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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

21
Nov22

Os Gatos no Quintal III – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Gatos no Quintal. Foto Original. 12.09.22.

Para não haver mais ciumeiras!

Anteontem, publiquei uma foto da Cadela Violeta. Bonita, enquanto animal e bonita também de nome. Violeta!

Os Gatos quando souberam, por portas travessas, do postal sobre a Violeta, fartaram-se de reclamar! Ciúmes. “Andas há tempos a prometer escrever sobre nós e nada!” Soube, através de fonte bem informada.

De modo que, para não haver mais ciumeiras, hoje, publico uma foto dos três gatinhos que são patentes no “Quintal de Baixo”. Geralmente também aparece um quarto, às horas de comida, mas nunca os consegui fotografar simultaneamente. Ontem, já quase sol-posto, perto das dezassete e trinta, juntaram-se os quatro, precisamente no poleiro da foto anterior. Não levara telemóvel, ademais já estava escuro. E a cor deles não favorece nada as fotos!

São irmãos e nasceram este ano. Também, muito esporadicamente, os vejo com a mãe. Atualmente é muitíssimo raro. Quando eram mais pequenos, lá mais para o início do ano, andavam os cinco. Agora, patentes, todos os dias, todas as horas que vou ao quintal, com ou sem comida, lá andam os três a cirandar à minha volta. No meio das ervas, debaixo do telheiro, pelo cabanal, em cima das antigas manjedouras das vacas, sobre o carro da mula, onde não os quero, pelos vários muros. Correm tudo, em triunvirato.

Na foto, estão sobre o velho telhado do antigo galinheiro, há vários anos desativado, talvez vinte anos, mais ou menos.

E, para não faltar ao prometido, já continuei as “Narrativas dos Gatos”!

Gatos? Ou Gatas?! De ambos os sexos?! Identidade de género?! Não sei, verdadeiramente!

Voltarei a escrever.

 

14
Nov22

 Quem cortou os ramos do pinheiro?!

Francisco Carita Mata

Pinhas. Foto original. 13.11.22

Terá colhido as pinhas?!

Este postal é dirigido, especialmente, a quem, talvez nunca o vá ler. Mas que cortou os ramos do pinheiro, bordejando o “Caminho do Porcos unho” / “Fonte das Pulhas”. Certamente no sentido de colher as pinhas. Ou terá sido já para a “Árvore de Natal”?

Pinheiro. Foto original. 12.11.22

Tal facto terá ocorrido no dia 11, deste Novembro. Habitualmente costumo percorrer esse caminho. Nessa sexta-feira, “Dia de S. Martinho”, pelo final da tarde, ao chegar perto do pinheiro, plantado no extremo sudoeste do “Vale de Baixo”, constato esse corte das pontas de três ramos onde pontificavam uma pinha em cada um. No dia dez ainda lá estavam.

Fosse qual o motivo da ação, julgo ter sido prematuro.

As pinhas só estarão maduras lá mais para o início do verão do próximo ano. O Natal ainda demora e os pedaços de ramos colhidos não darão para fazer uma árvore de jeito.

Se quiser pinhas poderei dar-lhe, lá para 2023, quando estiverem maduras. A foto que inicia o texto mostra pinhas no local certo. Das quais terei muito gosto em oferecer-lhe algumas. Não sou cioso das coisas, dos frutos das plantas. Nos terrenos que enquadram o mencionado caminho muitas árvores e arbustos frutificam todos os anos. Várias figueiras dispostas por antepassados meus. Diversas variedades de figos, já referenciados em anteriores postais. Muitas vezes digo a passantes que colham. (Aliás, costumo dizer que “colher figos não é roubar”!) Não menciono as oliveiras, que ninguém colhe, e este ano quase toda a azeitona se estragou. O loureiro, que está precisamente naquele local, para quem quiser levar ramo. (Bem, ramo não é fruto, bem sei!) As azinheiras, quem quiser apanhe as bolotas!

Os figos da Índia, digo mesmo explicitamente para que colham os que enquadram o caminho.

No Vale de Baixo, na continuação, está uma cerejeira que, até agora, nunca deu cerejas! Ameixoeiras, meio bravas, cujas ameixas colhíamos em crianças e agora dão uma ou outra, que mal colho. Uma romãzeira, cujo bacelo veio precisamente da Horta do Porcozunho, mas cujas romãs abrem demasiado cedo, talvez devido ao calor e à sede. Duas gamboeiras, que habitualmente oferecem boas gamboas, este ano nem por isso, devido à seca e que vou deixando para os passantes. Ontem ainda lá estava uma!

Os frutos do arvoredo confinando com o caminho, não me faz mossa nenhuma que os transeuntes apanhem e comam.

Não refiro as amoras, cujas silvas sustêm os muretes, que sendo silvestres, espontâneas, nem faz qualquer sentido as mencionar…! São muito procuradas, no mês de Agosto, quando mais abundam e há mais passeantes em férias.

