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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

29
Jul23

Sabe que Planta é esta?! (XXIII)

Francisco Carita Mata

Sabe que Planta dá estes frutos tão peculiares?!

Frutos de roseira brava. Original. Jul.23

Serão saborosos?! Certamente serão, que o gado, as "Meninas Lanudas" adoram!

Eu nunca provei, nem faço conta de saborear, pelo menos, conscientemente!

Outra perspetiva mais aproximada, para melhor identificação.

Frutos de roseira brava. Original. Jul.23

E visão mais global, com excerto de rede protetora. Que as ovelhas...

Frutos de roseira brava. Original. Jul.23

E porque divulguei esta rubrica em Apeadeiro, que habitualmente sai em Aquém-Tejo?!

Porque pretendo publicar um postal sobre a Cidade de Régio.

(Continuo a frisar que os postais de Apeadeiro surgem nas "Tags" habituais. Os de Aquém-Tejo não!!!!)

 

08
Jul23

Ricardina: a Gata Heroína!

Francisco Carita Mata

Ricardina gata heroína. original. 07.07. 23.

Gatos no Quintal (XIV) - Aldeia da Mata

Se eu me pusesse a escrever sobre os “Gatos do Quintal”, todos os dias tinha motivos para narrativas!

Basicamente são quatro irmãos, que, com o conhecimento obtido sobre os mesmos, foram adquirindo identidades e direito a nome: Gil (Eanes), Bartolomeu (Dias) – Bart; Ricardina e Maria Eduarda – Mi-Dú.

Gil e Ricardina são patentes no quintal, há meses, sem interrupções. Bart e Mi-Dú despareceram, por Abril. Mi-Dú reapareceu em Maio, aparentando ter parido. No dia 31 de Maio, observei três gatinhos, assomando-se por entre o telheiro do quintal do Ti Zé “Fadista”.

No início de Junho, voltei a vê-los, fugindo, ao final da Azinhaga, entrando para o Chão da Atafona. Nunca mais os vi. Mi-Dú, quase de certeza mãe, passou a ser presença permanente no Quintal de Baixo, local de amesendação. Sempre renitente relativamente à minha pessoa, embora prontamente aceite pelos irmãos - Gil e Ricardina, compartilhando refeições e companhia.

De Bart nunca mais soube nada. A modos que o Cabo foi mesmo das Tormentas. Ainda tenho Esperança que volte, que não tenha ficado lá pelas Índias!

Relembrados estes introdutórios, vamos às heroicidades!

Ontem, já depois das dezoito, quando fui regar, observei o gato e as gatas em rebuliço, no final da Azinhaga, junto ao Chão da Atafona e da figueira verdeal. Fui observar.

O que se passava?! (...)

Andavam de roda de uma cobra!

Andavam, é como quem diz… Que, Maria Eduarda depressa fugiu para o quintal, não sei se com medo de mim, se da cobra. Gil, valentão, trepador, contorcionista e equilibrista, predador de pássaros, depressa saltou para o muro do quintal. E este não foi com medo de mim!

Quem lutou, batalhou, se engalfinhou com a cobra, descobrindo estratégias e táticas para a conseguir filar pelo pescoço, foi Ricardina! Ricardina, a Heroína!

Eu, a bem dizer, fiquei um pouco atarantado. Consegui algumas fotos, fiz um pequeno vídeo.  Mas não tive qualquer intervenção sobre o acontecimento. Deixei que a Natureza funcionasse na sua plenitude.

A cobra defendia-se, atirando-se de boca aberta para a gata, esta afastava-se, mas depressa retomava a refrega. O réptil, a estratégia que usava era tentar fugir, subindo pelo muro do quintal de Doutor Agostinho. Mas não tinha qualquer sucesso. O muro é muito alto e revestido de cimento. Estes animais sabem que não vencem qualquer luta com predadores de topo, como são os felinos. A saída e defesa é fugir. O mesmo que fazem com os humanos. Abrir a boca é só para assustar!

O bicho ainda se lembrou de correr para o muro do Chão da Atafona, que é de pedra solta. Correr, correu, ainda se tentou infiltrar na parede… “lá foge a bicha…” pensei eu. Mas Ricardina, felina e heroína, não desistiu. Conseguiu puxá-la, apanhá-la pelo pescoço e mandá-la para “outro destino”.

As fotos documentam alguns dos factos.

A 1ª apresenta Ricardina junto do troféu. Gil, deitado, observando, que foi o que fez, após ter fugido de medo.

A 2ª foto mostra a cobra, enrolada, ferida ou morta (?), que, agora, à posteriori, apresenta-se-me esta dúvida...

