Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

10
Abr23

Que é feito de Bart e Mi–Dú?!

Francisco Carita Mata

Gatos no meu quintal (IX)

Já por aqui tenho trazido narrativas sobre os “Gatos no quintal”. Acompanhadas, geralmente, de fotos. Nesta nona estória, remeto para fotos em postais anteriores.

Este quarteto de irmãos gatos, que venho acompanhando desde início de 22. Crianças ainda. Foram crescendo. Após várias peripécias e ações educativas, passaram a amesendar-se no Quintal de Baixo. Um regalo! Adoram!

Atualmente serão adultos jovens. Pouco sei sobre a cronologia gatal. Dois gatos e duas gatas. A descoberta identitária também é recente. Atribuí-lhes nomes. Os rapazes, dado o seu caráter aventureiro, batizei-os de Gil (Eanes) e Bartolomeu (Dias) - Bart, para as “amigas”! As raparigas, personagens de romances: Ricardina e Maria Eduarda, para os “amigos” “Mi-Dú”!

Há mais de três semanas que não vejo nem Bart, nem Mi-Dú. O que lhes terá acontecido?! Terão ido passear para algum daqueles locais paradisíacos onde estrelam as nossas caras conhecidas das TVs?! Sei lá! Para as Malvinas ou outros exóticos lugares de eleição…

Malvinas?! Se a Dona Thatcher cá estivesse ela te diria. Maldivas, tá bem. Comores! Maurícias, esses sim, são locais de sonho! Malvinas?! Isso, nem para as argentinas!

Bem, não importa. Bartolomeu e Maria Eduarda não aparecem, há semanas.

Preocupa-me que tenha havido alguma ação predatória sobre os ditos: o dito e a dita.

Por outro lado, também conjeturo que, dado o possível “estado interessante” em que Mi-Dú se encontrará, se tenham recolhido nalgum local resguardado para que, o que a Natureza exige que aconteça, venha a acontecer, com calma e sossego, longe de olhares indiscretos e persecutórios.

Se foram para alguma praia longínqua, bem podiam ter ido para a Costa, que nestes feriados pascais se encheu de banhistas. Tem estado um calorão, muito acima das temperaturas para a época!

Nos campos, os maios estão floridíssimos, os insetos andam numa agitação febril. Os répteis em alvoroço! Nestes dias iniciais de Abril, já vi três cobritas. Algo que costuma ocorrer lá mais para Maio! (Por acaso, nem Gil nem Ricardina têm andado por perto. Gostava de ver a respetiva reação.)

Esperemos que Bart e Mi-Dú apareçam!

Caro/a Leitor/a, se os vir por aí, comunique, S.F.F.

Obrigado pela atenção. Votos de excelentes dias primaveris!

 

23
Mar23

Hoje, há Pataniscas… de Bacalhau!

Francisco Carita Mata

Ementa de pataniscas. Foto original. 21.03.23.

Amanhã? … não sabemos!

Este postal é dedicado a todos os Conterrâneos Marinheiros. Aos do Presente, aos do Passado, a grande maioria, aos do Futuro.

Nestes tempos especiais de Marinha, neste País de Marinheiros, esta sugestiva ementa.

Adivinhe, SFF.

Onde? (…)

Quando? Foi anteontem, 21 de Março, “Dia da Árvore” – “Dia da Poesia” - que tirei a foto e era esta ementa. Hoje não sei! Ainda

Porquê?! Se conseguir identificar o local, saberá o porquê.

Ainda a propósito de considerações anteriores: Quando o bacalhau escasseia, fazem-se pataniscas!

Ementa de pataniscas. Foto original. 21.03.23.

Haja Saúde. A Paz, que tarda. E, boa disposição, uma certa ironia e algum sentido de humor!

 

19
Fev23

No Carnaval nada se leva a mal (I)

Francisco Carita Mata

“Qualquer Coisa”: uma charada!

Uma sextilha engraçada!

Uma adivinha mordaz!

Descubra, se for capaz!

*******

Qualquer Coisa

Qualquer coisa na minha aldeia

É uma coisa muito feia

Não se diz, sequer se nomeia

Por entre gente educada.

