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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

27
Nov22

Cogumelos (II) – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Cogumelos. Foto original. 14.10.22.

E uma foto de líquenes, num tronquito de azinheira!

Apresento novamente uma coleção de fotos de cogumelos, deste Outono primaveril, em Aldeia da Mata. Fotografados, em Outubro e Novembro, nos locais habituais que tenho frequentado nestes últimos anos, com especial incidência neste de 2022.

No postal anterior sobre o tema, em "Aquém-Tejo",  “Cogumelos (I)”, num comentário, tiveram a amabilidade de sugerir que pesquisasse em “Google Lens”. Tentei. Mas não consegui entender-me com a metodologia. Ainda não é desta que apresento designações específicas e científicas sobre o assunto.

No respeitante a estes espécimes nem a designação comum conheço. Os dois tipos cujo nome vulgar sei, ainda não os consegui documentar este ano.

O 1º exemplar abrindo o postal, documentado a 14/10, inserido na Oliveira do Quintal de Cima. Onde é residente habitual. Aparece regularmente e encontro exemplares semelhantes junto de diversas oliveiras nos terrenos que percorro.

O segundo conjunto é uma verdadeira colónia. Foto de 01/11, julgo que no “Chão da Atafona”. Também observei semelhantes noutros locais. Nome?!

Cogumelos. Foto original. 01.11.22.

A 3ª foto, também de 01/11, apresenta, bem visível, um parzinho desigual. Um terceiro esconde-se debaixo do chapéu do maiorzito. Inseridos no meio de ervas secas em decomposição, resultantes das limpezas que fiz durante os dias tórridos de Julho e Agosto. No enquadramento da foto, observam-se duas folhas de “jarro” campestre e um pedaço de ramo de figueira da Índia, dos que plantei junto aos muretes. Parcialmente comida pelas ovelhas. No “Vale de Baixo”, imediatamente à entrada, no lado esquerdo. Nome de batismo?!

Cogumelo. Foto original. 01.11.22

Os dois exemplares seguintes, fotografados a 10/11, localizei-os no “Caminho da Fonte das Pulhas”. Enquadrados na vegetação herbácea. No segundo, a planta dominante é a erva-canária. Como se chamam?!

Cogumelo. Foto original. 10.11.22

Cogumelo. Foto original. 10.11.22

Observe este belo conjunto de quatro, em foto ampliada, de 16/11. Junto a rede protetora de planta, também à entrada do “Vale de Baixo”.

Cogumelo. Foto original. 16.11.22

O duo que se segue, imagem de 16/11, estagiavam no “Chão da Atafona”. Havia bastantes desta tipologia, cuja nomenclatura também ignoro. (É caso para dizer: Tanta ignorância!)

Cogumelo. Foto original. 16.11.22

As duas fotos seguintes, de 21/11, registei-as na Tapada do Rescão, quando fui aos espargos, raríssimos nesta época, contrariamente aos cogumelos.

A próxima foto, e penúltima, é de cogumelo. Parece-me tortulho, mas de pequena dimensão. Será?! Ou de algum que parecendo, não o é, mas é perigoso?! Cuidado!

 

Cogumelo. Foto original. 21.11.22

A última deste acervo, ampliada, mostra-nos líquenes indexados a um ramito morto de azinheira.

Líquenes. Foto Original. 21.11.22

Líquenes são da família dos cogumelos?! (Ora, vá ao google, SFF! Dir-me-á, o/a Caro/a Leitor/a. E fui! A explicação deduzi-a. Líquenes são uma simbiose entre fungos e algas. Cogumelos são fungos.  Logo, serão categorias diferentes.)

Saúde e Paz! E cuidado com os cogumelos, que alguns são venenosos ou tóxicos! Provavelmente todos os que aqui apresentei.

 

22
Nov22

A Casa do Porcozunho - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Casa porcozunho. Foto original. 21.11.22

Da Horta de “Porcos Unho” (?)

A Norte Noroeste da Fonte das Pulhas!

Esta Casa, por demais interessante, conforme as fotos atestam, localiza-se na margem direita da Ribeira com o mesmo nome. Está em ruínas há dezenas de anos. Nunca me lembro de ter sido habitada. Integra uma propriedade onde, no lameiro bordejando a ribeira, existia uma horta e um pomar de laranjeiras e outras árvores frutíferas. Algumas ainda lá estão. Há sessenta, cinquenta anos, ainda funcionava como horta e pomar. Mas já não havia caseiro.