Cobra. Original. 07.07.23.

Caro/a Leitor/a, espero que não se assuste com a(s) cobra(s). Não fazem mal. Mas eu, na verdade, também me assusto, se as vejo. Mas não as costumo matar. São também predadoras de animais prejudiciais para as agriculturas, os ratos, por ex. Competem com os gatos.

Votos de saúde, paz e bons passeios.

Hoje, está mais fresquinho, aqui, por este Alentejo do Alto!

 

05
Jul23

Flor do Cato no Chão da Atafona!

Francisco Carita Mata

Aldeia da Mata: Ontem e Hoje

Cacto. Original. 04.07.23.

As flores dos catos costumam estar abertas apenas um dia. É o que tenho ouvido dizer e a modos que se confirma.

Cacto. Original. 04.07.23.

Ontem, 4 de Julho – 3ª feira – estava exuberante, conforme as duas fotos anteriores documentam.

Hoje, 5 de Julho – 4ª feira, já tem este aspeto.

Cacto. Original. 05.07.23.

Ontem, a flor ao nível da parte inferior do cato, florida e um botão de flor que ainda não abriu.

Cacto. Original. 04.07.23.

Hoje, imagem idêntica do tronco do cato, com a 1ª flor já fechada e, a nível superior, quase no teto da planta, o botão que ainda abrirá.

Cacto. Original. 05.07.23.

Se reparar, no tronco desta planta xerófila, notam-se as várias fases do crescimento anual.

Em 2015, trouxe um excerto de tronco de uma planta enorme, que estava no quintal de um vizinho de Almada. Este, em remodelações na habitação, removia o cato, que certamente o incomodaria. Pedi-lhe um dos ramos e plantei-o no Chão da Atafona, junto à parede sul do cabanal e de uma oliveira, para que ele se pudesse “orientar” bem. Tem tido um desenvolvimento regular, crescido singularmente, já atingindo quase o limite da parede. As ovelhas deram-lhe algum desbaste inicial na base, quando era mais novo. Protegi-o com um cortiço, alguns garrafões e ramos secos na parte inferior. Não mais foi incomodado pelas madames, que recentemente foram ao cabeleireiro. Mostrarei!

Este ano é a segunda vez que observo a floração. Também pela segunda vez está criando um rebento. Já criara um outro, não me lembro exatamente em que ano, ramo que dei ao Amigo Marco, que o plantou na sua horta – jardim botânico, que também já deu outros ramos na base.

Por agora e sobre este cato tão especial, cujo nome específico desconheço, fico por aqui.

Mas não quero deixar de apresentar os primos, certamente são familiares, só não sei em que grau de parentesco.

As célebresFigueiras da Índia”, carregadíssimas de figos!

Figueiras da Índia. original. 02.07.23.

E o Gato Gil, em pose aristocrática!

Gato GIL. Foto original. 02.07.23.

Saúde, Paz, bons passeios e cuidado com o calor! E Obrigado pela atenção,

Caro/a Leitor/a.

 

 

20
Jun23

Rosa singela… Rosa complexa

Francisco Carita Mata

Rosa singela. Original. 04.06.23.

Rosa brava: Alma-Mater de Rosa elaborada.

Ontem, publiquei um postal sobre a Gulbenkian onde pontificava imagem de uma rosa, cuja variedade desconheço. Imagem dessa rosa já surgira, em anterior postal, ilustrando Poema de Camões.

Rosa Gulbenkian. Original. 04.06.23.

Dessa variedade de rosa, temos um exemplar, modesto, no quintal de cima, obtido a partir de semente, trazida precisamente do Jardim da Gulbenkian, talvez há cinco ou seis anos, bem antes da pandemia. (Trazer plantas de variados locais é uma das minhas manias!)

Neste roseiral da Gulbenkian, que ladeia a entrada principal da Fundação, a nordeste, observa-se que as roseiras resultaram de enxerto. Nestes casos, habituais em jardinagem e nas roseiras que disponibilizam os vendedores, há sempre um porta-enxerto de roseira brava – singela, normalmente da cor da roseira que se pretende enxertar.

As fotos documentam o facto. (Os porta enxertos, frequentemente, rebentam na base ramos bravios, muitos florescem e até chegam a criar frutos, contendo sementes.)

A foto titulando o postal é da rosa brava – singela. É lindíssima, na respetiva singeleza! (Também já apresentei fotos de outras roseiras bravas, da minha Aldeia.)

(Na minha opinião, em Portugal, jardim sem rosas não é jardim!)

