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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

18
Jan24

Habitação na Aldeia: o previsto aconteceu.

Francisco Carita Mata

Casa nº 96. Foto original. 11.01.23.

Aldeia da Mata: O “iminente” tornou-se eminente!

Casa nº 96. Foto original. 17.01.24.

A “Tempestade Irene” deitou abaixo uma casa na minha Aldeia. Na passada 3ª feira, 16 de Janeiro, perto das 23 horas. Na Rua Larga, que já foi “Rua das Flores”. O nº 96.

Pelo que ouvi na TV, houve 293 ocorrências no País.

Não que não me interesse pelo que se passa, em geral, no nosso querido e amado Portugal, mas este particular mais me preocupava.

Para estas situações tenho alertado as Entidades competentes, nomeadamente sobre este caso específico. Publiquei postal a 20 de Fevereiro de 2023 e enviei mails a 21.

Também telefonei nessa sequência. À data, responderam-me que “não estava iminente a queda”! Não estando “iminente”, em menos de um ano, tornou-se eminente!

Felizmente, “Graças a Deus”, ocorreu de noite, não passava ninguém, não circulava nenhum veículo, não havia carros estacionados.

Agora?!

Resolver a situação dos muros da casa limítrofe, a sul, porque estes, sim, ameaçam queda iminente. A Câmara tem meios técnicos e humanos para tratar do assunto.

(Se continua a chover, como agora, em que escrevo este postal, os muros até caem por si!)

As fotos, todas de minha autoria, documentam os factos.

1ª Foto: Excerto da frontaria da casa nº 96 - (11/01/23)

2ª Foto: Frontaria da casa nº 96, caída - (17/01/24)

Gosto muito da minha Aldeia, mas não gosto de ver o descalabro destas casas.

Sobre as casas defronte, nºs 81, 83 e 85, também tenho alertado, solicitado, intervenção. Nomeadamente a chaminé da casa do nº 81, altaneira, bonita, sim, mas perigosa.

Lado noroeste da Rua. Foto Original. 15.03.23

Outras fotos da casa nº 96

(Foto de 08/03/23, com o aviso da Câmara, após eu ter enviado mails a 21/02/23.)

Casa nº 96. Foto original. 08.03.23.

Foto da casa a 14/10/23:

Frontaria da casa nº96. Foto original. 14.10.23

Nestes últimos meses, nomeadamente com a invernada, as chuvadas e trovoadas, a degradação acentuou-se. Na noite de 16 de Janeiro aconteceu o que era prevísivel há mais de um ano e para que alertámos.

Foto da Casa caída e excerto nordeste da Rua Larga:

Lado nordeste da Rua e casa caída. Foto Original. 17.01.24

Casa nº 96, frontaria caída e proteção primária (17/01/24):

Casa nº 96. Foto original. 17.01.24.

(Consegue observar-se que as paredes são feitas de terra e pedras e é uma parede única para duas casas, que terão centenas de anos.)

Lado Nordeste da Rua Larga, com a proteção secundária da casa e da rua (18/01/24):

Casa nº 96 e Rua Larga. Foto original. 18.01.24.

Desejo que corra tudo pelo melhor e que as Entidades competentes resolvam o assunto o mais rápido e melhor que for possível.

Saúde e Paz! 

 

15
Out23

Um postal que não gostaria de escrever… (Gatos do Quintal - XVIII)

Francisco Carita Mata

Mas que vai ter de ser escrito!

Gil. original 04.03. 23

Gatos do Quintal XVIII – Crónica de tristeza e desalento!

Gil. original 14.03. 23

Não gostaria de escrever, porque encerra duas notícias desagradáveis.

Gil. Original. 07.05.23.

O gato Gil, um dos protagonistas que deambularam por estas crónicas sobre “Gatos do Quintal” anda desaparecido há oito dias! O que, dado o historial dos irmãos – Ricardina, em Julho e Bart, em Abril – não mais aparecerá.

E, não aparecerá, porquê?! Presume-se, deduz-se que terá morrido!

Mas de “morte natural”?! Duvido completamente. O mais certo é ter sido morto.

Propositadamente?! Provavelmente não! Alguma armadilha colocada nos campos, para “apanhar” outros bichos. E, os gatos… exploradores e curiosos como são, nelas terão caído.