O Ti Zé da Luísa, o Ti Torrado, o Ti João da Rosa foram os caseiros de que a Mãe se lembra. Digamos que o primeiro, nos anos trinta do séc. XX; o segundo, nos anos quarenta e o terceiro já nos anos cinquenta. Estas correspondências temporais deduzo-as aproximadamente, sem datações precisas, obviamente. O Ti Torrado corresponderia aos anos quarenta, inícios de cinquenta, quando a Mãe trabalhava na carne, isto é, nas matanças dos porcos em casa do Sr. Antero.

Nos meados dos anos sessenta, quem tratava da horta e do pomar era a Srª Joaquina Rosa. Trazia canastradas de laranjas. Costumava deixar duas ou três no adro da Igreja, onde nós brincávamos. Também costumava dar aos meus Pais, quando eles estavam a trabalhar no Chão da Atafona e ela passava com os carregos dos citrinos.

Na época, a propriedade era do Sr. José Machado, que conheci, anos 60/70, que a herdara do tio, Sr. Tavares, que já não conheci. Eram ambos sobrinhos, em diferentes graus, do Sr. Joaquim Pedro Dias.

Casa porcozunho. Foto original. 21.11.22

Voltando à Casa. Repare que tem cor. Um modo um pouco diferente do que estamos habituados como “tradicional” no Alentejo. Hei-de voltar a escrever sobre a Casa. Tentarei tirar fotos mais de perto.

Só que tenho de atravessar a Ribeira, visível na foto, através das passadeiras e entrar na horta, abandonada.

Casa porcozunho. Foto original. 21.11.22

O Sr. João Guerreiro da Purificação escreveu um poema lindíssimo sobre esta casa. Publicá-lo-ei, quando tiver oportunidade.

(Sobre a cor nos edifícios e casas do Alentejo, um dos programas mais recentes de “Visita Guiada” abordou o assunto, nomeadamente referente a Monsaraz.)

Bons passeios outonais, apesar da chuva.

(Continua chovendo regular e periodicamente ao longo dos dias. Faz falta.)

 

17
Nov22

Lembranças do Pai Domingos

Francisco Carita Mata

Saudades!

Que Saudades do Pai Domingos!

Pinheiros mansos. Ervedal. Foto Original. 06.07.22

Ilustro com fotos de Árvores.

A dos Pinheiros Mansos no Caminho do Ervedal, sendo por demais sugestiva, documenta pinheiros que eu semeei e o Pai plantou naquele local, ainda no século XX. Nos anos oitenta, certamente. O Legado dos nossos pais é inesquecível. Este hábito de semear e plantar árvores foi herdado e aprendido com o meu Pai, não tenho dúvidas. Que terá por sua vez também herdado ou aprendido (?) com outros ancestrais.

A foto foi tirada naquela manhã brumosa, em que fui pintalgar os sobreiros recentemente descortiçados.

As duas fotos seguintes são de dois sobreiros semeados pelo meu Pai, no referido Ervedal.

Sobreiro Ervedal. Foto original. 06.07.22

Os Pais fazem-nos sempre muita falta. Os Pais e as Mães, claro.

Sobreiro Ervedal. Foto original. 15.06.22

Que Saudades, Pai!

 

15
Nov22

Cruzeiro e Ermida de Santo António – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Divulgação do Património ancestral da Aldeia.

A Ermida, consagrada a Santo António e o Cruzeiro, situados a sul do povoado.

(Cruzeiro e Ermida, simples, singelos, mas mui harmoniosos, ambos os Monumentos.)

Cruzeiro e Ermida de Santo António. Foto Original. 07.11.22.

(Já abordámos a Ermida de São Pedro e respetivo Cruzeiro, cuja data, gravada na pedra, refere 1672. Sobre a Ermida documentámos data da respetiva reconstrução, 1901. Joaquim Pedro Dias “mandou fazer”.)

Sobre a Ermida de Santo António não temos datas. Nem de construção nem de possível reconstrução.

Do Cruzeiro, sim. Tem gravado na base 1673. Também séc. XVII.

A base do Cruzeiro. Na frente, virada ao Nascente, provavelmente, estilização de uma caveira e duas tíbias, muitíssimo desgastadas pelo tempo. Lateralmente a datação: 16 73.

Base do cruzeiro. Foto Original. 07.11.22.

(Lado Sul)

Base do cruzeiro. Foto Original. 07.11.22.

