, mas secou-se, julgo que em 2019. Há uns anos trouxe um ramo da figueira que há no quintal da minha sogra, abacelei, transplantei para o “Vale de Baixo”, julgando que era de São João. Mas, afinal, era de “pingo - mel”. A figueira original fora enxertada pelo meu sogro com duas variedades de figos. Situação frequente, antigamente, pelas pessoas que se dedicavam a estas lides agrícolas e hortelãs. Quando cortei o ramo para abacelar, pensando levar da do São …, levei da do Pingo… Também gosto muito deste tipo de figos. Já produz há vários anos, mas é lá mais para Setembro. Já documentei no blogue.

De São João todos os anos abundam na figueira do “Quintal de Dr. Agostinho”. Todos os anos! Mas quem os come são os melros, também as melras, certamente; os estorninhos, esses nem se fala. Voam em bandos, batem todas as figueiras nos quintais, hortas e hortejos da povoação. Desta variedade, a mais apreciada nesta época, talvez de todas. São os melhores figos, penso eu. Mesmo sem os ter provado esta safra. Dão cabo deles todos. Como, habitualmente, os proprietários não estão por cá nestas alturas, são os pássaros que os debicam e depenicam todos os verões. Também vão às nossas, mas as do Santo são as preferidas. Também costumo observar, mais esporadicamente, um ou outro papa-figos. Também observei um corvo fugindo da figueira! E, neste início de Verão, também vi, este ano, uma ave que desconhecia e me pareceu talvez uma pega azul. Será possível?!

Mas deixemo-nos de passaradas… que ainda me comem os figos. Estes que fotografei no final de Junho também já não há praticamente na figueira. E onde fica ela?!

No canto sudoeste do Chão da Atafona, mesmo no limite, quase, quase no Vale de Baixo”, mesmo junto ao portão. Se for à “Fonte das Pulhas”, ao “Porcos unho”, à água ou às amoras, e houver figos a que chegue, não se acanhe. Colha e coma! Não é preciso dizer, qualquer pessoa faz isso e “colher figos não é roubar”. Nunca foi, pelo menos deste os tempos do “Novo Testamento”. Conhece a parábola da figueira?!

Tenho algumas estórias com isto de colher figos. Algum dia conto.

Por aqui me fico, que estes figos já se foram… ou vão indo.

E não há mais figos?!

Claro que haverá, lá mais para Setembro, até mesmo ainda em Agosto.

Ah! E, em Agosto, também virão os Figos da Índia. Sim! Mas esses é outra história!

E, agora, já temos as amoras.

Passeie. Vá ao campo, pela fresca. Mas... Não deixe lixo, SFF!

 

02
Jul22

Já há Amoras nos silvados!

Francisco Carita Mata

Azinhaga da Fonte das PulhasPorcozunho

Aldeia da Mata

amoras. azinhaga porcozunho. Foto original. 01.07.22.

Anteontem, 5ª feira, dia 30 de Junho, observei as primeiras amoras, pintando alguns cachos nuns balsedos. Colhi umas três ou quatro. São ainda pouquíssimas. E muito fraquinhas. A falta de chuva no passado Outono e Inverno, também na Primavera, condiciona a fraqueza destas amoritas, na safra estival. Fraquitas, sim, mas, todavia, saborosas! (Quem dá o que tem...)

A foto documenta-as nos cachos, observando-se as diversas fases de maturação nas infrutescências. Alguns ramos, noutros silvados, estão ainda em floração. São assim as silvas ou silveiras. Florescem e frutificam em diversas etapas.

Favorecem-se e a passarada agradece. Ademais os figos de São João estão a acabar!

Saúde! Paz! Bom Verão! E saboreie as amoras!

 

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