Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

18
Dez22

Achou piada. Riu-se!

Francisco Carita Mata

As tempestades sobrevêm quando menos se espera!

Muro caído. Azinhaga da Atafona. Foto Original. 16.12.22.

Em ambos os blogues, tenho pugnado por melhorar aspetos da minha Aldeia. Tanto com as entidades públicas, como com as particulares. Quando uns ou outros podem, as “maleitas” resolvem-se. Dentro das possibilidades de cada entidade. Nem sempre é possível colmatar todos os aspetos e de forma imediata. Compreende-se.

(Para além de estar sempre a divulgar e valorizar o Património de Aldeia da Mata. O material e o imaterial.)

Um dos aspetos, em que tenho batido na tecla, tem sido sobre o arranjo do “cruzamento” Travessa do Fundão - Azinhaga da Atafona – Azinhaga do Poço dos Cães.

Têm feito o que podem, dentro dos condicionalismos de que dispõem. Mas já se sabe, sempre que chove, a gravilha escorre e vai parar ao “Vale de Baixo”.

Mas há situações que têm mesmo de ser os particulares. Os Herdeiros de Dr. Agostinho providenciaram algo que poderia servir de exemplo para o que deveria ser feito em todo o espaço.

Gravilha arrastada. Muro a cair. Foto original. 15.12.22.

Na foto anterior, pode verificar-se nesse caminho, que no lado direito da foto, o muro é de pedra solta. Várias vezes tem vindo a cair e há pedaços que ameaçam derrocada.

Gravilha arrastada. Muro a cair. Foto original. 16.12.22.

Em Agosto, pleno Agosto de calor, sem chover há meses, o proprietário desse Chão andava atarefado em arranjos e mudanças na casa que tem junto à Ermida. Somos jovens da mesma idade, tirámos sortes no mesmo dia, em Évora, num ano distante que já não me lembro quando!

Aproveitei para lhe sugerir que arranjasse o muro de pedra solta, que ameaça cair o resto. Que parte tem vindo a ruir. Algumas pedras já arrumei. Falou-me que para a Páscoa! (Não sei qual Páscoa, que nestas coisas nunca sabemos!)

Frisei que podendo vir alguma tempestade, chuvas e ventos, facilmente aquelas pedras cairão. Passa por ali gente todos os dias, eu, várias vezes por dia.

Achou piada! Riu-se. Foi natural a reação. Em Agosto, pleno Agosto, seca de vários anos e calor infernal, quem vislumbraria tempestades invernosas?!

Pois nem passaram cinco meses. E as tempestades vieram! E o muro de pedra solta, não tendo ainda caído, é certo, mas caiu parte de outro, na mesma propriedade e do mesmo dono. A foto que abre o postal regista o ocorrido.

(Que isto de tempestades chegam quando menos se espera! Já tenho referido a ocorrida em Dezembro de 2019, de 19 para 20 do mês. Peculiar: 19 para 20 do mês, de 2019, para 2020! Chamava-se "Elsa"!

Também me lembro dos efeitos de um ciclone, que provindo de Oeste para Leste, correu o Vale da Ribeira das Pedras, direito à Baganha e Tapada do Sabugueiro, deixando um rasto de destruição, sobreiros e azinheiras arrancados de raiz. Felizmente não atravessou a povoação.

Não sei exatamente a datação, mas terá sido pelos anos oitenta ou noventa do séc. XX.?)

Obrigado pela atenção. Saúde. Paz. Feliz Dezembro. E menos chuva!

 

29
Set22

Limpeza da valeta no “Vale de Baixo” – 28 Set. 22

Francisco Carita Mata

Aldeia da Mata - Crato

A chuva sempre tão necessária, neste ano chegou ainda no Verão, já no final. Veio bem batida, bem chovida e já sabemos… Chuva assim, escorrendo pelas Travessa do Fundão / Azinhaga da Atafona e Azinhaga do Poço dos Cães, logo a gravilha nelas colocada, a fazer de lastro aos caminhos, vai desaguar ao "Vale de Baixo". Foi o que aconteceu novamente este ano.

Contactei a Junta de Freguesia na semana passada e, nesta semana, combinámos ida do funcionário Carlos Véstia a limpar a areia que entupindo a valeta, processa a escorrência das águas e areias para o terreno. Trabalho realizado ontem, 4ª feira, 28 de Setembro, pela manhã.