(Lado Norte)

Ambas as ermidas e respetivos cruzeiros delimitariam, à época, a Aldeia. Consagravam, cristianizavam, o espaço habitado. Uma a norte: São Pedro e outra a sul: Santo António.

O topo do cruzeiro: A cruz, assente numa esfera representativa do Globo, da Terra.

Topo do cruzeiro. Foto original. 07.11. 22-

Todo o conjunto é de belo granito claro, inclusive a coluna que sustenta o globo e a cruz. Trabalho muito harmonioso. E muito bem enquadrado a oeste da Ermida, de frontaria virada a poente.

Cruzeiro e prédio de Dona Xica Lopes. Foto Original. 07.11.22.

A última foto enquadra o Cruzeiro face ao prédio que era de Dona Francisca Lopes, a Dona Xica! (Ainda prima, que assim se tratavam com a avó Rosa e a Tia Antónia Carita. Prima, certamente por parte do respetivo pai, o senhor João Lopes. A sua mãe, Dona Maria das Polvorosas, era sobrinha em 1º grau do senhor Joaquim Pedro Dias, já várias vezes referido nos blogues. Das Polvorosas, porque o marido era feitor de uma herdade com este nome, lá para os lados do Gavião.)

E com este postal continuo divulgando mais algum Património de Aldeia da Mata.

 

14
Nov22

 Quem cortou os ramos do pinheiro?!

Francisco Carita Mata

Pinhas. Foto original. 13.11.22

Terá colhido as pinhas?!

Este postal é dirigido, especialmente, a quem, talvez nunca o vá ler. Mas que cortou os ramos do pinheiro, bordejando o “Caminho do Porcos unho” / “Fonte das Pulhas”. Certamente no sentido de colher as pinhas. Ou terá sido já para a “Árvore de Natal”?

Pinheiro. Foto original. 12.11.22

Tal facto terá ocorrido no dia 11, deste Novembro. Habitualmente costumo percorrer esse caminho. Nessa sexta-feira, “Dia de S. Martinho”, pelo final da tarde, ao chegar perto do pinheiro, plantado no extremo sudoeste do “Vale de Baixo”, constato esse corte das pontas de três ramos onde pontificavam uma pinha em cada um. No dia dez ainda lá estavam.

Fosse qual o motivo da ação, julgo ter sido prematuro.

As pinhas só estarão maduras lá mais para o início do verão do próximo ano. O Natal ainda demora e os pedaços de ramos colhidos não darão para fazer uma árvore de jeito.

Se quiser pinhas poderei dar-lhe, lá para 2023, quando estiverem maduras. A foto que inicia o texto mostra pinhas no local certo. Das quais terei muito gosto em oferecer-lhe algumas. Não sou cioso das coisas, dos frutos das plantas. Nos terrenos que enquadram o mencionado caminho muitas árvores e arbustos frutificam todos os anos. Várias figueiras dispostas por antepassados meus. Diversas variedades de figos, já referenciados em anteriores postais. Muitas vezes digo a passantes que colham. (Aliás, costumo dizer que “colher figos não é roubar”!) Não menciono as oliveiras, que ninguém colhe, e este ano quase toda a azeitona se estragou. O loureiro, que está precisamente naquele local, para quem quiser levar ramo. (Bem, ramo não é fruto, bem sei!) As azinheiras, quem quiser apanhe as bolotas!

Os figos da Índia, digo mesmo explicitamente para que colham os que enquadram o caminho.

No Vale de Baixo, na continuação, está uma cerejeira que, até agora, nunca deu cerejas! Ameixoeiras, meio bravas, cujas ameixas colhíamos em crianças e agora dão uma ou outra, que mal colho. Uma romãzeira, cujo bacelo veio precisamente da Horta do Porcozunho, mas cujas romãs abrem demasiado cedo, talvez devido ao calor e à sede. Duas gamboeiras, que habitualmente oferecem boas gamboas, este ano nem por isso, devido à seca e que vou deixando para os passantes. Ontem ainda lá estava uma!

Os frutos do arvoredo confinando com o caminho, não me faz mossa nenhuma que os transeuntes apanhem e comam.

Não refiro as amoras, cujas silvas sustêm os muretes, que sendo silvestres, espontâneas, nem faz qualquer sentido as mencionar…! São muito procuradas, no mês de Agosto, quando mais abundam e há mais passeantes em férias.

Tudo isto e para finalizar. Não me importo nada que tivessem colhido as pinhas, mas na altura própria. Era, aliás, essa a minha intenção. Colhidas agora não sei se terão tido algum proveito.

