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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

06
Mar22

A Caminho do Carrasqueiro!

Francisco Carita Mata

A saga de Joaquim Pedro Dias – 4º Capítulo!

E da Casa que ele mandou construir para a Srª Conceição “Cega”.

Uma Casa com História!

 

 

Este casal, para todos os efeitos eram um casal, Joaquim Pedro “Cego” e Conceição “Cega”, juntavam-se com o Ti Domingos “Cego”, também cego de ambos os olhos, a caminho da Horta do Carrasqueiro. E dizia o povo, segundo me contou a minha Mãe, que lhe contava a sua Mãe, minha Avó: “Lá vão três pessoas guiadas por um olho só”. Que apenas a Srª Conceição via de um olho!

 

(Esta Srª Conceição “Cega” era tia da Srª Maria de Matos, cuja mãe morou na “Casa” referida, até a tia morrer. Ou seja, enquanto esta teve o usufruto da mesma. Era a Srª Maria de Matos cachopa. Depreendemos que nos estaremos a referir, sensivelmente, aos anos trinta do séc XX.)

 

Esta Casa que Srª Conceição “Cega” teve de usufruto até morrer, provavelmente anos trinta ou inícios de quarenta do séc. XX, transitou por herança para D. Alice, 2ª sobrinha do Srº J. P. Dias.

Esta senhora e o marido venderam-na ao Srº João Mocho.

Este senhor queria instalar uma taberna, mas pretendia uma zona mais central, o que não acontecia com a “Casa”, que fica no limite Norte de Aldeia.

Então, o Srº João Mocho trocou a “Casa” com a que o “Ti Manel Henriques” tinha no centro da Localidade, na Rua principal, na “Baixa”. No local onde é a “garagem do Marques”. Bem no centro, à época. Anos quarenta?! A Mãe ainda se lembra da taberna aí, no centro da Aldeia!

O “Ti Manel Henriques” vivia na Cunheira, vindo periodicamente a Aldeia, cuidar dos terrenos. Vinha de carroça, puxada por uma mula. Ficava na “Casa”, no rés do chão. Nas traseiras da casa tinha o “palheiro”, onde ficava o muar. Manteve o 1º andar e as sobrecamas alugadas. Chegaram a habitar três moradores na “Casa”, que chegou a ter quatro entradas. Uma para a Rua Larga, utilizada pelo dono. E três entradas para a Travessa. A principal, para os rendeiros e no rés do chão, com entrada para a Travessa, o Mestre João Surrécio teve oficina de sapateiro. E a entrada para o “palheiro”.

Estamos a falar dos anos cinquenta e sessenta do séc. XX.

Lembro-me muito bem do “Ti Manel Henriques”, anos sessenta. Não me lembro da oficina de sapateiro, mas recordo-me perfeitamente de haver diferentes rendeiros no primeiro andar, nessa mesma década. Longe de imaginar que esta seria a “Casa” que nos viria a pertencer e onde viríamos a habitar, a partir de 1975. Os Pais compraram-na em 1974. Nesta altura já não havia rendeiros na Casa, que a pressão habitacional já havia refreado, pois muita gente já saíra da povoação, tendo migrado para as “Lisboas”, na década anterior!

E, por agora, mantenho “em banho-maria” a saga, que ainda saberei sobre “escritos” nas Hortas do Carrasqueiro e provavelmente também de Sampaio!

(E escreverei sobre "Ti Domingos Cego".)

Muito Obrigado por nos seguir até aqui. Muita Saúde. E Paz!

 

15
Dez21

A Fonte D’Ordem!

Francisco Carita Mata

Um Testemunho do Passado! A “Caraça” da Fonte da Ordem!

Caraça fonte da ordem. Foto original. 2021.02.01.jpg

Um relato de um motim e duas quadras alusivas.

Só hoje consigo voltar às Fontes. E, especificamente, à Fonte D’Ordem, a partir de sugestão de “Aquém – Tejo”! Outros afazeres…

A “Fonte D’Ordem”, da Ordem, frise-se, Ordem Militar de Malta, será das fontes mais antigas da Aldeia. Era uma fonte de mergulho, de que me lembro muito bem. Foi remodelada, isto é, fechada, certamente na época em que arranjaram também a “Fonte das Pulhas”, cuja data está registada: 1989. Deduzo eu, que não confirmei, indaguei ou pesquisei especificamente.