Isto é o que eu imagino. Que não sei nada sobre o assunto. Não vi. Não sei! Mas que as há, há!

Mas este é já o terceiro gato que desaparece! Dos quatro irmãos, apenas resta Mi-Dú e os dois filhos: Du-Dú e Riscadinho, sobrinhos duplamente de Gil!.

E esta é necessariamente a segunda notícia desagradável: Quem terá armadilhado?!

(Não vou escalpelizar mais o assunto. Ponto final.)

Gil e sobrinhos comendo. original. 28.09.23.

Mas que sentimos a falta de Gil, lá isso sentimos! A desenvoltura, a sofreguidão na comida, o afago e simpatia que demonstrava sempre, apesar de lhe chamar “chato”, a companhia que fazia, uma presença tutelar, de guarda, enquanto eu cirandava no Chão ou no Vale. A correria, a subida às árvores a mostrar as habilidades, o instinto caçador, catando, espreitando, atento ao menor ruído e movimento. Lá que caçava pássaros, lá isso apanhava; talvez até os ninhos, é provável; também as lagartixas, nunca mais se viram! Mas também ratos, nunca mais houve nos quintais, nem no palheiro. Cobras também, mas pequenas. Que caçadora de cobras como nenhum, era Ricardina – heroína!

Mi-Dú sempre foi mais recatada. É mais maternal. Julgo que andará novamente de bebé! É para povoar o espaço. Que, agora, só ela e os filhotes.

Gil, Mi-Dú, Du-Dú, Riscadinho. Original. 28.09.23.

Destes, Du-Dú tenta imitar o tio Gil, mas ainda não consegue. Esperemos que se afoite mais e me acompanhe nas passeatas. Também ainda não é adulto. Estará nos cinco meses.

Gil e Du - Dú.  28.09.23.

Mas que sentimos a falta de Gil, lá isso sentimos!

Gato GIL. Foto original. 24.09.23.

É uma sensação de perda, de algo que falta, situação que eu julgaria completamente improvável, há dois anos (2021)! Mas a Vida é uma constante aprendizagem e nada é a preto e branco. Tudo muda e há imensas cambiantes na realidade em que vivemos e que nos cerca.

Neste Mundo atroz, em que as guerras, a destruição, imperam, às mãos dos homens entre si. Que importância tem um gato ser morto, provavelmente numa armadilha?! Mesmo que tenha nome de explorador: Gil (Eanes)!!!

Termino esta crónica desalentada sobre gatos. Para não falar da desumanidade dos seres humanos. Que se matam estupidamente e que destroem tudo o que constroem em guerras atrozes, em que milhares de inocentes morrem, são sacrificados… em nome de quê??!!

*******

Fotos Originais, de minha autoria, para o bem e para o mal! Todas de 2023.

4 Março: Gil, descansando no Caminho.

14 Março: Gil, vigilante, desperto por algum ruído.

07 Maio: Gil, seguindo-me, apanhando-me na passeata.

28 de Setembro: Gil e sobrinhos.

28 Setembro: Gil, a irmã e os filhos desta, seus sobrinhos.

28 Setembro: Gil e sobrinho Du-Dú.

24 Setembro: Gil, deitado, numa postura que lhe era muito peculiar, esfregando-se na areia.

 

 

05
Ago23

Jornadas em Lisboa, Festa na Aldeia da Mata!

Francisco Carita Mata

Jornadas por essa(s) Lisboa(s), Festa(s) na(s) Aldeia(s)!

E… infelizmente, um Ocaso de realce!

Pôr do sol. Foto original. 04.08.23.

Enquanto, por “essas Lisboas”, decorrem as JMJ – Jornadas Mundiais da Juventude, na minha Aldeia vão decorrer as Festas de Verão.

Cartaz elucidativo:

Cartaz Festa Aldeia. Ago.23

Sobre as Jornadas e observando apenas pelo que a comunicação social nos mostra, revelam-se um acontecimento deveras impactante. Esse impacto observa-se, no agora, neste imediatismo de curto prazo… Para quem organizou, concebeu, acompanhou, estruturou, se inscreveu… esse impacto terá sido vivenciado já há algum tempo… Para quem as viveu, está vivendo presencialmente, nos variados modos possíveis, persistirá certamente no tempo… Ainda por muito tempo... Certamente para "sempre", nos tempos e nos lugares em que se viveram, se realizaram… Para quem as interiorizou, nos mais variados aspetos e circunstâncias, serão certamente uma marca, quiçá identitária, no seu Ser.