Pinheiro e sombra tutelar. Foto original. 12.11.22

As fotos são do dia doze e treze. Mostram pinhas nos sítios certos. (Oferecerei a quem quiser.) Imagens do pinheiro, que também tem história. Numa delas está a minha sombra tutelar, mas que, pelos vistos, não assustou ninguém.

Haja Saúde e boa disposição. Qualquer dia, quando deixar de chover, irei voltar aos meus ginásios!

 

11
Nov22

Araucária – Árvore icónica de Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Uma marca identitária!

Araucária. Vista do Vale. Foto original. 27.03.22

Ontem, em Aquém-Tejo, escrevi sobre a candidatura a Árvore do Ano 2023, e sobre uma Oliveira Milenar, localizada a caminho da Fonte da Baganha.

Hoje, paramos no Apeadeiro da Mata, para testemunharmos sobre a célebre Araucária de Norfolk, marca identitária do perfil de Aldeia da Mata.

Situada num quintal particular, propriedade privada, evidentemente, todavia acaba por ser Património afetivo e cultural de toda a Freguesia. É, indubitavelmente, a Árvore mais emblemática, mais marcante da Aldeia. Pelo seu porte majestoso, a respetiva dimensão, as características formais, a proverbial localização junto à Igreja Matriz, ombreando com a torre sineira. Pese, embora, o facto de não ser uma árvore autóctone!

Para quem se dirija ao povoado, proveniente de Leste, do Norte, de Oeste, está sempre presente o respetivo enquadramento altaneiro.

As fotos testemunham o afirmado.

Foto titulando postal: vista de Noroeste, a partir do “Vale de Baixo” - 27/03/22. É, para mim, uma vista diária.

Araucária. Vista da tapada do rescão. Foto original. 07.04.22

2ª foto – 07/04/22 – vista de NW, a partir da “Tapada do Rescão”.

Araucária. Vista do caminho das Alminhas. Foto original. 24.04.22

3ª foto – 27/04/22 – vista de Nordeste, a partir do “Caminho das Alminhas”

Araucária. Vista do caminho do poço dos cães. Foto original. 08.05.22

4ª foto – 08/05/22 – vista a partir do “Caminho do Poço dos Cães” – Norte.

Araucária. Vista do Adro de São Martinho. Foto original. 23.09.22

5ª foto – 23/09/22 – vista de Oeste – Adro de São Martinho.

E se, num próximo ano, houvesse a ousadia de candidatar esta Araucária a Árvore do Ano?

 

31
Out22

Trabalhos no Ginásio (II) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Vale de Baixo. Espaços de limpezas. Ginásio IV. Foto original. 28.09.22

Já sabemos que em Aldeia da Mata há vários ginásios.

Há até vários Conterrâneos que têm ginásios idênticos aos meus.

Com esta narrativa pretendo esclarecer como tem sido este meu ginasticar há alguns meses.

O trabalho tem consistido na limpeza das valetas e dos muretes que bordejam a propriedade. As várias ações têm dependido das condições climatéricas. Durante as inclemências tórridas dos meses de Junho, Julho e Agosto, as regas foram uma constante diária, nos vários espaços: Quintais, de Cima e de Baixo, Chão da Atafona e Vale de Baixo. Ao final da tarde e ao princípio da manhã. Para além de outras atividades.

A valeta longitudinal, de sentido leste – oeste, foi sendo sujeita a trabalhos de limpeza de manutenção.

Murete Central. Vale de Baixo. Foto original. 30.09.22

O já referido murete central também veio sendo limpo. Em ambos os casos, fui raspando as ervas e silvas secas, afastando-as das paredes, deixando uma espécie de clareiras, de modo a evitar possíveis focos de incêndio. Estávamos nos meses da berra do calor e dos fogos que lavravam por esse país fora. Não fosse o diabo tecê-las.

Trabalho idêntico fiz no Quintal de Baixo, que ficou totalmente limpo e no Chão da Atafona, que limpei à volta do cabanal e junto à parede norte. As ovelhas fizeram o primeiro trabalho, primordial nesses meses de Verão. Posteriormente, fui fazendo montureiras que foram decompondo a matéria orgânica, formando estrume. A chuva caída no final do verão ajudou imenso nessa decomposição e, no final de Setembro, esses vegetais decompostos serviram de lastro para as árvores.

Voltando ao murete, da parte central do Vale de Baixo, que as fotos documentam.

