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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

17
Out21

Sabe o que é uma Atafona?!

Francisco Carita Mata

E, já agora, uma Azinhaga?

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Não se admire se não souber o que é uma atafona. Eu próprio soube há bem pouco tempo. Quando resolvi ir procurar ao Dicionário, neste caso, a Lexicoteca.

Intrigava-me o termo. O que significaria? Julgava que seria um regionalismo, como é por ex. “Altemira”. Porque toda a minha vida ouvira nomear, chamar de “Azinhaga da Atafona”, o espaço, a rua, a travessa, atualmente designada por Travessa do Fundão”.

Consultei a Lexicoteca e esta informou-me do que transcrevo: 

"Azinhaga, s. f. (do Ár. az-zinaqa). Caminho estreito e rústico entre muros, sebes altas ou valados, fora dos povoados.

Atafona, s. f. (do Ár. at-tahuna, moinho). 1. Engenho de moer grão, movido manualmente ou por força animal. 2. Azenha. Andar numa atafona, andar numa roda-viva."

 In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I – 1985.

Azinhaga da Atafona em Maio. Foto Original. 2021.05.22.jpg

Interessante a resposta obtida.

Nunca conheci, em tal Azinhaga, qualquer engenho do tipo designado. Nem as Pessoas mais velhas da localidade alguma vez ouviram falar disso. Todavia tal não invalida que tivesse havido, em épocas transatas, algum tipo de azenha, moinho, do modelo descrito, em tal espaço ou nas proximidades.

(Todos conhecemos nas mais diversas localidades, aldeias, vilas ou cidades, designações de ruas, largos, espaços, travessas, reportando-nos para situações, casos, profissões, acontecimentos, cuja existência no presente não se verifica, mas de que persiste a memória ancestral, nos nomes atribuídos a esses lugares. Por vezes até foram substituídos por placas toponímicas diferentes, mas a designação antiga ainda perdura. Serão dezenas! Alguns em Lisboa, de que me lembro de cor: Campo de Sant’Ana, Campo de Santa Clara, Campo das Cebolas, Mouraria… Em Portalegre: Rua dos Canastreiros, Rua da Mouraria…

A toponímia tem particularidades muito interessantes. Na Cidade de Régio, lembro-me de dois nomes de ruas bem sugestivas. Já falei de “Rua da Paciência”. Também há “Rua da Amargura”. Um tema interessante a desenvolver: os nomes das Ruas.)

Muro do Quintal na Azinhaga. Foto Original. 2021.05.06.jpg

Voltando à “Azinhaga da Atafona”…

A respetiva designação sugere-nos, implicitamente, que em tempos mais antigos, “coisas de séculos”, terá por ali havido uma “Atafona”, um moinho de grão, movido por tração animal ou humana.

Que interessante teria sido se, quando batizaram a Travessa, a tivessem nomeado pelo nome por que sempre a conhecemos: “Azinhaga da Atafona”.

Mudar-lhe o nome de batismo outra vez?!

Não. Não julgo que seja para tanto. Apenas que fique registado o nome antigo pelo qual todos nós, os mais velhos, que temos mais de cinquentas, sempre conhecemos tal local.

Este postal apenas pretende isso. Para que a memória perdure!

Papoilas na Azinhaga. Foto original. 2021.05.22.jpg

As fotos além de ilustrarem o espaço da mencionada Azinhaga ou Travessa também apresentam um pedaço de mó antiga.

Pedaço de mó. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Esta mó “apanhei-a” bem perto da “Azinhaga”, este ano, num dos montes de pedras, que os javalis e as javalinas fossaram, nestas azáfamas em que eles têm andado este ano.

Mó composta em canteiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

(E sobre “Azinhaga”, não esquecer que é um nome conhecido mundialmente. Sim. Porque o único Nobel de Literatura Português, José Saramago, era natural de Azinhaga. Registe-se! É só consultar a net.)

Malmequeres na Azinhaga. Foto Original. 2021.05.06.jpg

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita saúde.

 

15
Out21

Luz e Encruzilhada de Sugestões!

Francisco Carita Mata

Lâmpada no poste e arranjo do “Cruzamento”!