A nível de mensagens, de ideias e ideais veiculadas/os, de princípios dimanados, ressaltam uma grande positividade.

(Algo por demais visível, as notícias da guerra, das guerras sem fim à vista, foram relegadas para plano bem mais secundário.)

Não fui, nem poderia ir. Nem sou especialmente fã de multidões. Melhor, se puder, não me meto em multidões nem confusões. Mas, apesar dessa minha atitude natural, até gostaria de observar, não os eventos em si, mas cirandar um pouco pela(s) Lisboa(s), observando os efeitos destas Jornadas nos vários enquadramentos habituais da(s) cidade(s). Quanto mais não fosse, ter vagueado por Almada, aonde sei que acorreram muitos participantes, peregrinos…

(Gostaria de ter tido oportunidade de ter observado… presencialmente.)

Que os ideais das JMJ persistam na Humanidade. E que frutifiquem positivamente no Mundo!

E voltando à Festa na minha Aldeia... Que corra pelo melhor!

E… Caro/a Leitor/a, aí pela sua Terra também decorrem Festas de Verão?!

E… infelizmente, nova foto de um Ocaso de realce!!...

Pôr do sol. Foto original. 04.08.23.

Infelizmente??!!!...

 

12
Jul23

Tosquia das Ovelhas: 01/07/23 - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

No Cabanal do Chão da Atafona

Reportagem e Considerações sobre uma Profissão especializada e rara.

Ovelhas. Chão da Atafona. 30.06.23.

No passado dia um de Julho assisti à tosquia de ovelhas.

Não foi a primeira vez. Quando o Pai tinha ovelhas, algumas vezes presenciei, ainda com tesouras mecânicas. Já neste milénio, na primeira década, também observei o Zé António a tosquiar mecanicamente, as últimas ovelhas que tivemos.

Mas nunca cheguei a documentar fotograficamente. No ano passado não tive oportunidade. Calhou este ano. Emprestámos o cabanal ao Luís Aires para tosquiar as respetivas ovelhas. Lembramos velhos tempos e documentamos esta atividade, fotograficamente e em vídeo. Em vias de extinção?! Esperemos que não. Mas as condições em que se processa a criação de ovelhas torna o assunto muito problemático.

O/A Caro/a Leitor/a sabe que muita da lã tosquiada, não sei se a maior parte ou mesmo a totalidade, não se vende?! Que ninguém a quer comprar?! Que raio de País ou de Mundo este, em que se desperdiça um recurso tão importante!! Questões de mercado?! Sempre o mercado!!

Se a lã não se vende, como podem os agricultores ter ovelhas que têm sempre de ser tosquiadas?! Ideias / Soluções para o assunto?! E as ovelhas são fundamentais nos campos.

Vamos às fotos.

A que abre o postal: as “meninas / madames” ovelhas, pastando tranquilamente no Chão, a 30 de Junho.

A seguinte: o bardo improvisado para o “salão de cabeleireiro” / cabanal. O dono das ovelhas – Luís Aires, no meio delas, ajeitando-as.

Ovelhas por tosquiar. Original. 01.07.23.

A 3ª foto: o Tosquiador – Sr. António - em plena ação, tratando da “cabeleira” de uma menina, que se fez à “selfie”! (Outra já tosquiada.)

Tosquiando. Original. 01.07.23.

Antes de se iniciar a função, questionei o senhor sobre alguns aspetos do trabalho e sobre ele próprio, ficando a saber o nome – António; idade – 64 anos; que labora nesta função desde os 20 anos. 44 anos, como tosquiador! Quanto leva por cada ovelha, disse-me “ser conforme”. No caso específico, não foi explícito. Varia, conforme para quem trabalha, que há para quem faça este trabalho há vários anos, e para quem comece. Posteriormente soube, através do Luís, quanto levou por cada ovelha, mas uma vez que o tosquiador não me disse, também não escrevo.