Murete central visto de Leste. Foto original. 22.10.22

As silvas secas e a maioria das verdes foram cortadas e retiradas. Deixei alguns ramos de silvas verdes, sensivelmente ao nível do caminho, dado que o terreno está em cota inferior à azinhaga. Essas silvas servirão de suporte ao murete, que é muito antigo, e está muito desfalcado de pedras estruturais. As ameixoeiras silvestres libertei-as de todas as silveiras que as enxameavam. As videiras de embarrado, que trepavam pelas ameixeiras, encaminhei-as paralelamente ao muro, de forma a protegê-lo e impedir a hipotética entrada de animais a partir do caminho.

Plantei algumas árvores e arbustos ao longo do muro: espinheiros, loureiro, figueira, romãzeira e figueiras da Índia. Acrescentam vegetação a pequenas árvores que semeei no ano passado, algumas nascidas: loureiros, carvalhos. Pretendo formar uma sebe, preferencialmente de árvores autóctones, mas também exóticas. Coloquei ramos de figueiras da Índia em vários espaços. Crescem rapidamente, supostamente servirão de suporte às pedras do muro. Darão figos no futuro, nem saberei o que fazer a tantos figos! Também são plantas que aguentam as secas… tanto se fala em alterações climáticas… São alimento excelente para os ovinos, que se regalam com tal iguaria. Aliás, tenho de as proteger, para que o gado não as coma antes de se desenvolverem. Aparentemente só vantagens! Excetuando os picos.

Também semeei arbustos: espinheiros/pilriteiros/carapeteiros, tantos nomes tem esta planta! E espargos. Tenho feito espargueiras nos quintais, para não ter de andar a correr campos alheios. Já há espargos, e já colhi.

Neste mês de Outubro tem chovido. Abençoada chuva! Ainda precisamos mais.

*******

P.S.Este texto foi escrito para ser publicado no início de Outubro. Mas as minhas dificuldades com a net impossibilitaram tal facto. Acontece agora, na finalização do mês. Obrigado pela sua atenção, Caro/a Leitor/a. Saúde e Paz!

 

02
Out22

Trabalhos no Ginásio (I) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Mas em Aldeia da Mata há algum ginásio?!

Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto original.

Se há ginásio?! Tenho pelo menos quatro à minha disposição. Vendo bem, até cinco! Ou até mais! Que tenho os campos, os caminhos e azinhagas ancestrais, que posso percorrer, calcorrear à minha vontade.

Aos quatro “ginásios” também lhes chamo “escritórios”. Escritórios?! Sim! De enxada, forquilha, ancinhos, forquilhão, tesouras de podar, podão, podoa, eu sei lá, os instrumentos e ferramentas que utilizo nestes meus trabalhos campestres.

Carro de mão e ferramentas. Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto Original.

Ontem, dia 1 de Outubro, sábado, já Outono, e hoje, parece Verão. (São Pedro, precisamos de chuva!)

Foi ontem que concluí um “projeto” que vinha delineando há alguns anos. Limpar das silvas a parte da parede central e sul do Vale de Baixo.

Esta propriedade que o meu Pai comprou ao Sr. Gouveia, em 1974, dada a respetiva localização, em cota inferior relativamente a Aldeia, é atravessada por valetas que drenam águas pluviais de montante.

Duas valetas correm longitudinalmente ao limite sul da propriedade, rentes à Azinhaga do Porcosunho. Ambas drenam águas da Povoação. Uma delas é a célebre valeta onde desaguam as gravilhas. Drena no sentido Leste – Oeste.

A outra drena no sentido contrário: Oeste – Leste.

Ambas vão entroncar com outras duas valetas transversais ao terreno, provenientes do “Vale do Meio”. Drenam no sentido Sul – Norte, juntando-se no topo do terreno e prosseguindo para a Ribeira da Lavandeira, atravessando outras propriedades.

Estas duas valetas transversais dividem o espaço em três folhas. A leste é a de maior superfície. A de Oeste e a central têm menor dimensão. A soma das duas é inferior à de Leste.

É nesta faixa central de terreno, parte sul, que temos a maioria das árvores, nomeadamente seguindo as linhas de água determinadas pelas duas valetas transversais.

O topo sul da parte central no murete confinante com a Azinhaga, está bordejado por ameixoeiras silvestres, que estavam enxameadas de silvas. Foi aí que neste Verão e Outono fiz a respetiva limpeza.

E tem sido aí um dos meus ginásios, há três ou quatro meses.

(Desenvolverei este assunto.)