A propósito de “Luz e Escuridão”, volto a escrever sobre o tema e reforçar os pedidos efetuados. Penso enviar este postal a Entidades competentes.

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Na 1ª foto, que titula este postal, observa-se o espaço fundamental, onde são necessários alguns pequenos melhoramentos, que beneficiarão todos os utentes que diariamente percorrem esses lugares.

Situa-se no final da “Travessa do Fundão”, antigamente designada por “Azinhaga da Atafona”.

É fundamental instalar uma lâmpada no poste situado junto ao quintal de Drº Agostinho.

Poste na Travessa do Fundão. Foto original. 2021.10.09.jpg

O espaço do final da Travessa do Fundão e o do “cruzamento” em que esta entronca com a “Azinhaga do Poço dos Cães” precisa ser arranjado de uma forma mais definitiva e durável.

Deixarem de colocar gravilha, conforme a 3ª foto ilustra, e usarem material mais consistente e duradouro.

Gravilha na Travessa Fundão. Foto original. 2021.10.09.jpg

Sugestões que faço:

No final da Travessa do Fundão, imediatamente antes do poste da eletricidade, instalar um escoadouro (calha / caleira), ligado a um cano subterrâneo, para escoar a água das chuvas, da referida Travessa e dos telhados das respetivas casas.

Cano subterrâneo que ligará até caleira já instalada no início da “Azinhaga da Fonte das Pulhas” / “Azinhaga do Porcosunho”.

Caleira Azinhaga Porcosunho. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Esse espaço de “entroncamento” deverá ser trabalhado com material mais duradouro. Sugiro alcatrão, porque penso ser material mais durável e resistente. Aquele “entroncamento” é diariamente utilizado.

No final desse espaço alcatroado, instalar outra caleira, para escoar as águas desse “entroncamento”. Caleira essa ligada ao mesmo cano subterrâneo, anteriormente referido.

Travessa Fundão e "entroncamento". Foto Original. 2021.10.09.g

O espaço da Travessa do Fundão que medeia entre a parte que está calcetada e a 1ª caleira mencionada, antes do poste, ficaria bem também calcetado. Mas a não ser possível, que seja também alcatroado.

Estas são as sugestões mínimas que tomo a liberdade de fazer. É fundamental a respetiva execução nestes mínimos. Penso que ganharemos todos com isso. Fiz apenas sugestões. Há certamente quem perceba mais do assunto do que eu.

Penso enviar ligação para este postal às Entidades competentes: Junta de Freguesia de Aldeia da Mata e Câmara Municipal do Crato.

"Entroncamento" e Araucária. Foto Original. 2021.10.09.jpg

(Esta última foto serve para localizar o "entroncamento", no contexto espacial da Aldeia. Fica situado a Norte da Araucária, um ícone da Povoação.)

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita Saúde!

 

13
Out21

Arranjo da valeta no “Vale de Baixo”

Francisco Carita Mata

A propósito de “Muita areia para a minha camioneta”!

Cano da valeta. Foto original. 2021.10.07.jpg

(A foto anterior ilustra o que eu já fizera.)

Obrigado é uma palavra muito bonita. Gosto sempre de agradecer.

E, por isso, estou grato à Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, pela forma expedita como responderam à minha solicitação.

Apresentara a situação diretamente, por mail; indiretamente, através do blogue, no postal “Muita areia para a minha camioneta”. Presencialmente, na 4ª feira, dia 06/10, antes da reunião semanal.

Houve concordância imediata, sem quaisquer entraves. Ficou combinado que 6ª feira, dia 08/10, pelas 8 horas, o funcionário adstrito a estas funções seria disponibilizado para a atividade.

E assim foi. Obrigado, também ao Srº Carlos, pelo desempenho da tarefa proposta. Houve sintonia entre todos os intervenientes.

Parabéns e Obrigado a todos: executivos e funcionários da Junta de Freguesia de Aldeia da Mata.

As fotos ilustram excertos do trabalho.

Intervenção da máquina. Foto original. 2021.10.08.jpg

A execução da tarefa pelo funcionário, com a máquina.

Execução da máquina. Foto original. 2021.10.08.jpg

O trabalho concluído pelo funcionário.