Na 4ª foto, novamente o Sr. António na execução da tarefa especializada e extremamente cansativa da tosquia. E o Paulo, segurando a próxima ovelha, para se “sentar na cadeira do cabeleireiro”!

Tosquiando. Original. 01.07.23.

A 5ª foto, novamente o rebanho, já tosquiado, acarrando no Chão Da Atafona, no dia seguinte à tosquia: 2 de Julho.

Ovelhas tosquiadas. 02.07.23.

Por agora, ficamos por aqui, sobre a Tosquia.

Este postal insere-se na divulgação do nosso Património. No caso vertente, sobre Profissões tradicionais e especializadas do Alentejo.

(No ano passado, testemunhámos o “Descortiçamento no Ervedal”.)

 

28
Mai23

O “Chamiço” em “Apeadeiro da Mata”

Francisco Carita Mata

Na continuação do publicado em Aquém-Tejo!

Ponte do Chamiço. Foto original. 02.02.23.

Ligações para postais versando o tema supracitado:

O Apelido Carita e o Chamiço - A Trisavó Rosa!

Visita à “aldeia” do Chamiço (I): Em boa hora fomos…

Visita à “aldeia” do Chamiço (II) - Enquadramento(s), Contexto(s) e Sugestão!

Visita à “aldeia” do Chamiço (III) - Enquadramento Arbóreo. (As conversas são como as cerejas…)

“Gentes da Gente” no Chamiço! - “Martle Santo” – Santo Isidro!

*******

Faias. Foto original. 02.02.23.

Boas Navegações pelo “Chamiço”!

Fotos?!

A Ponte: Monumento ancestral.

Árvores icónicas. O cicerone que nos acompanhou na visita, o Sr. Aníbal Rosa, designou-as como “Faias”. Eu pensava que eram choupos. Conheço mal as faias.

Gostaria de arranjar um exemplar para plantar no “Vale de Baixo”. No dia da visita, 02/02/23, ainda Inverno, as plantas estavam desprovidas de folhas. Cortei um ramo para abacelar, mas esqueci-me dele no campo. Não trouxe e não pude experienciar o abacelamento, a ver se dava resultado, como já fiz milhentas vezes.

 

25
Mar23

Corrida / Caminhada: “Sempre Mulher”

Francisco Carita Mata

Vista geral. Foto original. 02.04.23.

Aldeia da Mata

Vista Geral. Foto original.  2021

26 de Março, Domingo, a partir das 9 h.

Local de Partida: Junta de Freguesia.

Felicito, desde já, todas as Pessoas Participantes. Dou os meus parabéns à Organização.

Vista Geral. Foto original. 02.02.22.

É muito gratificante divulgar um acontecimento, tão relevante e do meu agrado.

Irão percorrer locais icónicos de Aldeia da Mata. Todos que temos divulgado nos blogues, documentando-os fotograficamente.

Ermida de São Pedro

Ermida. Foto original. 24.12.21.

Ermida de Santo António

Igreja Matriz

Alminhas

Fonte das Pulhas 

Pulhas. Foto original. 31.10.21.

Ribeira e Horta do Porcozunho

Passadeiras

Passadeiras. Foto original.31.10.21.

Cruzeiros: de São Pedro e de Santo António

Rua de Santo António, Rua do Saco,

Estrada Nova

Estrada Nova. foto original. 09.07.21.

Rua Larga.

Casa - Museu

Casa Museu. Foto Original. 25.09.21.

Azinhagas: do Poço dos Cães, da Fonte das Pulhas / Porcozunho, da Fonte da Bica.

Fonte das Pulhas, Fonte da Bica.

(A sequência dos itens é temática, não geográfica.)

(Tenho muita pena de não estar na “Minha Aldeia”, para testar fotograficamente o evento.)

Deixo ligação para sites, referindo a ocorrência.

Mapa e cartaz, em Aquém-Tejo.

É por demais gratificante vermos concretizados projetos que temos sugestionado, há anos.

(Não estou a escrever que tenho algo a ver com o assunto, porque não tenho. Nem que se inspiraram nas ideias semeadas, porque não tenho essa pretensão. Mas que fico muito contente que se operacionalizem estes projetos de Valorização da “Minha / Nossa Aldeia”, lá isso fico.