Este postal, em Apeadeiro, pretende fazer a ligação com o postal de Aquém-Tejo. Também e muito especialmente para verificar um facto que ocorre em Aquém-Tejo, já há alguns meses e que explanarei em postal específico.

Porque será que os meus postais de Aquém-Tejo não figuram nas “janelas” das “tags” habituais?! “Últimos posts”, “Quotidiano”, “Opinião”, “Poesia”, “Natureza”, mesmo quando eu coloco estas “tags”, indexadas ao post!

(Em Apeadeiro os postais surgem sempre.)

Alguma aselhice minha, certamente!

Gostaria que a Equipa SAPO me pudesse ajudar.

Tentarei expor a situação em postal de Aquém Tejo. Obrigado.

 

24
Fev23

A Pedra mula ou a Mula pedra?

Francisco Carita Mata

Pedra I. Foto Original. 15.02.23

A propósito de as pedras terem nome de baptismo!

Pedra II. Foto original. 15.02.23.

Os passeios pelos campos da minha Aldeia proporcionam o conhecimento de lugares mágicos.

Pedras I. Foto original. 15.02.23.

Se passear pelos campos, não deixe lixo, S.F.F. Respeite a Natureza. Não destrua nada.

(Muito especialmente ninhos!)

Uma preciosidade!

Preciosidade. Foto original. 25.02.23.

Algures, numa caminhada mais o Amigo Marco, pelos territórios campestres de Aldeia, descobrimos esta rocha granítica bem sugestiva.

Pedra III. Foto original. 15.02.23

Perguntei-lhe que nome lhe atribuíria. Batizou-a de Pedra Mula. Também lhe poderia ter chamado de Mula Pedra.

(Frise-se que, no caso, Mula não é propriamente muar. Tem um sentido mais conotativo. Há, por aí, muito boa e santa gente que é mula!)

Também lhe poderia chamar “Guardiã da Galáxia”!

Guardiã da Galáxia. Foto original. 15.02.23.

(Ou “Guardiã dos ovos de Dinossauro”!)

Outra pedra interessante no lugar:

“Ovni” / “Ovni pronto a descolar”!

Ovni. Foto original. 15.02.23.

E ainda...

Cai cai. Foto original. 15.02.23.

Cai? Cai?!

*******

Bons passeios campestres!

 

14
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (III).

Francisco Carita Mata

Enquadramento Arbóreo.

(As conversas são como as cerejas…)

No espaço enquadrante da antiga localidade, existem exemplares marcantes da flora típica da região Norte Alentejana. Que convém realçar. Alguns exemplares talvez remontem aos tempos em que o povoado era habitado. Muitos inserem-se nas ancestrais habitações incorporando-se nos muros, nas divisões habitacionais, nas antigas cozinhas, nos quartos.

O cicerone, Srº Aníbal Rosa, ao mostrar-me algumas casas, manifestou interesse em cortar alguns arbustos para que os visitantes possam apreciar melhor as casas.

(A propósito… Anteontem, domingo, o Primo António Carita, deu-me conhecimento de qual era a casa da nossa trisavó, localizada sensivelmente a meio da povoação. Pena, eu, à data da visita, dois de Fevereiro, não saber desse facto. Teria procurado e talvez o cicerone soubesse. Talvez em próxima visita possa desvendar o local. É natural que o Primo António saiba, pois a Mãe, Tia Maria Carita (1918 – 1997) foi viver, em jovem, para casa de Tia Maria de Sousa e de Tio Francisco Carita, filho da Srª Carita do Chamiço, “Personagem” principal desta(s) narrativa(s) sobre a antiga aldeia.)

Mas propusera-me abordar o coberto arbóreo. Mas isto das conversas…

Hesitei sobre que Árvore usaria para tutelar o postal. Se um Sobreiro ou um Carvalho. Gosto de ambas as fotos e as duas árvores, além de irmãs - “Quercus” – são emblemáticas do Norte Alentejano.

Optei pelo Sobreiro.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

A seguir, um Carvalho Negral.

Carvalho negral. Foto original. 02.02.23

Um bosquete destas árvores icónicas.

Carvalhos negrais. Foto original. 02.02.23

Um conjunto destas árvores, inseridas numa fenda de rochas junto ao desfiladeiro.

Carvalhos. Foto original. 02.02.23.

Talvez mais jovens que as anteriores ou mais raquíticas, devido à pobreza do solo, entre rochedos.

Um conjunto de Faias.

Faias. Foto original. 02.02.23.

Me disse o cicerone. Eu pensava que eram Choupos. A jusante da ponte.