Trabalho concluído. Foto original. 2021.10.08.jpg

Foto da valeta antes da intervenção. Para comparação.

Valeta antes da intervenção. Foto original. 2021.10.07.jpg

Também houve trabalho subsequente com a minha intervenção e as minhas máquinas. Melhor, as ferramentas: enxada, sempre presente; o ancinho, a forquilha, a tesoura das sebes e a pá.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Com a enxada, o instrumento mais utilizado, retirei parte da areia, gravilha e terra, que ficou na valeta. Puxei para o exterior. Deixei um “parapeito” largo, de modo que a terra não volte à valeta quando chover.

Com o ancinho aliso essa terra, retirando as balsas cortadas, verdes e secas. As verdes que, a ficarem na terra, reverdecerão crescendo. As secas, para que o gado as não pise e não se magoe.

Junto-as em magote e com o ancinho e a forquilha, transporto-as para a parede, de modo que os javalis não atirem com as pedras do muro.

Com a tesoura de aparar sebes, corto ramos de silvas que a máquina não cortou, de modo que a parede vegetal constituída pelas balsas fique mais organizada.

Com a pá vou atirando alguma areia e terra que ficou acumulada em maior quantidade.

Sim, há muito trabalho que tem de ser feito manualmente.

Trabalho manual. Foto original. 2021.10.08.jpg

Mas este trabalho mais artesanal não poderia ter sido feito sem a intervenção da máquina.

Há um complemento de ambos. Trabalho mecânico e trabalho artesanal e braçal.

Daí o meu agradecimento. A Junta cumpriu o seu dever. Parabéns e Obrigado.

E um reparo para os Habitantes da Aldeia, Aldeões, como eu.

A imagem seguinte apresenta parte do lixo, em plásticos, latas e vidros, que encontrei na sequência da limpeza da valeta. Que encheu um vaso!

Lixo. Foto original. 2021.10.08.jpg

Reflita sobre isso. E coloque os lixos nos recipientes certos.

(Estas atividades executaram-se maioritariamente de manhã. Eu ainda voltei de tarde.)

E não posso deixar de frisar um reparo.

De tarde, constatei que no célebre “cruzamento” da “Azinhaga da Atafona” / Travessa do Fundão, com a “Azinhaga do Poço dos Cães” voltou a ser reposta gravilha.

Gravilha no cruzamento. Foto Original. 2021.10.09.jpg

E que significado tem tal facto?!

Que, quando chover, grande parte desse material escorrerá direito à célebre valeta, acabada de limpar. Não gostei.

O que fazer?! Isso será tema para futuro postal.

Haja Saúde! E, Obrigado!

 

01
Out21

Dia Internacional da Música 2021

Francisco Carita Mata

CATS: “Lembranças…

1 de Outubro de 2021

CATS musical.jpeg

Hoje, neste postal, estabeleço uma ligação para outro de Aquém-Tejo, com uma crónica sobre CATS. Espetáculo a que assistimos, no Campo Pequeno, vai fazer sete anos.

Que Saudades temos de assistir a um bom espetáculo musical.

Enquadro este postal em Apeadeiro. Poderia tê-lo estruturado em Aquém-Tejo e o tema que publiquei neste, tê-lo divulgado no Apeadeiro. Mas não me lembrei.

Ter dois blogues proporciona a vantagem de publicar dois postais no mesmo dia.

Coisas que tenho vindo a aprender, com outros e outras “colegas de ofício”!

A divulgação desta crónica, CATS, também me surgiu na sequência de postal de “Poetaporkedeusker”.

Este postal é uma lembrança do "Vale", onde para além da passarada, oiço o rumorejar do vento no canavial!

Canavial no vale. Foto original. 2021.07.21.jpg

Obrigado a todos/as. Muita Saúde.

 

28
Set21

Muita areia para a minha camioneta!

Francisco Carita Mata

Entupimento na valeta, no Vale. Trabalho de campo.

Questão Pertinente!

Cruzamento Azinhagas. Foto original. 2021.09.20.jpg

Neste blogue “Apeadeiro…”, bem como no “Aquém-Tejo”, já abordei o problema da erosão exercida pela força da água das chuvas, no “cruzamento” da “Azinhaga da Atafona” com a “Azinhaga do Poço dos Cães”.