Tudo isto e para finalizar. Não me importo nada que tivessem colhido as pinhas, mas na altura própria. Era, aliás, essa a minha intenção. Colhidas agora não sei se terão tido algum proveito.

Pinheiro e sombra tutelar. Foto original. 12.11.22

As fotos são do dia doze e treze. Mostram pinhas nos sítios certos. (Oferecerei a quem quiser.) Imagens do pinheiro, que também tem história. Numa delas está a minha sombra tutelar, mas que, pelos vistos, não assustou ninguém.

Haja Saúde e boa disposição. Qualquer dia, quando deixar de chover, irei voltar aos meus ginásios!

 

03
Out21

Lengalenga do Primo "Macarrão”!

Francisco Carita Mata

Estação_de_Vale_do_Peso in. Wikipédia.jpg*

«Esta noite pus a forja a trabalhar

E fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 1 milhão de granadas

Para combater o frio

Eu fabriquei um navio

De 50 mil toneladas

Fiz 700 mil enxadas

Fiz 501 foices

E todo o artista que se afoite

A descer do céu à terra

Fiz 10 mil tanques de guerra

Esta noite à meia-noite

Fiz um cilindro apropriado

Para cilindrar estradas novas

Fiz milhares de peças novas

E fiz um carro blindado

Eu forneci bem o estado

De armas e chão de ar

Fiz um navio para navegar

E fiz um comboio de correio

Para o bode não ficar feio

Pus a forja a trabalhar

Fiz 10.000 aviões

Todos de 4 motores

Fiz 50 mil tratores

Fiz 18 mil canhões

Fiz 7 mil enxadões

Para quando a terra estiver mole

Só quando nascer o sol

É que amadornou um pouco

O carvão era choupo

E eu fartei-me de dar ao fole

Para a empreitada acabar

Fiz 700 mil relhas

Fiz colunas e gargantas

Aivecas fiz outras tantas

Fiz cangas para as parelhas

Fiz cancelas de ovelhas

Fiz 100 marrons

E 1000 cunhas

E fartei-me de dar às unhas

Para a empreitada acabar

*******

O Primo Macarrão está na casa dos oitenta e cinco e sabe esta lengalenga de cor.

Macarrão?! Sim. É assim que é conhecido. Macarrão é alcunha.

Aprofundaremos mais este assunto em próximo postal.

 

(Ilustro com uma imagem da Estação Ferroviária de Vale do Peso, in. Wikipédia.

Estação bem bonita, perto de onde habitamos, mas que nunca fomos visitar. Ninguém é perfeito!)

 

18
Set21

Na minha Aldeia também houve arruada.

Francisco Carita Mata

Sim! Numa aldeia que também é Aldeia!

Aldeia. Foto Original. 2021.07.29.jpg

E na minha Aldeia, ontem, também houve arruada. Com o atual Presidente de Câmara.

A Mãe lembrou-lhe a limpeza das ruas… e dos quintais. Também aproveitei para enviar um mail a reforçar o pedido que já fizera a 25 de Junho. E reportar para os blogues.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.22. jpg

É preciso aproveitar estas ondas das eleições a ver se o pessoal se compromete. Que depois esquecem-se com facilidade.

Quintal. Foto original. 2021.07.29.jpg

Nesta euforia, anda tudo numa azáfama… Para não esquecer!

Lixo e mais lixo é o que mais abunda por essas terras portuguesas. Muito, mas muito ou a maior parte, é da responsabilidade das pessoas, dos cidadãos.

Almada é por demais. (Lixos diversos, pontificando dejetos de cães.)

Na minha Aldeia os quintais de casas desabitadas, os terrenos circundantes da povoação a precisarem de limpezas, são um perigo entre tudo o mais.

Mas é só nas Aldeias?

Veja-se Almada, o Koi Park, entre o Fórum Almada e a A2. O mato e o lixo vêm até à saída da autoestrada. Zonas de imenso movimento diário, de gentes e carros. Situação que persiste há anos!

Responsabilidade dos particulares, proprietários. Sem dúvida!

Mas não agindo estes, qual o papel das Entidades Públicas?!

Têm ou não a obrigação de agir, de intervir?!

Têm, sim.

Como?!

Primeiro, notificando, avisando, genericamente.

Não vendo resultados, avisar e notificar especificamente, cada um dos infratores.

Não agindo estes, como é sua obrigação, os Órgãos Autárquicos podem intervir, substituindo-se aos particulares. Exigindo-lhes pagamento do trabalho efetuado.

Mesmo particulares, vizinhos, podem substituir-se aos prevaricadores, exigindo-lhes reembolso de despesas e trabalhos.

(Este ónus é sempre a parte complicada da questão.)

Esta boa e santa gente que não providencia as limpezas de quintais, campos próximos das localidades, parques e outras coisas que tais, são como os que se recusam às vacinas.

São um perigo público!

O que acha o/a Caro/a Leitor/a?! 

Obrigado pela atenção e votos de muita Saúde!

 

 

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