Um emaranhado confuso de uma Romãzeira, ainda com romãs – apodrecidas - e Sanguinho.

Romãzeira e sanguinho. Foto original. 02.02.23.

Uma Figueira, inserida na estrutura de antiga habitação.

Figueira. Foto Original. 02.02.23.

Um Sobreiro supervisionando uma antiga rua.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

Atual caminho vicinal de gado lanígero.

Outro bonito enquadramento de dois sobreiros contextualizando um Olival.

Sobreiros. Foto original. 02.02.23

Há ainda um número razoável de Oliveiras nos terrenos.

E, porque, mesmo num contexto de passado, há quem pense no futuro: uma pequena Oliveira que o Srº Aníbal Rosa cuida e pensa proteger das ovelhas!

Oliveira. Foto original. 02.02.23.

E o último elemento vegetal que o senhor fez questão de me apresentar, questionando-me sobre que Árvore seria…

Pereira. Foto original. 02.02.23.

Uma Nogueira?!... Uma Tília?!... (Respondia eu.) À terceira é de vez… uma Pereira.

Sim, aquela pequena haste arbórea é uma Pereira. Que o senhor ali plantou. Prova de que, mesmo num contexto virado para o passado, há quem pense no Futuro!

E, por Futuro: É imperioso que várias Entidades se unam e operacionalizem a classificação da antiga “aldeia” do Chamiço, no seu conjunto, como “Monumento”, “Sítio Monumental” ou lá o que lhe queiram chamar.

 

 

02
Dez22

Árvore de Natal! Na minha Aldeia Natal!

Francisco Carita Mata

Porta da Casa-Museu – Aldeia da Mata

Árvore de Natal. Foto original. 01.12.22

Árvore de Natal: um modus operandi intencional

Um processo, um produto, um local de colocação propositado!

Esta Árvore de Natal foi idealizada, delineada, construída, decorada, colocada no local em que se encontra, obedecendo a uma certa intencionalidade.

Nos últimos anos, tenho colocado “Coroas de Natal” na porta da Casa-Museu, como forma de chamar à atenção precisamente para este valor patrimonial da “Aldeia”. (Aldeia, que no topónimo enquadra essa respetiva condição: aldeia. Acrescido “da Mata”, de que não se vislumbram sinais físicos de mata, mas que reportam para uma certa ancestralidade, quando essa mata terá existido!)

Este ano resolvi criar uma “Árvore de Natal”. E haverá Coroa?!

Árvore de Natal. Foto original. 01.12.22

Para ser afixada na porta a estrutura tinha de ser funcional. Daí a estruturação bidimensional. Ando há alguns anos a congeminar os materiais a utilizar. As canas verdes a servirem de base estruturante foi o material escolhido. Temos bastantes no “Vale de Baixo”. (Precisam ser desbastadas.) Não são difíceis de trabalhar. São fáceis de cortar, adaptáveis na forma - versus função. Ligadas com arame de alumínio, permitiram organizar a idealização da Árvore. Uma ideia base: triangular, sugestionando a estrutura do pinheiro – piramidal.

No topo, no vértice superior do triângulo, lá está a pinha mansa. Reportando-nos para a estrela, ícone da Árvore e do Natal!

E as ripas transversais, consolidando toda a peça, formando bases de vários triângulos, no conjunto e, parcelarmente, de trapézios. Nelas, ripas, incluí ramitos de árvores e arbustos autóctones: loureiro, símbolo da vitória; murta, símbolo da eternidade. Alecrim, porque sim e carvalho – quercus.

Todos estes elementos nos reportam para a ancestralidade, para a rusticidade, para a Natureza.

Os pequenos itens, pins de plástico colorido, sugestionam-nos a modernidade, a artificialidade tão comum, vulgaríssima nas habituais árvores do Natal!

E tenho dito! Se calhar julgo que disse muito e não disse nada.

O efeito da Árvore ficou interessante?! Resultou positivamente?! Ou não faz qualquer sentido?

Foi colocada no primeiro de Dezembro. Só podia ser! (A vizinhança já fez as decorações de Natal ainda em Novembro!) E ainda haverá coroa?!

A todas as Pessoas, Leitores ou não, Conterrâneos ou Forasteiros, os meus sinceros Votos de Feliz Natal!

 

31
Out22

Trabalhos no Ginásio (II) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Vale de Baixo. Espaços de limpezas. Ginásio IV. Foto original. 28.09.22

Já sabemos que em Aldeia da Mata há vários ginásios.

Há até vários Conterrâneos que têm ginásios idênticos aos meus.