Documento com fotos originais. A primeira, que não é de minha autoria, proporciona uma visão global do terreno, no sentido Leste – Oeste. (Não, não vai até ao limite do horizonte.)

A segunda e terceiras são de minha autoria. A 2ª documenta parte da “caixa” das ferramentas e colheita de amoras silvestres.

Amoreira. Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto original.

A 3ª uma das árvores mais recentes, uma amoreira, com tentativas de proteção face às ovelhas.

Obrigado pela atenção. Bons passeios e melhores ginásios! Saúde e Paz!

 

17
Ago22

Gosto muito da minha Aldeia.

Francisco Carita Mata

Mas há coisas na minha Aldeia de que não gosto!

Quintal abandonado. Foto original. 2022.08.13. jpg

E uma das situações de que não gosto na minha Aldeia é o abandono a que estão votadas algumas das habitações. Nomeadamente na Rua Larga e na Rua de São Pedro. Logo nestas duas Ruas, as mais antigas da Povoação. Casas abandonadas, quintais transformados em quase lixeiras. Um desmazelo que não fica bem à Localidade!

Os primeiros, principais e primordiais responsáveis são os respetivos proprietários. Que as abandonam. E, pior de tudo, deixam os quintais transformar-se em depósitos de materiais combustíveis. Um perigo para quem vive nas proximidades, para os moradores das ruas adjacentes. Para toda a Povoação. Basta nós olharmos, com olhos de ver, para tudo o que acontece por este nosso país, quando ocorrem incêndios e a aflição dos moradores, se o fogo se aproxima dos povoados. As televisões têm mostrado, por demais, tais factos!

Os “proprietários” (?!) estão longe. Quem sofre é quem está perto!

(Deus nos livre e guarde que tal aconteça!)

Quando aqueles não cumprem o seu dever, as entidades competentes podem e devem intervir.

Temos diligenciado para que os serviços públicos intervenham. Nomeadamente, Junta de Freguesia, Câmara Municipal e Proteção Civil. E tem havido colaboração e resposta positiva aos pedidos.

Na sequência dessas diligências, a proprietária do quintal do nº 95, da Rua Larga, mandou limpá-lo, ainda em Junho. Todavia, quem lá andou a cortar a erva com a roçadora, lá deixou todo o pasto seco. Para além dos lixos que já lá estariam. É olhar e ver!

O quintal da Rua de São Pedro nº 41 foi limpo pelo mesmo método já em Julho, por uma empresa particular, a mando da Proteção Civil. Calhei a observar o trabalho feito, quando os “roçadores” o acabaram, deixando também o pasto. Questionei-os sobre o facto. Responderam-me que não fazia mal, já não havia perigo.

Não concordo. Claro que o material combustível fica todo no terreno. Sinceramente acho que este pessoal não tem brio, nem noção do que faz. Realmente, é o que penso!

Os quintais da Rua Larga nºs 81 e 83, supostamente seria o proprietário que providenciaria a respetiva limpeza. Supostamente! Passou-se Julho. Agosto já passou de meio! E nada feito! Nem me parece que tal venha a acontecer pela parte de quem deveria: o dono.

Sobre o quintal do nº 85, da Rua Larga, os inquilinos nómadas, que por vezes pernoitam na respetiva casa (?!), dizem que o vão limpar “para o mês que vem” ou “para o final do mês” ou “em Agosto”! São mais ou menos as respostas que me dão, quando os interpelo sobre o assunto.

Resumindo e concluindo. Nalguns casos, as coisas estão um pouco melhores. Noutros nem melhor nem igual. Estão pior! Porque se acumula sempre mais lixo.

Peditório da colcha. Foto original. 2022.08.07. jpg

Houve a “Festa da Aldeia”. Passou o peditório da colcha. Não passou a procissão. Eu até acho que a procissão já nem passa, para que não se veja o estado em que estão algumas casas destas duas Ruas. São Pedro não gostará, está visto! Tem a Ermida bem perto. São Martinho, que terá comandado o cortejo como orago da Freguesia, também não teria gostado de ver. E a Senhora ainda menos!

Em síntese, pretendo que as Entidades Públicas e competentes providenciam intervenção onde ela deverá ser feita. Obedecendo aos normativas gerais e específicos inerentes a essas ações, que conhecerão melhor que eu. Apenas cidadão interessado na minha e nossa Aldeia.

Contactarei formalmente quem de direito sobre o assunto!

Obrigado pela sua atenção. Votos de muita Saúde.

 

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