Fiquei muito agradado com o trabalho realizado.

Com este postal pretendo precisamente agradecer à Junta de Freguesia e ao funcionário Carlos Véstia. Muito Obrigado e muita Saúde para todos.

Entretanto, também na semana passada, a Junta de Freguesia providenciou a colocação de gravilha nas referidas Azinhagas, nomeadamente no “entroncamento” das mesmas. Trabalho de curto prazo, que tinha mesmo de ser feito, pois, desventradas como estavam, dificultavam a circulação tanto de veículos, como de peões.

Todavia não posso deixar de alertar para a imperiosidade de se concretizar uma obra devidamente adequada para esses caminhos vicinais. Trabalho que já tarda. Com o qual ganharemos todos. Toda a Freguesia!

Remeto para outros postais em que me tenho debruçado sobre este assunto.

Os meus renovados agradecimentos e votos de Paz.

E ainda…

Os tristemente "célebres" quintais da Rua Larga, nomeadamente os que eram pertença da Srª Joaquina Calado, da Srª Dolores e da Srª Augusta, quando são limpos?!

Do que sei e tenho observado dos “supostamente” proprietários e usufrutuários, eles nunca farão as respetivas limpezas.

De modo que

Terá de haver intervenção das Entidades Públicas.

Saúde! Paz! E que continue a vir chuvinha como a que caiu hoje, mas em maior quantidade.

Mas não de enxurrada, que leve novamente a gravilha para a valeta do “Vale de Baixo”.

Valha-nos São Pedro!

 

15
Set22

Finalmente a Chuva! Abençoada Chuva!

Francisco Carita Mata

A bendita Água voltou!

(Também em Aldeia da Mata!)

Bendita, para os locais onde não fez estragos. Que isto da chuva, mesmo quando desejada, mal chega, começa logo a enfadar. Mas é por demais necessária. Nalguns locais fez das suas. Em Manteigas, em plena Serra da Estrela, foi o que se viu.  Uma consequência direta dos incêndios de Agosto. Incêndios, principalmente em zonas serranas, mal vêm as primeiras chuvas, logo ocorrem as enxurradas a jusante.

Aqui para os meus lados e na minha Aldeia e nos espaços que conheço e percorro, também a ocorrência habitual.

O “cruzamento” no topo Oeste da Travessa do Fundão, onde esta entronca com a Azinhaga da Atafona e dá seguimento à Azinhaga do Poço dos Cães está como pode ser verificado in loco. A gravilha, terra, entulho, foi quase tudo arrastado pela força das águas, com estas chuvadas destes últimos dias.

Também já sabemos que foi parar ao Vale de Baixo, onde fez enxurrada. É o trivial.

Solução?! A que já tenho apresentado há anos.

Uma intervenção duradoura, de preferência com alcatrão, que cubra esse “cruzamento”, a parte da Travessa do Fundão não calcetada e toda a Azinhaga do Poço dos Cães até ao adro de São Martinho.

Não fazer a solução de remedeio usual: a gravilha. Mais do mesmo. Nas chuvas sequentes toda a gravilha abala.

Para operacionalizar esta obra terá de haver articulação entre as Autarquias: Junta de Freguesia de Aldeia da Mata e Câmara Municipal do Crato.

Provavelmente terá de ser uma obra faseada. Primeiro o “cruzamento” e depois as Azinhagas. Mas terão de equacionar solução para este problema, orçamentando-o.

Certamente este ano civil ainda terão de remediar com gravilha. Mas poderão e deverão prever este trabalho para próximo ano civil. É uma obra que tarda há anos. Dezenas!

Colocar "grelhas" para escoamento das águas em vários pontos nevrálgicos.

Mas todos estes aspetos os responsáveis sabem melhor que eu, que não tenho pretensão de me sobrepor a ninguém. Contudo sou eu que transito naqueles espaços todos os dias. É aos meus terrenos que a terra vai desaguar todos os anos.

Mas esta obra só me irá beneficiar a mim?!

Claro que não! Todos os dias por ali passam outros vizinhos. Uns a pé, outros em carros ou em camionetas. E toda a Aldeia beneficiará.

E se essas Azinhagas fossem iluminadas, tanto melhor!

E, a talho de foice, os célebres quintais abandonados no topo norte da Rua Larga, são ou não limpos?!

Saúde. Paz. E grato pela atenção.