No referente à Fonte das Pulhas, de que me lembro, também muito bem, ser de mergulho, penso que agiram corretamente. A água é boa, é relativamente abundante. Algumas pessoas vão lá buscar água. Nós, também. Assim é bem aproveitada. A ser de mergulho, seria menos apetecível de recolher o precioso líquido.

Fonte da ordem. Foto original. 2021.07.09. jpg

Quanto à Fonte D’Ordem, penso que teria ficado melhor como estava, testemunhando um modelo de fonte antiga. Desde que me lembro, anos sessenta, a respetiva água era considerada imprópria para consumo. Todavia está como documentam as fotos e não há nada a fazer. Acontece nas mais variadas situações, lugares e tempos, efetuarem-se obras nos mais diversos testemunhos do passado, alterando-os, sem que daí advenham especiais benefícios. (Tenho dito!)

Fonte da Ordem. Foto original. 2021.12.01.jpg

Essa categorização de “imprópria para consumo” é anterior aos anos sessenta. Não sei precisar data exata.

Essa ação desencadeou, nomeadamente, um motim sobre que João Guerreiro da Purificação, no seu livro póstumo, “a nossa terra”, Edição “Há Cultura”, 2000, pag. 148, relata o seguinte: «…Nessa época, a Fonte d'Ordem era muito procurada pelo povo, e como nas nossas fontes se sentia uma enorme falta de água, o povo amotinou-se quando as autoridades a mandaram entupir a pretexto de ser imprópria para consumo, logo numa altura de tanta escassez. Só que o povo não lhes deu ouvidos, principalmente as mulheres, que se encheram de coragem e desentupiram a fonte, para as continuar servindo com a sua água. (…)

Na ocasião do motim, o Senhor Joaquim Paulo Sequeira, inspirado com o sucedido, fez umas quadras, das quais só consegui saber as duas que se seguem.

Eu cá sou a Fonte d’Ordem

Meu nome não é de negar

Tanto ao rico como ao pobre

Eu ajudei a criar.

 

Foi enorme ingratidão

Mataram-me sem razão

Pois quando me pediam água

Eu jamais disse não.»

Carranca da Fonte da Ordem. Foto Original. 2021.12.01.jpg

E, por agora, me fico por aqui. Que ainda voltarei às Fontes. E, em Poesia!

Saúde! E, Obrigado!

 

 

01
Nov21

As Alminhas de Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Festejar os “Santinhos”!

E o “Combate de Flor da Rosa” na “Guerra das Laranjas” - 1801!

Alminhas Novas. Foto Original. 2021.07.09.jpg

Hoje, dia 1 de Novembro de 2021, reporto para postal publicado em “Aquém-Tejo”, em 25 de Outubro de 2014: “As Alminhas de Aldeia da Mata e o Combate de Flor da Rosa”.

Ilustro com fotos das designadas “Alminhas”.

Alminhas Velhas. Foto Original. 2021.07.09.jpg

Das “Alminhas Novas” e das “Alminhas Velhas”. E do espaço territorial onde terá ocorrido esse “Combate”. Que foi um dos poucos acontecidos durante a célebre “Guerra das Laranjas”.

Entrada Leste da Aldeia. Foto Original. 2021.07.09.jpg

Quando percorrer este espaço da estrada, lembre-se que aí ocorreu um “combate” da História de Portugal, que as “Alminhas” evocam. Fez, neste 2021, duzentos e vinte anos!

No texto citado, explica-se o enquadramento dos itens fundamentais referidos: “Alminhas”, “Santinhos”, “Guerra das Laranjas”, “Combate de Flor da Rosa”.

Leia, SFF. Irá apreciar.

Nicho das Alminhas Novas. Foto original. 2021.07.09.jpg

Se quiser aprofundar mais os assuntos, pode consultar a Bibliografia referida, a internet, ou a documentação existente no Arquivo Histórico Militar, em Portugal ou documentação em Espanha, que também há.

Grato pela sua atenção.

Ainda voltarei a este assunto. Com outras fotos. Não sei se as “Alminhas Novas” terão sido pintadas de novo. As fotos que tenho são de Julho, deste ano.

Muita Saúde!

 

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