Tão satisfeito, que publico dois postais: um em cada blogue.)

Votos de boa Caminhada / Corrida / Passeio!

 

21
Mar23

Oitenta Anos – Teresa Ferreira Belo

Francisco Carita Mata

(Poema de Prima Teresa “Boanova”)

Boninhas. Foto original. 12.03.23.

Oitenta anos, meu Deus

Vos agradeço o dom da Vida

De tanto que Vos ofendi

Me confesso arrependida.

 

O Bom Jesus e Sua Mãe

São a minha companhia

Na alegria e na tristeza

A toda a hora do dia.

 

Meu Jesus, eu vos peço

De todo o meu coração

A saúde para o corpo

Para a Alma, a salvação.

 

Gosto de viver no mundo

Admiro tudo, gosto de ver

Mas sei que mais tarde ou cedo

Um dia irei morrer.

 

Depois de morrer nada se sente

É caso para lembrar

Lembra-te, ó homem, que és pó

E, em pó, te hás-de tornar.

 

Jesus, Caminho, Verdade e Vida

Foi assim a Sua Voz

Morte certa, hora incerta

Nos espera a todos nós.

 

É o mistério da vida terrestre

Que nos acompanha pela vida fora

Por isso estejamos preparados

Não sabemos nem o dia nem a hora.

 

(Teresa Ferreira Belo

Aldeia da Mata – 17/03/04)

 

*******

Porta Casa Museu. Foto original. 12.01.23.

(Com esta Poesia de Prima Teresa Ferreira Belo, pretendo recomeçar a publicar poemas de várias pessoas de Aldeia da Mata.

Estas Poesias são sempre cheias de Sentimento e repletas de Sabedoria.

Conheci a Prima Teresa de toda a Vida. Não sei quando nasceu exatamente, mas julgo ter sido na segunda metade dos anos vinte, do século XX. Se fosse viva, teria quase cem anos! Não sei quando morreu. Muito Amiga de minha Mãe, foi visita diária de nossa Casa. Foi a primeira pessoa que me pegou ao colo, como ela dizia frequentemente. A sua Mãe, Madrinha Natividade, era a parteira da Aldeia – lado do Terreiro.

Histórias de Vida e de Vidas!

Continuarei a publicar Poesia.)

(Fotos?

"Boninhas", no Quintal de Cima. Adorava visitar o quintal. E até lhe arranjei um "banco" de pedra para ela se sentar.

Boninhas, também pelas "Maias". 

Porta da Casa Museu: Foi uma das grandes entusiastas da formação do acervo documental, da recolha de peças e respetiva organização. O dístico identificativo também se lhe deve a ideia e concretização.)

 

25
Fev23

Estação Elevatória da ETAR de Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Algumas questões e sugestões pertinentes.

No lado sul do Caminho da Fonte das Pulhas, a seguir ao Vale do Meio, há uma estação elevatória da ETAR de Aldeia da Mata.

Essa estação elevatória não funciona muito bem. Há vários anos. Já dei disso conhecimento, por várias vezes, às entidades competentes, em Portalegre.

Cano da ETAR no vale de Baixo. Foto original. 20.12.23.

Ao não funcionar muito bem, “verte” águas para o “Vale de Baixo”, conforme a imagem anterior, evidencia. Esta situação ocorre quando chove um pouco mais. Foto de 20/12/23, “Dia das Cheias”.

O que está errado nesta situação não é propriamente o facto de, havendo mais chuva, a estação elevatória não conseguir  elevar toda a água para a ETAR, que fica noutro local da povoação, junto à ponte da Ribeira das Pedras. Embora esta situação também não devesse ocorrer.

O que está completamente errado é esse cano ter sido ali colocado, quase sub-repticiamente, muito escondido, sem terem pedido autorização a meu Pai, nem à minha Mãe, nem a mim. (Embora eu, à data em que a ETAR e a estação elevatória foram construídas, não estivesse tanto tempo na Aldeia, como agora.)

Desta situação também já dei conhecimento.

Veículo. Foto original. 20.12.23.