 

05
Fev22

E a Luz venceu a Escuridão!

Francisco Carita Mata

Colocação da lâmpada no poste do “Quintal de Doutor Agostinho”!

Luz venceu escuridão. Foto original. 2022.02.01.jpg

Não, não é uma crónica sobre o mítico Estádio da Luz, lá para os lados da Estrada da Luz, mas onde parece imperar, de facto, a escuridão!

Estava eu no remanso do ancestral “Chão da Atafona”, alindando um canteirão do jardim, do meu escritório campestre. Isto, no dia um de Fevereiro, véspera do “Dia da Senhora das Candeias”, também nomeada “Senhora da Luz”!

Apercebendo-me de alguma movimentação para os lados do “Quintal de Doutor Agostinho”, qual não é o meu espanto e contentamento, quando observo um indivíduo alcandorado no célebre poste do dito quintal, já por diversas vezes referenciado nos blogues a que me dedico.

Colocação lâmpada. Foto original. 2022.02.01.jpg

“E fez-se luz”! Estavam a instalar um candeeiro de iluminação no poste, conforme vimos requerendo há algum tempo. Aleluia! É mesmo o efeito da “Senhora da Luz”!

Excelente! A situação merece ser documentada, pensei. Fui a casa buscar o telemóvel. Entretanto falei com os profissionais que estavam tratando do assunto, fotografei, pedi autorização ao jovem que estava colocando o candeeiro e respetiva lâmpada, para publicar foto. Que autorizou. Uma das que documenta o postal. Ao início da noite, fui verificar o local iluminado. Outra foto documental, a que o titula.

E agora?!, dir-me-ão. É só uma lâmpada! É verdade. Mas contraponho: uma caminhada faz-se com o primeiro passo.

E o que se diz quando nos fazem alguma coisa que pedimos? Pois… Muito Obrigado. Obrigado, é sempre uma palavra muito bonita, que devemos usar com frequência.

Os meus agradecimentos a todas as Entidades competentes que diligenciaram nesse sentido: Autarquias - Câmara Municipal de Crato, Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, Proteção Civil, Empresa que instalou a lâmpada. “Visabeira” figurava na carrinha em que se deslocaram os trabalhadores. Agradecimento a estes profissionais, com especial realce para o jovem que se alcandorou ao poste, conforme fotografia. Sem o seu trabalho nada feito. Muito obrigado. Grato também aos Vizinhos que também se interessaram e colaboraram e aos Matenses que, em cargos específicos, deram o seu contributo.

E, novamente…. Só por uma lâmpada?! … Uma caminhada faz-se com o primeiro passo.

E, ainda para as Entidades competentes: Agora, é preciso arranjar esse “entroncamento” da Azinhaga do Poço dos Cães com a Azinhaga da Atafona / Travessa do Fundão.

E votos de muita Saúde, para todos e também, especialmente para si, Caro/a Leitor/a.

 

27
Dez21

Erosão no “Entroncamento da Azinhaga e da Travessa” II

Francisco Carita Mata

Começaram as Obras!

Aldeia da Mata

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.12.23.jpg

Já abordei este assunto em “Apeadeiro” em diversos postais. Para além de também ter escrito sobre o tema, em “Aquém-Tejo”.

Travessa Fundão II. Foto original. 2021.12.23.jpg

Pois, tenho a informar que as “Obras” já começaram.

Na semana antes do Natal, constatei o facto que as fotos documentam.

Quero, por este meio, felicitar e agradecer aos “Herdeiros de Doutor Agostinho” que diligenciaram, por sua iniciativa, o trabalho que as fotografias ilustram. Doutor Agostinho, Médico Ilustre e Altruísta, de Aldeia da Mata, é merecedor de todo o nosso reconhecimento.

Obrigado! Parabéns!

Compete, agora, às Autarquias Locais: Junta de Freguesia de Aldeia da Mata e Câmara Municipal do Crato diligenciarem no acabamento da Obra.

Dois mil e vinte e dois está quase aí.

Formulo Votos de Festas Felizes e Excelente ano de 2022. Com muita Saúde!

Não resisto a ilustrar com mais duas fotos:

“Pôr-do-Sol”, visto do Adro da Igreja Matriz. No Inverno!

Pôr-do-sol. Foto original. 2021.12.23.jpg

Não é preciso viajarmos para locais longínquos para apreciarmos bonitas paisagens!

E da célebre Araucária-de-Norfolk.

