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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

06
Mai24

Dia da "Bela Cruz": 3 de Maio de 2024

Francisco Carita Mata

Cruzeiro de Santo António

Aldeia da Mata

20240503_151811.jpg

Já escrevi várias vezes, nos blogues, sobre as Festividades de Maio, nomeadamente sobre a "Bela Cruz". A 3 de Maio. Que também era o "Dia de ir esperar a Dona Rosa", que , como também já expliquei, era o "1º dia de sesta"!

(Quando se trabalhava de sol a sol, antes das jornadas das oito horas de trabalho.)

Neste ano, apresento foto do Cruzeiro de Stº António.

(Noutro ano, apresentei o de S. Pedro.)

Feliz Maio Festivo!

Parabéns a todas as pessoas que participaram neste trabalho.

E Obrigado por embelezarem a nossa Aldeia!

 

04
Mai23

“Dia da Bela Cruz” – 3 de Maio

Francisco Carita Mata

Cruzeiro de São Pedro. Foto original. 02.05.23.

Dia 3 de Maio também é o “Dia de ir esperar a Dona Rosa”!

Cheguei a ir esperar a “Dona Rosa”, em criança, nos tempos de Escola Primária.

Em adulto, nos anos oitenta, escrevi um conto sobre esse assunto. (Haveria de publicá-lo online.)

(Com esse conto, concorri a Jogos Florais de Arronches, julgo que em 1987. Ficou em 2º lugar. Em 1º, ficou um conto de Hugo Santos.)

Mas estou para aqui a falar da “Dona Rosa”. Saberá, o/a Caro/a Leitor/a, quem era esta “Dona Rosa”?!

Não se admire se não souber. Julgo que esta Senhora faz parte das “Alentejanices”!

Na altura, inícios dos anos sessenta, com mais colegas da Primária, fomos esperar a Dona Rosa, ao Apeadeiro da Matta. Julgava que era uma nova Professora Primária que viria dar-nos aulas.

Não era! Soubemos depois, ou soube eu, não sei se os outros já sabiam, quando chegámos ao Apeadeiro e não veio nenhuma “Dona Rosa”.

“Dona Rosa” era a sesta que começava a ser usufruída, a partir de três de Maio, quando os trabalhadores labutavam de sol a sol e começava o calor. Era um dia muito desejado, já se vê.

Nestes novos tempos de labuta caiu em desuso. Não, para a minha banda. Neste ano, comecei ainda em Abril a usufruir da sesta, mesmo sem trabalhar do nascer ao pôr do sol.

Anteontem e ontem, trabalhei no Vale de Baixo: instalação de rede protetora em duas figueiritas. Na de São João, rebentada a partir de bacelo na Primavera do ano passado, e transplantada para o local atual, no Outono. As cabritas já lhe depenicaram o rebento superior, mas continua viva, com novas folhas laterais. E “figos”.

Na figueira de pingo mel, trazida de rebento – ladrão, que vizinho Gonçalves, de Almada, nos deu, também instalei proteção. Dos quatro “ladrões” ofertados, parece-me que apenas um vingará.

Depois destes trabalhos, duche e após almoço, a sesta. Hoje, foi dia de recolher lixos para reciclagem. Não houve trabalho de campo, mas também houve sesta!

Sesta, antigamente designada de “Dona Rosa”, cuja chegada se celebrava a 3 de Maio.

Juntamente com o “Dia de Dona Rosa” também o “Dia da Bela Cruz”.

Cruzeiros enfeitados, o de São Pedro fotografei ainda a 02/05, que o enfeitamento é feito de véspera. O de Santo António ainda não pude lá ir. Quando for, já as flores estarão secas, com este calor!

(Fotos?! Continuo sem conseguir colocar no blogue?! Consegui! Através do Meo Cloud.)

Os inícios de Maio são dias muito celebrados. O 1º de Maio é certamente o mais célebre. O três de Maio também tem as suas lembranças tradicionais.

Também “As Maias” eram festejadas. E ainda são lembradas nalgumas localidades. Já escrevi sobre o tema e documentei nos anos oitenta. Também foi assunto publicado em De Altemira…”

E os dias de “Exaltação da Santa Cruz” também continuam a ser lembrados. Barcelos tem as nomeadas “Festas das Cruzes”. (A RTP1 transmitiu programa sobre o assunto.)

(E sobre festividades de Maio, ficamos por aqui. Aguardo comunicação das 20 horas!)

 

 

15
Nov22

Cruzeiro e Ermida de Santo António – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Divulgação do Património ancestral da Aldeia.

A Ermida, consagrada a Santo António e o Cruzeiro, situados a sul do povoado.

(Cruzeiro e Ermida, simples, singelos, mas mui harmoniosos, ambos os Monumentos.)

Cruzeiro e Ermida de Santo António. Foto Original. 07.11.22.

(Já abordámos a Ermida de São Pedro e respetivo Cruzeiro, cuja data, gravada na pedra, refere 1672. Sobre a Ermida documentámos data da respetiva reconstrução, 1901. Joaquim Pedro Dias “mandou fazer”.)

Sobre a Ermida de Santo António não temos datas. Nem de construção nem de possível reconstrução.

Do Cruzeiro, sim. Tem gravado na base 1673. Também séc. XVII.

A base do Cruzeiro. Na frente, virada ao Nascente, provavelmente, estilização de uma caveira e duas tíbias, muitíssimo desgastadas pelo tempo. Lateralmente a datação: 16 73.

Base do cruzeiro. Foto Original. 07.11.22.

(Lado Sul)

Base do cruzeiro. Foto Original. 07.11.22.

(Lado Norte)

Ambas as ermidas e respetivos cruzeiros delimitariam, à época, a Aldeia. Consagravam, cristianizavam, o espaço habitado. Uma a norte: São Pedro e outra a sul: Santo António.

O topo do cruzeiro: A cruz, assente numa esfera representativa do Globo, da Terra.

Topo do cruzeiro. Foto original. 07.11. 22-

Todo o conjunto é de belo granito claro, inclusive a coluna que sustenta o globo e a cruz. Trabalho muito harmonioso. E muito bem enquadrado a oeste da Ermida, de frontaria virada a poente.

Cruzeiro e prédio de Dona Xica Lopes. Foto Original. 07.11.22.

A última foto enquadra o Cruzeiro face ao prédio que era de Dona Francisca Lopes, a Dona Xica! (Ainda prima, que assim se tratavam com a avó Rosa e a Tia Antónia Carita. Prima, certamente por parte do respetivo pai, o senhor João Lopes. A sua mãe, Dona Maria das Polvorosas, era sobrinha em 1º grau do senhor Joaquim Pedro Dias, já várias vezes referido nos blogues. Das Polvorosas, porque o marido era feitor de uma herdade com este nome, lá para os lados do Gavião.)

E com este postal continuo divulgando mais algum Património de Aldeia da Mata.

 

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