Isto é apenas charada

Diz-se tudo sem dizer nada!

*******

Esta sextilha escrevi-a ainda antes da eclosão da pandemia. Não me lembro muito bem quando, mas recordo-me do contexto em que foi “criada”.

No Mercado Municipal de Portalegre, há uma confeitaria, designemo-la assim, por demais interessante. Não sei o nome, nem vem ao caso. É única.

Antes da pandemia, costumava ir lá comprar brinhol e alguns bolos variados. Ao brinhol chamamos-lhe bernhol. Há quem o batize por massa frita, farturas… sei lá!

Numa das manhãs que lá fui, havia alguma fila. Seria sábado, não sei.

Apareceu um ex. familiar. É uma pessoa de poucas falas, como se costuma dizer, mas eu gosto sempre de o cumprimentar e interpelar. Ao que vinha, ter-lhe-ei perguntado.

“- Venho comprar qualquer coisa…para levar…” Julgo ter-me referido que a filha fazia anos.

Este “qualquer coisa” foi o clique para eu escrever a sextilha.

*******

Já está escrita há algum tempo. Hesitei em publicar. Hoje, Domingo de Carnaval, atrevi-me a divulgar. (“No Carnaval nada se leva a mal.” (I) – Porque tenho outra quadra que não sei se publicarei ou não em Aquém-Tejo”!)

Bem... aqui está!

"No Carnaval nada se leva a mal!"

 

 

04
Fev23

Azinhagas de Aldeia da Mata: Sinalização.

Francisco Carita Mata

Felicitações! Parabéns às Entidades responsáveis.

Fonte das Pulhas – Fonte da Bica – (…)

Constatei, ontem, que a Azinhaga da Fonte das Pulhas estava sinalizada, com o respetivo nome de batismo e concernente categorização: Azinhaga.

Placa. Foto original. 04.02.23.

Tive pena de não ter presenciado a respetiva execução.

Placa. Foto original. 04.02.23.

Deixo fotos da placa.

Placa. Foto original. 04.02.23.

Quem batizou Fonte das Pulhas, também poderia ter batizado “Do Porcozunho / Porcos Unho”. Que o mesmo caminho vicinal também nos leva à Horta do Porcozunho, à Ribeira do Porcozunho.

Fontes: é agora que vão lançar os “Percursos Pedestres por Fontes, Passadeiras e Pontes”?!

A mim dá-me imenso jeito! Assim, fico a saber, documentalmente, que o caminho que calcorro quase diariamente vai dar à Fonte das Pulhas.

Muito Obrigado, muito sinceramente. A sério! (Passe a breve ironia.)

O Loureiro agradece a companhia.

Loureiro. Foto original. 04.02.23

Hei-de pensar num arranjo para o espaço, continuando o que já fiz anteriormente.

Bons passeios, com boas sinalizações.

Fonte da Bica.

Fonte da bica. sinalização. Foto original. 03.02.23

Ainda quero documentar sobre o passeio de excelência à Aldeia” do Chamiço.

Saúde e Paz!

 

22
Dez22

Nome do Cão: "Não Convém"!

Francisco Carita Mata

Nome do Cão: Não Convém. Foto Original. 22.12.22

Que raio de nome para Cão!!!!

E a Cadelinha?!

Cadelinha Tareca. Foto original. 20.12.22

Tareca!

Cadelinha Tareca. Foto Original. 20.12.22

Nome a condizer.

Fotos tiradas no dia da “Grande Cheia” – 20 de Dezembro de 2022.

Caminho da Fonte do Salto. Foto Original. 22.12.22.

No Caminho para a Fonte do Salto, junto à horta do Primo Valério. Que já cá não está. Será que a água entrou na casa?! Até parece que sim.

Dono dos Cães?! Um Amigo dos tempos da Escola Primária e da Admissão.

*******

(Veja também, SFF!)

Para si, Caro/a Leitor/a que nos acompanhou até aqui, Votos de Feliz Natal e Excelente Ano Novo!