Erosão Cruzamento. Foto original. 2021.09.20.jpg

As fotos documentam esse facto.

Azinhaga. Foto original. 2021.09.23. jpg

Sendo que as águas se deslocam pela força da gravidade, correm naturalmente para “baixo”. Transportando todas as areias mais grossas ou mais finas, os areões e os cascalhos. E para onde?!

Precisamente para uma valeta que corre no lado sul do “Vale de Baixo”.

Valeta e cano. Foto Original. 2021.09.21.jpg

Valeta que drena única e exclusivamente as águas provenientes da Localidade, provindas do Largo do Terreiro, com tudo o que isso representa. Lixo também. E as águas das referidas Azinhagas, que não estando calcetadas nem alcatroadas, mas cobertas de areão e gravilhas, materiais facilmente erodidos, os transportam para essa valeta. Que vão entulhando, impedindo a água de fluir.

Valeta. Foto original. 2021.09.21.jpg

As fotos documentam a situação.

Valeta III. Foto Original. 2021.09.21.jpg

No dia 21 de Setembro, último dia de Verão, na sequência de chuvadas fortes, na semana anterior, constatei que a valeta estava toda atulhada e o cano que escoa a água da Aldeia, praticamente entupido.

Ferramentas. Foto original. 2021.09.21.jpg

Pus mãos à obra, que não sou de ficar parado.

Peguei no carro de mão, para levar as ferramentas, enxada e ancinho e tesoura de aparar sebes para cortar o balsedo.

Valeta e ferramentas. Foto original. 2021.09.21.jpg

Limpei apenas a parte inicial da valeta. As fotos mostram fases do trabalho.

Mas é preciso continuar, porque a valeta continua entupida ainda mais uns metros abaixo.

E, eu, tenho de reconhecer, este trabalho já é “muita areia para a minha camioneta”!

Valeta. Ancinho. Enxada. Foto original. 2021.09.21.jpg

A foto seguinte, de 23 de Setembro, e na sequência de nova queda de chuva, bem chovida, como se costuma dizer, mostra a água a escorrer naturalmente pela parte da valeta arranjada.

Água correndo. Foto original. 2021.09.23.jpg

Agora, Caro/a Leitor/a, gostaria de deixar uma questão pertinente.

Atendendo que a mencionada valeta serve, única e exclusivamente, para escoar águas da Localidade e a gravilha, areia, lodo e lixo que a vai entupindo, também é proveniente dos espaços públicos, devo ou não requerer à Autarquia que venha limpar a valeta?

(Acresce que a Autarquia tem máquinas para o efeito e pessoal adstrito a essas funções.)

Obrigado pela sua atenção e votos de muita Saúde.

Sabugueiro. Foto original. 2021.05.02.jpg

(A última foto é de flor de sabugueiro, de planta precisamente junto a essa valeta.

É proveniente de Almada, na sequência de atividade que organizam na Primavera, em que trocamos lixo para reciclagem, por plantas. Ação que operacionalizam já há uma catrefada de anos. Mais de uma ou duas dezenas!)

Nota Final: Felicitar todos os eleitos para funções nas Autarquias: Freguesia e Concelho. Que trabalhem, em conjunto, para o bem da comunidade. Muita Saúde para todos.

 

 

 

 

18
Set21

Na minha Aldeia também houve arruada.

Francisco Carita Mata

Sim! Numa aldeia que também é Aldeia!

Aldeia. Foto Original. 2021.07.29.jpg

E na minha Aldeia, ontem, também houve arruada. Com o atual Presidente de Câmara.

A Mãe lembrou-lhe a limpeza das ruas… e dos quintais. Também aproveitei para enviar um mail a reforçar o pedido que já fizera a 25 de Junho. E reportar para os blogues.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.22. jpg

É preciso aproveitar estas ondas das eleições a ver se o pessoal se compromete. Que depois esquecem-se com facilidade.

Quintal. Foto original. 2021.07.29.jpg

Nesta euforia, anda tudo numa azáfama… Para não esquecer!