No dia 20/02/23, 2ª feira, foram limpar a estação elevatória, utilizando o veículo documentado nas fotos. Devido à respetiva dimensão e tubagens que leva, a Azinhaga foi devidamente limpa e as árvores com ramagens sobre o caminho foram cortadas. O que foi ótimo. A Azinhaga ficou com espaço que parece uma “Avenida”! (Passe o exagero, claro.)

Azinhaga. Foto original. 19.02.23.

(Obrigado à Junta de Freguesia e respetivos funcionários.)

Questiono: A vinda daquele veículo foi uma situação pontual ou passará a ser habitual?! (Como sabemos, o sistema de limpeza da estação elevatória não funciona muito bem.)

Veículo. Foto original. 20.02.23.

Nova questão: Se essa situação da ida e volta daquele veículo se tornar regular, o que poderá acontecer à estrutura do caminho nomeadamente na parte central do Vale de Baixo, dado que é mais frágil?! Aguentará?! (A ver vamos.) Manifesto, desde já, a minha preocupação.

Azinhaga. Foto original. 19.02.23.

Outra questão, já referenciada: E o tubo que “verte” águas no vale?!  O que fazer?! (…) (Quando escrevo “verte”, é porque também manda algum lixo!)

(Questão anexa, que não me dirá respeito tão diretamente: A localização da estação elevatória, embora se compreenda, não foi devidamente salvaguardada com espaço para os técnicos, que fazem a manutenção, terem possibilidade de fazer inversão de marcha quando ali se deslocam.

Questiono-me porque, à data, não adquiriram terreno contíguo à instalação, para estacionamento e respetivas manobras dos carros dos técnicos. Agora, ainda mais necessário haver esse espaço.

Se não arranjaram esse estacionamento, porque não pensam nisso atualmente?!)

*******

Veículo. Foto original. 20.02.23.

Destes assuntos darei conhecimento às entidades competentes.

*******

Grato pela atenção. Saúde e Paz, que tarda!

Caminho Fonte das Pulhas. Foto original.19.02.23.

E bons passeios.

 

14
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (III).

Francisco Carita Mata

Enquadramento Arbóreo.

(As conversas são como as cerejas…)

No espaço enquadrante da antiga localidade, existem exemplares marcantes da flora típica da região Norte Alentejana. Que convém realçar. Alguns exemplares talvez remontem aos tempos em que o povoado era habitado. Muitos inserem-se nas ancestrais habitações incorporando-se nos muros, nas divisões habitacionais, nas antigas cozinhas, nos quartos.

O cicerone, Srº Aníbal Rosa, ao mostrar-me algumas casas, manifestou interesse em cortar alguns arbustos para que os visitantes possam apreciar melhor as casas.

(A propósito… Anteontem, domingo, o Primo António Carita, deu-me conhecimento de qual era a casa da nossa trisavó, localizada sensivelmente a meio da povoação. Pena, eu, à data da visita, dois de Fevereiro, não saber desse facto. Teria procurado e talvez o cicerone soubesse. Talvez em próxima visita possa desvendar o local. É natural que o Primo António saiba, pois a Mãe, Tia Maria Carita (1918 – 1997) foi viver, em jovem, para casa de Tia Maria de Sousa e de Tio Francisco Carita, filho da Srª Carita do Chamiço, “Personagem” principal desta(s) narrativa(s) sobre a antiga aldeia.)

Mas propusera-me abordar o coberto arbóreo. Mas isto das conversas…

Hesitei sobre que Árvore usaria para tutelar o postal. Se um Sobreiro ou um Carvalho. Gosto de ambas as fotos e as duas árvores, além de irmãs - “Quercus” – são emblemáticas do Norte Alentejano.

Optei pelo Sobreiro.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

A seguir, um Carvalho Negral.

Carvalho negral. Foto original. 02.02.23

Um bosquete destas árvores icónicas.

Carvalhos negrais. Foto original. 02.02.23

Um conjunto destas árvores, inseridas numa fenda de rochas junto ao desfiladeiro.

Carvalhos. Foto original. 02.02.23.

Talvez mais jovens que as anteriores ou mais raquíticas, devido à pobreza do solo, entre rochedos.

Um conjunto de Faias.

Faias. Foto original. 02.02.23.