Araucária de Norfolk. Foto Original. 2021.12.23.jpg

Reforço a sugestão anterior de, em anos futuros, esta Árvore ser “Candidata a Árvore do Ano”!

 

03
Nov21

Erosão no “entroncamento” da “Azinhaga e da Travessa” (I)!

Francisco Carita Mata

Uma obra que urge arranjar com caráter de durabilidade.

Erosão no entroncamento. Foto Original. 2021.10.31.jpg

É preciso resolver este assunto com caráter mais definitivo e duradouro. 

O célebre “entroncamento” entre a “Travessa do Fundão / Azinhaga da Atafona” e a “Azinhaga do Poço dos Cães” é necessário arranjá-lo de modo que seja durável o arranjo efetuado.

Ainda recentissimamente foi colocada a gravilha: em 08/10/21. Mal chegou a chuva, nos dias finais do mês, 29, 30 e 31, logo ela se esvaiu.

Erosão na Azinhaga II. 2021.10.31.jpg  

Ficaram os sulcos no “cruzamento”, as regueiras novamente abertas. 

A “Azinhaga”, a parecer uma ribeira… 

E os areões e gravilhas a irem parar ao “Vale de Baixo”!

Gravilha Vale II. Foto Original. 2021.10.31.jpg

Um ciclo que só terminará quando esse “cruzamento” for revestido a alcatrão ou outro material resistente, que os técnicos especializados da Câmara saberão melhor que eu. Com caleiras e cano subterrâneo, para escoamento das águas.  

Acabar com as obras de remedeio, que duram escassas semanas. Vindo novas chuvadas volta-se ao mesmo. 

Apelo às Autoridades competentes, aos técnicos especializados, que se empenhem cabalmente na resolução do problema.

(Arranjar esse “entroncamento” será bom. Se arranjarem toda a Azinhaga do Poço dos Cães será ótimo!)

E não esquecer a colocação de uma lâmpada no poste junto a quintal de Drº Agostinho.

Obrigado pela atenção.

Votos de muita Saúde!

 

17
Out21

Sabe o que é uma Atafona?!

Francisco Carita Mata

E, já agora, uma Azinhaga?

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Não se admire se não souber o que é uma atafona. Eu próprio soube há bem pouco tempo. Quando resolvi ir procurar ao Dicionário, neste caso, a Lexicoteca.

Intrigava-me o termo. O que significaria? Julgava que seria um regionalismo, como é por ex. “Altemira”. Porque toda a minha vida ouvira nomear, chamar de “Azinhaga da Atafona”, o espaço, a rua, a travessa, atualmente designada por Travessa do Fundão”.

Consultei a Lexicoteca e esta informou-me do que transcrevo: 

"Azinhaga, s. f. (do Ár. az-zinaqa). Caminho estreito e rústico entre muros, sebes altas ou valados, fora dos povoados.

Atafona, s. f. (do Ár. at-tahuna, moinho). 1. Engenho de moer grão, movido manualmente ou por força animal. 2. Azenha. Andar numa atafona, andar numa roda-viva."

 In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I – 1985.

Azinhaga da Atafona em Maio. Foto Original. 2021.05.22.jpg

Interessante a resposta obtida.

Nunca conheci, em tal Azinhaga, qualquer engenho do tipo designado. Nem as Pessoas mais velhas da localidade alguma vez ouviram falar disso. Todavia tal não invalida que tivesse havido, em épocas transatas, algum tipo de azenha, moinho, do modelo descrito, em tal espaço ou nas proximidades.

(Todos conhecemos nas mais diversas localidades, aldeias, vilas ou cidades, designações de ruas, largos, espaços, travessas, reportando-nos para situações, casos, profissões, acontecimentos, cuja existência no presente não se verifica, mas de que persiste a memória ancestral, nos nomes atribuídos a esses lugares. Por vezes até foram substituídos por placas toponímicas diferentes, mas a designação antiga ainda perdura. Serão dezenas! Alguns em Lisboa, de que me lembro de cor: Campo de Sant’Ana, Campo de Santa Clara, Campo das Cebolas, Mouraria… Em Portalegre: Rua dos Canastreiros, Rua da Mouraria…

A toponímia tem particularidades muito interessantes. Na Cidade de Régio, lembro-me de dois nomes de ruas bem sugestivas. Já falei de “Rua da Paciência”. Também há “Rua da Amargura”. Um tema interessante a desenvolver: os nomes das Ruas.)