Quintal Aldeia. Foto original. 2021.07.29.jpg

Lixo e mais lixo é o que mais abunda por essas terras portuguesas. Muito, mas muito ou a maior parte, é da responsabilidade das pessoas, dos cidadãos.

Almada é por demais. (Lixos diversos, pontificando dejetos de cães.)

Na minha Aldeia os quintais de casas desabitadas, os terrenos circundantes da povoação a precisarem de limpezas, são um perigo entre tudo o mais.

Mas é só nas Aldeias?

Veja-se Almada, o Koi Park, entre o Fórum Almada e a A2. O mato e o lixo vêm até à saída da autoestrada. Zonas de imenso movimento diário, de gentes e carros. Situação que persiste há anos!

Responsabilidade dos particulares, proprietários. Sem dúvida!

Mas não agindo estes, qual o papel das Entidades Públicas?!

Têm ou não a obrigação de agir, de intervir?!

Têm, sim.

Como?!

Primeiro, notificando, avisando, genericamente.

Não vendo resultados, avisar e notificar especificamente, cada um dos infratores.

Não agindo estes, como é sua obrigação, os Órgãos Autárquicos podem intervir, substituindo-se aos particulares. Exigindo-lhes pagamento do trabalho efetuado.

Mesmo particulares, vizinhos, podem substituir-se aos prevaricadores, exigindo-lhes reembolso de despesas e trabalhos.

(Este ónus é sempre a parte complicada da questão.)

Esta boa e santa gente que não providencia as limpezas de quintais, campos próximos das localidades, parques e outras coisas que tais, são como os que se recusam às vacinas.

São um perigo público!

O que acha o/a Caro/a Leitor/a?! 

Obrigado pela atenção e votos de muita Saúde!

Sabugueiro. Foto original. 2021.05.02.jpg

 

 

17
Set21

Apeadeiro… e Topónimo

Francisco Carita Mata

O Topónimo de Aldeia da Mata

Aldeia. Vista Tapada das Freiras. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Apeadeiro, s.m. (de apear). 1. Lugar da linha férrea, geralmente sem estação, onde alguns comboios param apenas para deixar ou receber passageiros.”

“Aldeia, s.f. (do Ár. ad.-dai’a). 1. Pequena povoação rural, de poucos vizinhos, de menor categoria do que a vila.”

“Mata, s.f. (do Lat. matta). 1. Bosque cerrado; grande extensão de terreno onde crescem árvores silvestres.”

In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I e Vol II – 1985.

*******

E as fotos?

Sobre o Apeadeiro da Matta, onde durante mais de vinte anos me apeei de e para comboios, ainda não tenho nenhuma foto específica. Quando tiver oportunidade, tirarei algumas fotos para ilustrar postais.

Rosa do Apeadeiro. Foto original. 2021.05.22.jpg

Neste postal, documento com foto de uma rosa, gálica(?), de roseira que tenho no quintal, obtida a partir de bacelo de roseira, que havia junto à casa da guarda da passagem de nível. Enquanto houve comboios a circular na Linha do Leste e nas dezenas de Linhas que havia por este nosso País, as estações de comboio e respetivas passagens de nível estavam sempre floreadas.

Sobre Aldeia, duas fotos, de locais diferentes.

Uma vista, a partir do Caminho que leva à Baganha, Ribeira das Caldeiras e à Tapada do Sabugueiro e Ribeira da Várzea. Caminho percorrido milhares de vezes. Caminho centenário ou mesmo milenar. (Oliveira Milenar!)

Aldeia. Vista a partir do Caminho da Baganha. Foto Original. 2021.02.01.jpg

********

Vista a partir da Tapada das Freiras, entre a Fonte do Salto e a Fonte das Pulhas, a que inicia o postal.

*******

Neste blogue, “Apeadeiro da Matta”, irei citando postais de “Aquém-Tejo”, em que me debrucei sobre temas respeitantes a Aldeia da Mata.

Hoje, deixo a ligação para:

O Topónimo Aldeia da Mata.

*******

Termino com foto de "Despedidas de Verão". Que o dito está quase a abalar.

Despedidas de Verão. Foto original. 2020.10.04. jpg

Caro/a Leitor/a:

Como costuma designar a planta que oferece, espontaneamente, estas lindas flores?

