Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

05
Dez22

Em que é que acredito no Natal?

Francisco Carita Mata

Enfeites de Natal. Foto Original. 05.12.22.

Já não acredito no Pai Natal!

Aliás, nunca cheguei a acreditar.

O Pai Natal já nasceu após o meu tempo de acreditar.

No meu tempo de acreditar, ainda acreditei, mas no Menino Jesus.

O Pai Natal não fez parte dos meus sonhos de menino.

Já nasceu muito tempo depois de eu ter nascido.

Por isso nunca tive a oportunidade de o conhecer, quando menino.

Nunca pude, pois, acreditar no Pai Natal.

Agora ainda menos.

Então, em que é que eu acredito no Natal?!

*******

Coroa de Natal. Foto original. 05.12.22.

Este poema começou a ser congeminado a 29/08/22, mas só foi concluído em 18/11/22, em Aldeia da Mata. A partir deste, construí a décima publicada em Aquém-Tejo. Ambos os poemas versam o tema Natal, embora em estruturas formais diferentes.

Esta publicação em “Apeadeiro” é a centésima. Também por isso escolhi publicar este texto poético, talvez prosa poética, reportando também para o outro, estruturado em forma rimada.

Árvore de Natal. Foto original. 05.12.22.

Ambos são ilustrados com os enfeites na Casa-Museu de Aldeia da Mata.

Os enfeites foram alterados. Figura a "Coroa de Natal" e acrescentei um elemento. Frutos de um arbusto autóctone.

Muito Obrigado a si que tem a amabilidade de nos ler, visitar, visualizar, comentar.

Saúde e Paz com Poesia e Alegria!

 

 

04
Dez22

Cores Outonais, em Dezembro.

Francisco Carita Mata

Quase Inverno e um Outono como há alguns anos não tínhamos!

As plantas atingem o apogeu dos tons outonais. No Vale de Baixo.

Nesta trintena de anos, desde a década de noventa do séc. XX, tenho vindo a plantar, de forma mais sistemática, árvores no “Vale de Baixo”. Um dos objetivos era criar renques de plantas que nesta época atingissem a plenitude da estação. Proporcionando o espairecer colorido do Outono! (Tenho árvores mais antigas, algumas dos anos oitenta, que já descrevi.)

Individualmente consegue-se. Globalmente não. As árvores ocupam um espaço relativamente diminuto, estão espaçadas e são de tipos diversos, não coincidindo simultaneamente na respetiva coloração amarelada.

Apresento individualmente alguns dos exemplares.

Inicio com um Choupo Negro, proveniente de bacelo que trouxe de Almada. É relativamente recente, década anterior. Sendo de crescimento rápido, já superou em dimensão árvores bem mais velhas.

Choupo negro. Foto original. 01.12.22

Excerto de Carvalho Roble ou Alvarinho. Também proveniente de Almada, trazido sob a forma de bolota, que semeei e transplantei para o Vale. Anos noventa.

Carvalho roble ou alvarinho. Foto original. 01.12.22

Romãzeira, do quintal da minha Avó Carita, que agora é do meu afilhado Carlos. É pequenina, mas também é dos anos noventa. Todos os anos frutifica.

Romãzeira. Foto original. 01.12.22.

Amoreira branca, do quintal da minha Sogra. É mais recente, embora atinja grande porte. Primeira década deste milénio.

Amoreira branca. Foto original. 01.12.22

E um elemento extraordinário: uma pedra. Totalmente coberta de líquenes, que não se consegue vislumbrar um pequeno excerto do elemento original. Presumo que seja de granito, mas também poderá ser de quartzo. Este Outono chuvoso permite estas evidências, que em anos secos passam despercebidas. (Não imagino a respetiva datação, nem tive qualquer intervenção no processo!)

Pedra. Foto original. 01.12.22

Viva o Outono, uma estação bonita. E o Outono da Vida!

Foto final: dois elementos patrimoniais icónicos e identitários de Aldeia da Mata.

Araucária e Torre Sineira. Foto original. 01.12.22.

02
Dez22

Árvore de Natal! Na minha Aldeia Natal!

Francisco Carita Mata

Porta da Casa-Museu – Aldeia da Mata

Árvore de Natal. Foto original. 01.12.22

Árvore de Natal: um modus operandi intencional

Um processo, um produto, um local de colocação propositado!

Esta Árvore de Natal foi idealizada, delineada, construída, decorada, colocada no local em que se encontra, obedecendo a uma certa intencionalidade.

Nos últimos anos, tenho colocado “Coroas de Natal” na porta da Casa-Museu, como forma de chamar à atenção precisamente para este valor patrimonial da “Aldeia”. (Aldeia, que no topónimo enquadra essa respetiva condição: aldeia. Acrescido “da Mata”, de que não se vislumbram sinais físicos de mata, mas que reportam para uma certa ancestralidade, quando essa mata terá existido!)

Este ano resolvi criar uma “Árvore de Natal”. E haverá Coroa?!

Árvore de Natal. Foto original. 01.12.22

Para ser afixada na porta a estrutura tinha de ser funcional. Daí a estruturação bidimensional. Ando há alguns anos a congeminar os materiais a utilizar. As canas verdes a servirem de base estruturante foi o material escolhido. Temos bastantes no “Vale de Baixo”. (Precisam ser desbastadas.) Não são difíceis de trabalhar. São fáceis de cortar, adaptáveis na forma - versus função. Ligadas com arame de alumínio, permitiram organizar a idealização da Árvore. Uma ideia base: triangular, sugestionando a estrutura do pinheiro – piramidal.

No topo, no vértice superior do triângulo, lá está a pinha mansa. Reportando-nos para a estrela, ícone da Árvore e do Natal!

E as ripas transversais, consolidando toda a peça, formando bases de vários triângulos, no conjunto e, parcelarmente, de trapézios. Nelas, ripas, incluí ramitos de árvores e arbustos autóctones: loureiro, símbolo da vitória; murta, símbolo da eternidade. Alecrim, porque sim e carvalho – quercus.

Todos estes elementos nos reportam para a ancestralidade, para a rusticidade, para a Natureza.

Os pequenos itens, pins de plástico colorido, sugestionam-nos a modernidade, a artificialidade tão comum, vulgaríssima nas habituais árvores do Natal!

E tenho dito! Se calhar julgo que disse muito e não disse nada.

O efeito da Árvore ficou interessante?! Resultou positivamente?! Ou não faz qualquer sentido?

Foi colocada no primeiro de Dezembro. Só podia ser! (A vizinhança já fez as decorações de Natal ainda em Novembro!) E ainda haverá coroa?!

A todas as Pessoas, Leitores ou não, Conterrâneos ou Forasteiros, os meus sinceros Votos de Feliz Natal!

 

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D