Voltando à “Azinhaga da Atafona”…

A respetiva designação sugere-nos, implicitamente, que em tempos mais antigos, “coisas de séculos”, terá por ali havido uma “Atafona”, um moinho de grão, movido por tração animal ou humana.

Que interessante teria sido se, quando batizaram a Travessa, a tivessem nomeado pelo nome por que sempre a conhecemos: “Azinhaga da Atafona”.

Mudar-lhe o nome de batismo outra vez?!

Não. Não julgo que seja para tanto. Apenas que fique registado o nome antigo pelo qual todos nós, os mais velhos, que temos mais de cinquentas, sempre conhecemos tal local.

Este postal apenas pretende isso. Para que a memória perdure!

As fotos além de ilustrarem o espaço da mencionada Azinhaga ou Travessa também apresentam um pedaço de mó antiga.

Pedaço de mó. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Esta mó “apanhei-a” bem perto da “Azinhaga”, este ano, num dos montes de pedras, que os javalis e as javalinas fossaram, nestas azáfamas em que eles têm andado este ano.

(E sobre “Azinhaga”, não esquecer que é um nome conhecido mundialmente. Sim. Porque o único Nobel de Literatura Português, José Saramago, era natural de Azinhaga. Registe-se! É só consultar a net.)

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita saúde.

 

13
Out21

Arranjo da valeta no “Vale de Baixo”

Francisco Carita Mata

A propósito de “Muita areia para a minha camioneta”!

Cano da valeta. Foto original. 2021.10.07.jpg

(A foto anterior ilustra o que eu já fizera.)

Obrigado é uma palavra muito bonita. Gosto sempre de agradecer.

E, por isso, estou grato à Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, pela forma expedita como responderam à minha solicitação.

Apresentara a situação diretamente, por mail; indiretamente, através do blogue, no postal “Muita areia para a minha camioneta”. Presencialmente, na 4ª feira, dia 06/10, antes da reunião semanal.

Houve concordância imediata, sem quaisquer entraves. Ficou combinado que 6ª feira, dia 08/10, pelas 8 horas, o funcionário adstrito a estas funções seria disponibilizado para a atividade.

E assim foi. Obrigado, também ao Srº Carlos, pelo desempenho da tarefa proposta. Houve sintonia entre todos os intervenientes.

Parabéns e Obrigado a todos: executivos e funcionários da Junta de Freguesia de Aldeia da Mata.

As fotos ilustram excertos do trabalho.

A execução da tarefa pelo funcionário, com a máquina.

Execução da máquina. Foto original. 2021.10.08.jpg

O trabalho concluído pelo funcionário.

Trabalho concluído. Foto original. 2021.10.08.jpg

Foto da valeta antes da intervenção. Para comparação.

Valeta antes da intervenção. Foto original. 2021.10.07.jpg

Também houve trabalho subsequente com a minha intervenção e as minhas máquinas. Melhor, as ferramentas: enxada, sempre presente; o ancinho, a forquilha, a tesoura das sebes e a pá.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Com a enxada, o instrumento mais utilizado, retirei parte da areia, gravilha e terra, que ficou na valeta. Puxei para o exterior. Deixei um “parapeito” largo, de modo que a terra não volte à valeta quando chover.

Com o ancinho aliso essa terra, retirando as balsas cortadas, verdes e secas. As verdes que, a ficarem na terra, reverdecerão crescendo. As secas, para que o gado as não pise e não se magoe.

Junto-as em magote e com o ancinho e a forquilha, transporto-as para a parede, de modo que os javalis não atirem com as pedras do muro.

Com a tesoura de aparar sebes, corto ramos de silvas que a máquina não cortou, de modo que a parede vegetal constituída pelas balsas fique mais organizada.

Com a pá vou atirando alguma areia e terra que ficou acumulada em maior quantidade.

Sim, há muito trabalho que tem de ser feito manualmente.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Mas este trabalho mais artesanal não poderia ter sido feito sem a intervenção da máquina.

Há um complemento de ambos. Trabalho mecânico e trabalho artesanal e braçal.

Daí o meu agradecimento. A Junta cumpriu o seu dever. Parabéns e Obrigado.

E um reparo para os Habitantes da Aldeia, Aldeões, como eu.