 

12
Set21

A Caminho da Fonte das Pulhas

Francisco Carita Mata

Hoje, a proposta de passeio é à Fonte das Pulhas.

Fonte das Pulhas. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Sugestão: ir a pé. Faça essa caminhada, SFF. Pela sua Saúde. Bem sei que tem uma barreira um pouco difícil de subir, no regresso e exigente de cuidados a descer, na ida.

Mas vá. Com cuidados redobrados nessa zona.

Primeira recomendação: Não deixe qualquer lixo ou porcarias no caminho. Recomendação para todas as pessoas que percorrem esse caminho. Já bastam os javalis!

Muito menos nas redondezas da Fonte. Siga as recomendações do Srº João Guerreiro da Purificação, registadas em bonita quadra, num dos azulejos do singelo fontanário.

E, como "o caminho se faz caminhando…"

Azinhaga do Poço dos Cães. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Inicia-se junto à Igreja Matriz, vai descendo, sentido Sul - Norte, pela Azinhaga do Poço dos Cães, inflete-se para a esquerda, Oeste, pela designada Azinhaga da Fonte das Pulhas ou do Porcozunho, uma vez que se dirige aos dois locais, que ambos bordejam a respetiva Ribeira do Porcozunho. A fonte, na margem esquerda, a horta, na margem direita.

(Na imagem supra, a sombra do poste indica o caminho. Na foto, lado direito, porque esta foi tirada no sentido oposto.)

Caminhos marcantes e identitários de ancestralidade, percorridos pelos nossos antepassados, ao longo de centenas ou milhares de anos, comprovados, por ex., pelas oliveiras que os bordejam, de escala temporal milenar.

Interesse-se pela vegetação autóctone: Sanguinho

Sanguinho. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Observe a ação devastadora dos javalis

Ação dos javalis. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Colha amoras, se for no tempo delas.

Amoras. Foto original. 2021.07.21.jpg

Um ramo de loureiro, um raminho de alecrim, no regresso. Uns figos, mas não à hora do calor. Uns figos da Índia, se for capaz.

Caminho do Porcozunho. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Antes, beba água na fonte. Utilize o cocho.

Cocho. Foto original. 2021.07.08.jpg

Traga uma garrafa de água ou duas, se puder.

Aprecie a paisagem circundante.

Monte acima da Horta do Porcozunho. Foto Original. 2021.07.08.jpg

E, dir-me-á se é ou não é um passeio salutar! Haja Saúde!

E conseguiu ver as passadeiras ou alpondras ou poldras?!

E o nome: Fonte das Pulhas! Peculiar. O que estará na base deste nome?!

Agora, uma curiosidade literária. No livro “O Lugar das Árvores Tristes”, a Autora, Lénia Rufino, com ascendentes maternos na Aldeia, nomeia um lugar de ação da narrativa como “Fonte dos Pulos”. Será que se inspirou, de certo modo, nesta Fonte ou na Fonte do Salto?!

Fonte e margem esquerda da Ribeira. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Às Entidades competentes:

Organizem, estruturem passeios pedestres pelas Fontes

Por “Fontes, Passadeiras e Pontes…”

E aos passeantes ou utentes: Não deixem lixo. Não conspurquem o caminho!

Grato pela sua atenção!

 

11
Set21

A Luz e a escuridão!

Francisco Carita Mata

No Apeadeiro… Apeie-se, SFF!

 

Neste segundo postal em “Apeadeiro da Mata”, coloco uma ligação para o postal “Luz e Escuridão em “Aquém-Tejo”.

Azinhaga Atafona. Foto Original. 2021.05.22.jpg

Aí abordo algumas questões importantes que gostaria de ver resolvidas na “minha” Aldeia. Estão ilustradas com fotos. Neste blogue “Apeadeiro…” aonde passarão a figurar temáticas específicas sobre Aldeia, apresento outras fotos exemplificativas dos pedidos, sugestões, propostas efetuadas.

Quintal abandonado. Foto original. 2021.07.29. jpg

 

Obrigado pela sua atenção. Votos de muita e santa Saúde!

 

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