Me disse o cicerone. Eu pensava que eram Choupos. A jusante da ponte.

Um emaranhado confuso de uma Romãzeira, ainda com romãs – apodrecidas - e Sanguinho.

Romãzeira e sanguinho. Foto original. 02.02.23.

Uma Figueira, inserida na estrutura de antiga habitação.

Figueira. Foto Original. 02.02.23.

Um Sobreiro supervisionando uma antiga rua.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

Atual caminho vicinal de gado lanígero.

Outro bonito enquadramento de dois sobreiros contextualizando um Olival.

Sobreiros. Foto original. 02.02.23

Há ainda um número razoável de Oliveiras nos terrenos.

E, porque, mesmo num contexto de passado, há quem pense no futuro: uma pequena Oliveira que o Srº Aníbal Rosa cuida e pensa proteger das ovelhas!

Oliveira. Foto original. 02.02.23.

E o último elemento vegetal que o senhor fez questão de me apresentar, questionando-me sobre que Árvore seria…

Pereira. Foto original. 02.02.23.

Uma Nogueira?!... Uma Tília?!... (Respondia eu.) À terceira é de vez… uma Pereira.

Sim, aquela pequena haste arbórea é uma Pereira. Que o senhor ali plantou. Prova de que, mesmo num contexto virado para o passado, há quem pense no Futuro!

E, por Futuro: É imperioso que várias Entidades se unam e operacionalizem a classificação da antiga “aldeia” do Chamiço, no seu conjunto, como “Monumento”, “Sítio Monumental” ou lá o que lhe queiram chamar.

 

 

12
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (II)

Francisco Carita Mata

Enquadramento(s), Contexto(s) e Sugestão!

Na sequência de postal anterior, com fotos de alguns monumentos específicos desta antiga aldeia abandonada, continuo a documentar aspetos do enquadramento paisagístico do ancestral povoado, em que familiares Carita viveram, até meados do século XIX.

Entroncamento de caminhos: antigas ruas da povoação, com partida da ermida.

Caminhos / Antigas ruas. Foto Original. 02.02.23.

Barragem

Barragem. Foto original. 02.02.23.

Obra recente, construída para servir de reserva à barragem de abastecimento de água ao concelho do Crato. Observa-se, ao fundo, a estrutura para a respetiva captação. Entretanto, o paredão rebentou.

Foi construída em terrenos expropriados ao Primo João Carita, segundo ele me informou muito recentemente. (Também trineto da senhora Carita, ainda aí tem um pequeno chão, à venda.)

Imagens do desfiladeiro da Ribeira do Chamiço...

Desfiladeiro I. Foto Original. 02.02.23.

...a montante do moinho e da ponte.

Desfiladeiro II. Foto Original. 02.02.23.

Excerto de antiga pedreira, na margem direita da ribeira, junto ao desfiladeiro.

Pedreira. Foto Original. 02.02.23.

Pedras mastodontes, também na margem direita, a nordeste do alcantilado anterior.

Pedras mastodontes. foto original. 02.02.23.

Nova perspetiva do alcantilado desfiladeiro.

Desfiladeiro. Foto original. 02.02.23.

Outra perspetiva da barragem.

Barragem. Foto original. 02.02.23.

Portal para propriedade do Srº Aníbal Rosa, o cicerone da visita guiada.

Portal. Foto original. 02.02.23.

Não visitámos, porque ele não tinha a chave do portão.

(Terá sido neste “monte” que habitou a Tia Rosária Carita nos anos sessenta?!)

Última foto: estrutura moderna de apoio às festas e romarias que se realizam em homenagem a Santo Isidro.

alpendre. foto original.02.02.23

No mês de Maio?! (Hei-de saber!)

Apesar de ser uma antiga localidade, extinta, há sempre quem, no presente, reviva o passado. E acredite e projete o futuro!

Finalizando, um apelo / sugestão deixo:

É importante que várias entidades se organizem para classificar globalmente o Chamiço como um Conjunto Monumental. (Independentemente de partidos, as várias Juntas de Freguesia das proximidades, a Câmara Municipal, os Organismos que tutelam as questões culturais e patrimoniais. Da região e nacionais. É Imperioso que tal se estruture!)

 

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