 

10
Dez22

Arte Efémera III - Pingos de Chuva!

Francisco Carita Mata

Arte da Natureza - Efeito dos Pingos de Chuva!

Arte Efémera III. Pingos de Chuva. Foto Original. 06.12.22.

Instalação Artística III

Arte Efémera e uma Ovelha Bisbilhoteira!

Arte Efémera III. Ovelha Bisbilhoteira. Foto original. 06.12.22

Arte Efémera III / Instalação Artística Natural

(Perspetiva Localizada)

Arte Efémera III. Foto original. 06.12.22

E estas situações terão algo a ver com as célebres "Alterações Climáticas"?!

(Nos aguarde em próximos capítulos...)

 

21
Nov22

Os Gatos no Quintal III – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Gatos no Quintal. Foto Original. 12.09.22.

Para não haver mais ciumeiras!

Anteontem, publiquei uma foto da Cadela Violeta. Bonita, enquanto animal e bonita também de nome. Violeta!

Os Gatos quando souberam, por portas travessas, do postal sobre a Violeta, fartaram-se de reclamar! Ciúmes. “Andas há tempos a prometer escrever sobre nós e nada!” Soube, através de fonte bem informada.

De modo que, para não haver mais ciumeiras, hoje, publico uma foto dos três gatinhos que são patentes no “Quintal de Baixo”. Geralmente também aparece um quarto, às horas de comida, mas nunca os consegui fotografar simultaneamente. Ontem, já quase sol-posto, perto das dezassete e trinta, juntaram-se os quatro, precisamente no poleiro da foto anterior. Não levara telemóvel, ademais já estava escuro. E a cor deles não favorece nada as fotos!

São irmãos e nasceram este ano. Também, muito esporadicamente, os vejo com a mãe. Atualmente é muitíssimo raro. Quando eram mais pequenos, lá mais para o início do ano, andavam os cinco. Agora, patentes, todos os dias, todas as horas que vou ao quintal, com ou sem comida, lá andam os três a cirandar à minha volta. No meio das ervas, debaixo do telheiro, pelo cabanal, em cima das antigas manjedouras das vacas, sobre o carro da mula, onde não os quero, pelos vários muros. Correm tudo, em triunvirato.

Na foto, estão sobre o velho telhado do antigo galinheiro, há vários anos desativado, talvez vinte anos, mais ou menos.

E, para não faltar ao prometido, já continuei as “Narrativas dos Gatos”!

Gatos? Ou Gatas?! De ambos os sexos?! Identidade de género?! Não sei, verdadeiramente!

Voltarei a escrever.

 

14
Nov22

 Quem cortou os ramos do pinheiro?!

Francisco Carita Mata

Pinhas. Foto original. 13.11.22

Terá colhido as pinhas?!

Este postal é dirigido, especialmente, a quem, talvez nunca o vá ler. Mas que cortou os ramos do pinheiro, bordejando o “Caminho do Porcos unho” / “Fonte das Pulhas”. Certamente no sentido de colher as pinhas. Ou terá sido já para a “Árvore de Natal”?

Pinheiro. Foto original. 12.11.22

Tal facto terá ocorrido no dia 11, deste Novembro. Habitualmente costumo percorrer esse caminho. Nessa sexta-feira, “Dia de S. Martinho”, pelo final da tarde, ao chegar perto do pinheiro, plantado no extremo sudoeste do “Vale de Baixo”, constato esse corte das pontas de três ramos onde pontificavam uma pinha em cada um. No dia dez ainda lá estavam.

Fosse qual o motivo da ação, julgo ter sido prematuro.

As pinhas só estarão maduras lá mais para o início do verão do próximo ano. O Natal ainda demora e os pedaços de ramos colhidos não darão para fazer uma árvore de jeito.