A imagem seguinte apresenta parte do lixo, em plásticos, latas e vidros, que encontrei na sequência da limpeza da valeta. Que encheu um vaso!

Lixo. Foto original. 2021.10.08.jpg

Reflita sobre isso. E coloque os lixos nos recipientes certos.

(Estas atividades executaram-se maioritariamente de manhã. Eu ainda voltei de tarde.)

E não posso deixar de frisar um reparo.

De tarde, constatei que no célebre “cruzamento” da “Azinhaga da Atafona” / Travessa do Fundão, com a “Azinhaga do Poço dos Cães” voltou a ser reposta gravilha.

Gravilha no cruzamento. Foto Original. 2021.10.09.jpg

E que significado tem tal facto?!

Que, quando chover, grande parte desse material escorrerá direito à célebre valeta, acabada de limpar. Não gostei.

O que fazer?! Isso será tema para futuro postal.

Haja Saúde! E, Obrigado!

 

28
Set21

Muita areia para a minha camioneta!

Francisco Carita Mata

Entupimento na valeta, no Vale. Trabalho de campo.

Questão Pertinente!

Cruzamento Azinhagas. Foto original. 2021.09.20.jpg

Neste blogue “Apeadeiro…”, bem como no “Aquém-Tejo”, já abordei o problema da erosão exercida pela força da água das chuvas, no “cruzamento” da “Azinhaga da Atafona” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”.

As fotos documentam esse facto.

Azinhaga. Foto original. 2021.09.23. jpg

Sendo que as águas se deslocam pela força da gravidade, correm naturalmente para “baixo”. Transportando todas as areias mais grossas ou mais finas, os areões e os cascalhos. E para onde?!

Precisamente para uma valeta que corre no lado sul do “Vale de Baixo”.

Valeta e cano. Foto Original. 2021.09.21.jpg

Valeta que drena única e exclusivamente as águas provenientes da Localidade, provindas do Largo do Terreiro, com tudo o que isso representa. Lixo também. E as águas das referidas Azinhagas, que não estando calcetadas nem alcatroadas, mas cobertas de areão e gravilhas, materiais facilmente erodidos, os transportam para essa valeta. Que vai entulhando, impedindo a água de fluir.

No dia 21 de Setembro, último dia de Verão, na sequência de chuvadas fortes, na semana anterior, constatei que a valeta estava toda atulhada e o cano que escoa a água da Aldeia, praticamente entupido.

Ferramentas. Foto original. 2021.09.21.jpg

Pus mãos à obra, que não sou de ficar parado.

Peguei no carro de mão, para levar as ferramentas, enxada e ancinho e tesoura de aparar sebes para cortar o balsedo.

Valeta e ferramentas. Foto original. 2021.09.21.jpg

Limpei apenas a parte inicial da valeta. As fotos mostram fases do trabalho.

Mas é preciso continuar, porque a valeta continua entupida ainda mais uns metros abaixo.

E, eu, tenho de reconhecer, este trabalho já é “muita areia para a minha camioneta”!

Valeta. Ancinho. Enxada. Foto original. 2021.09.21.jpg

A foto seguinte, de 23 de Setembro, e na sequência de nova queda de chuva, bem chovida, como se costuma dizer, mostra a água a escorrer naturalmente pela parte da valeta arranjada.

Água correndo. Foto original. 2021.09.23.jpg

Agora, Caro/a Leitor/a, gostaria de deixar uma questão pertinente.

Atendendo que a mencionada valeta serve, única e exclusivamente, para escoar águas da Localidade e a gravilha, areia, lodo e lixo que a vai entupindo, também é proveniente dos espaços públicos, devo ou não requerer à Autarquia que venha limpar a valeta?

(Acresce que a Autarquia tem máquinas para o efeito e pessoal adstrito a essas funções.)

Obrigado pela sua atenção e votos de muita Saúde.

Sabugueiro. Foto original. 2021.05.02.jpg

(A última foto é de flor de sabugueiro, de planta precisamente junto a essa valeta.

É proveniente de Almada, na sequência de atividade que organizam na Primavera, em que trocamos lixo para reciclagem, por plantas. Ação que operacionalizam já há uma catrefada de anos. Mais de uma ou duas dezenas!)

Nota Final: Felicitar todos os eleitos para funções nas Autarquias: Freguesia e Concelho. Que trabalhem, em conjunto, para o bem da comunidade. Muita Saúde para todos.

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D