Com esta narrativa pretendo esclarecer como tem sido este meu ginasticar há alguns meses.

O trabalho tem consistido na limpeza das valetas e dos muretes que bordejam a propriedade. As várias ações têm dependido das condições climatéricas. Durante as inclemências tórridas dos meses de Junho, Julho e Agosto, as regas foram uma constante diária, nos vários espaços: Quintais, de Cima e de Baixo, Chão da Atafona e Vale de Baixo. Ao final da tarde e ao princípio da manhã. Para além de outras atividades.

A valeta longitudinal, de sentido leste – oeste, foi sendo sujeita a trabalhos de limpeza de manutenção.

Murete Central. Vale de Baixo. Foto original. 30.09.22

O já referido murete central também veio sendo limpo. Em ambos os casos, fui raspando as ervas e silvas secas, afastando-as das paredes, deixando uma espécie de clareiras, de modo a evitar possíveis focos de incêndio. Estávamos nos meses da berra do calor e dos fogos que lavravam por esse país fora. Não fosse o diabo tecê-las.

Trabalho idêntico fiz no Quintal de Baixo, que ficou totalmente limpo e no Chão da Atafona, que limpei à volta do cabanal e junto à parede norte. As ovelhas fizeram o primeiro trabalho, primordial nesses meses de Verão. Posteriormente, fui fazendo montureiras que foram decompondo a matéria orgânica, formando estrume. A chuva caída no final do verão ajudou imenso nessa decomposição e, no final de Setembro, esses vegetais decompostos serviram de lastro para as árvores.

Voltando ao murete, da parte central do Vale de Baixo, que as fotos documentam.

Murete central visto de Leste. Foto original. 22.10.22

As silvas secas e a maioria das verdes foram cortadas e retiradas. Deixei alguns ramos de silvas verdes, sensivelmente ao nível do caminho, dado que o terreno está em cota inferior à azinhaga. Essas silvas servirão de suporte ao murete, que é muito antigo, e está muito desfalcado de pedras estruturais. As ameixoeiras silvestres libertei-as de todas as silveiras que as enxameavam. As videiras de embarrado, que trepavam pelas ameixeiras, encaminhei-as paralelamente ao muro, de forma a protegê-lo e impedir a hipotética entrada de animais a partir do caminho.

Plantei algumas árvores e arbustos ao longo do muro: espinheiros, loureiro, figueira, romãzeira e figueiras da Índia. Acrescentam vegetação a pequenas árvores que semeei no ano passado, algumas nascidas: loureiros, carvalhos. Pretendo formar uma sebe, preferencialmente de árvores autóctones, mas também exóticas. Coloquei ramos de figueiras da Índia em vários espaços. Crescem rapidamente, supostamente servirão de suporte às pedras do muro. Darão figos no futuro, nem saberei o que fazer a tantos figos! Também são plantas que aguentam as secas… tanto se fala em alterações climáticas… São alimento excelente para os ovinos, que se regalam com tal iguaria. Aliás, tenho de as proteger, para que o gado não as coma antes de se desenvolverem. Aparentemente só vantagens! Excetuando os picos.

Também semeei arbustos: espinheiros/pilriteiros/carapeteiros, tantos nomes tem esta planta! E espargos. Tenho feito espargueiras nos quintais, para não ter de andar a correr campos alheios. Já há espargos, e já colhi.

Neste mês de Outubro tem chovido. Abençoada chuva! Ainda precisamos mais.

*******

P.S.Este texto foi escrito para ser publicado no início de Outubro. Mas as minhas dificuldades com a net impossibilitaram tal facto. Acontece agora, na finalização do mês. Obrigado pela sua atenção, Caro/a Leitor/a. Saúde e Paz!

 

03
Abr22

Efeito das Poeiras do Sahara no Quintal: Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

A Roseira Rosa, após a Chuva sobre as Poeiras do Sahara!

Quintal de Aldeia da Mata.

Efeito das Poeiras no Quintal. Foto Original. 2022.03.26.jpg

Esta foto é de 26 de Março. Na sequência das chuvas, fracas, caídas sobre as poeiras provenientes do Deserto do Sahara, arrastando-as e depositando-as sobre as plantas, carros, telhados, casas...

Era preciso que chovesse mais. Para que os pós fossem efetivamente arrastados para o solo e levados pelas águas pluviais.

A Natureza também tem os seus quês e porquês. Os seus desastres e desgraças.

Não é preciso que seja o Homem a criá-los. As guerras, por ex.

Façam a Paz. Cessar Fogo. Negociações. Retirada das tropas invasoras!

A-Paz-não-a-guerra

 

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