Se quiser pinhas poderei dar-lhe, lá para 2023, quando estiverem maduras. A foto que inicia o texto mostra pinhas no local certo. Das quais terei muito gosto em oferecer-lhe algumas. Não sou cioso das coisas, dos frutos das plantas. Nos terrenos que enquadram o mencionado caminho muitas árvores e arbustos frutificam todos os anos. Várias figueiras dispostas por antepassados meus. Diversas variedades de figos, já referenciados em anteriores postais. Muitas vezes digo a passantes que colham. (Aliás, costumo dizer que “colher figos não é roubar”!) Não menciono as oliveiras, que ninguém colhe, e este ano quase toda a azeitona se estragou. O loureiro, que está precisamente naquele local, para quem quiser levar ramo. (Bem, ramo não é fruto, bem sei!) As azinheiras, quem quiser apanhe as bolotas!

Os figos da Índia, digo mesmo explicitamente para que colham os que enquadram o caminho.

No Vale de Baixo, na continuação, está uma cerejeira que, até agora, nunca deu cerejas! Ameixoeiras, meio bravas, cujas ameixas colhíamos em crianças e agora dão uma ou outra, que mal colho. Uma romãzeira, cujo bacelo veio precisamente da Horta do Porcozunho, mas cujas romãs abrem demasiado cedo, talvez devido ao calor e à sede. Duas gamboeiras, que habitualmente oferecem boas gamboas, este ano nem por isso, devido à seca e que vou deixando para os passantes. Ontem ainda lá estava uma!

Os frutos do arvoredo confinando com o caminho, não me faz mossa nenhuma que os transeuntes apanhem e comam.

Não refiro as amoras, cujas silvas sustêm os muretes, que sendo silvestres, espontâneas, nem faz qualquer sentido as mencionar…! São muito procuradas, no mês de Agosto, quando mais abundam e há mais passeantes em férias.

Tudo isto e para finalizar. Não me importo nada que tivessem colhido as pinhas, mas na altura própria. Era, aliás, essa a minha intenção. Colhidas agora não sei se terão tido algum proveito.

Pinheiro e sombra tutelar. Foto original. 12.11.22

As fotos são do dia doze e treze. Mostram pinhas nos sítios certos. (Oferecerei a quem quiser.) Imagens do pinheiro, que também tem história. Numa delas está a minha sombra tutelar, mas que, pelos vistos, não assustou ninguém.

Haja Saúde e boa disposição. Qualquer dia, quando deixar de chover, irei voltar aos meus ginásios!

 

03
Out21

Lengalenga do Primo "Macarrão”!

Francisco Carita Mata

Estação_de_Vale_do_Peso in. Wikipédia.jpg*

«Esta noite pus a forja a trabalhar

E fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 1 milhão de granadas

Para combater o frio

Eu fabriquei um navio

De 50 mil toneladas

Fiz 700 mil enxadas

Fiz 501 foices

E todo o artista que se afoite

A descer do céu à terra

Fiz 10 mil tanques de guerra

Esta noite à meia-noite

Fiz um cilindro apropriado

Para cilindrar estradas novas

Fiz milhares de peças novas

E fiz um carro blindado

Eu forneci bem o estado

De armas e chão de ar

Fiz um navio para navegar

E fiz um comboio de correio

Para o bode não ficar feio

Pus a forja a trabalhar

Fiz 10.000 aviões

Todos de 4 motores

Fiz 50 mil tratores

Fiz 18 mil canhões

Fiz 7 mil enxadões

Para quando a terra estiver mole

Só quando nascer o sol

É que amadornou um pouco

O carvão era choupo

E eu fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 700 mil relhas

Fiz colunas e gargantas

Aivecas fiz outras tantas

Fiz cangas para as parelhas

Fiz cancelas de ovelhas

Fiz 100 marrons

E 1000 cunhas

E fartei-me de dar às unhas

Para a empreitada acabar

*******

O Primo Macarrão está na casa dos oitenta e cinco e sabe esta lengalenga de cor.

Macarrão?! Sim. É assim que é conhecido. Macarrão é alcunha.

Aprofundaremos mais este assunto em próximo postal.

 

(Ilustro com uma imagem da Estação Ferroviária de Vale do Peso, in. Wikipédia.

Estação bem bonita, perto de onde habitamos, mas que nunca fomos visitar. Ninguém é perfeito!)

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D