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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

18
Jan24

Habitação na Aldeia: o previsto aconteceu.

Francisco Carita Mata

Casa nº 96. Foto original. 11.01.23.

Aldeia da Mata: O “iminente” tornou-se eminente!

Casa nº 96. Foto original. 17.01.24.

A “Tempestade Irene” deitou abaixo uma casa na minha Aldeia. Na passada 3ª feira, 16 de Janeiro, perto das 23 horas. Na Rua Larga, que já foi “Rua das Flores”. O nº 96.

Pelo que ouvi na TV, houve 293 ocorrências no País.

Não que não me interesse pelo que se passa, em geral, no nosso querido e amado Portugal, mas este particular mais me preocupava.

Para estas situações tenho alertado as Entidades competentes, nomeadamente sobre este caso específico. Publiquei postal a 20 de Fevereiro de 2023 e enviei mails a 21.

Também telefonei nessa sequência. À data, responderam-me que “não estava iminente a queda”! Não estando “iminente”, em menos de um ano, tornou-se eminente!

Felizmente, “Graças a Deus”, ocorreu de noite, não passava ninguém, não circulava nenhum veículo, não havia carros estacionados.

Agora?!

Resolver a situação dos muros da casa limítrofe, a sul, porque estes, sim, ameaçam queda iminente. A Câmara tem meios técnicos e humanos para tratar do assunto.

(Se continua a chover, como agora, em que escrevo este postal, os muros até caem por si!)

As fotos, todas de minha autoria, documentam os factos.

1ª Foto: Excerto da frontaria da casa nº 96 - (11/01/23)

2ª Foto: Frontaria da casa nº 96, caída - (17/01/24)

Gosto muito da minha Aldeia, mas não gosto de ver o descalabro destas casas.

Sobre as casas defronte, nºs 81, 83 e 85, também tenho alertado, solicitado, intervenção. Nomeadamente a chaminé da casa do nº 81, altaneira, bonita, sim, mas perigosa.

Lado noroeste da Rua. Foto Original. 15.03.23

Outras fotos da casa nº 96

(Foto de 08/03/23, com o aviso da Câmara, após eu ter enviado mails a 21/02/23.)

Casa nº 96. Foto original. 08.03.23.

Foto da casa a 14/10/23:

Frontaria da casa nº96. Foto original. 14.10.23

Nestes últimos meses, nomeadamente com a invernada, as chuvadas e trovoadas, a degradação acentuou-se. Na noite de 16 de Janeiro aconteceu o que era prevísivel há mais de um ano e para que alertámos.

Foto da Casa caída e excerto nordeste da Rua Larga:

Lado nordeste da Rua e casa caída. Foto Original. 17.01.24

Casa nº 96, frontaria caída e proteção primária (17/01/24):

Casa nº 96. Foto original. 17.01.24.

(Consegue observar-se que as paredes são feitas de terra e pedras e é uma parede única para duas casas, que terão centenas de anos.)

Lado Nordeste da Rua Larga, com a proteção secundária da casa e da rua (18/01/24):

Casa nº 96 e Rua Larga. Foto original. 18.01.24.

Desejo que corra tudo pelo melhor e que as Entidades competentes resolvam o assunto o mais rápido e melhor que for possível.

Saúde e Paz! 

 

05
Ago23

Jornadas em Lisboa, Festa na Aldeia da Mata!

Francisco Carita Mata

Jornadas por essa(s) Lisboa(s), Festa(s) na(s) Aldeia(s)!

E… infelizmente, um Ocaso de realce!

Pôr do sol. Foto original. 04.08.23.

Enquanto, por “essas Lisboas”, decorrem as JMJ – Jornadas Mundiais da Juventude, na minha Aldeia vão decorrer as Festas de Verão.

Cartaz elucidativo:

Cartaz Festa Aldeia. Ago.23

Sobre as Jornadas e observando apenas pelo que a comunicação social nos mostra, revelam-se um acontecimento deveras impactante. Esse impacto observa-se, no agora, neste imediatismo de curto prazo… Para quem organizou, concebeu, acompanhou, estruturou, se inscreveu… esse impacto terá sido vivenciado já há algum tempo… Para quem as viveu, está vivendo presencialmente, nos variados modos possíveis, persistirá certamente no tempo… Ainda por muito tempo... Certamente para "sempre", nos tempos e nos lugares em que se viveram, se realizaram… Para quem as interiorizou, nos mais variados aspetos e circunstâncias, serão certamente uma marca, quiçá identitária, no seu Ser.

A nível de mensagens, de ideias e ideais veiculadas/os, de princípios dimanados, ressaltam uma grande positividade.

(Algo por demais visível, as notícias da guerra, das guerras sem fim à vista, foram relegadas para plano bem mais secundário.)

Não fui, nem poderia ir. Nem sou especialmente fã de multidões. Melhor, se puder, não me meto em multidões nem confusões. Mas, apesar dessa minha atitude natural, até gostaria de observar, não os eventos em si, mas cirandar um pouco pela(s) Lisboa(s), observando os efeitos destas Jornadas nos vários enquadramentos habituais da(s) cidade(s). Quanto mais não fosse, ter vagueado por Almada, aonde sei que acorreram muitos participantes, peregrinos…

(Gostaria de ter tido oportunidade de ter observado… presencialmente.)

Que os ideais das JMJ persistam na Humanidade. E que frutifiquem positivamente no Mundo!

E voltando à Festa na minha Aldeia... Que corra pelo melhor!

E… Caro/a Leitor/a, aí pela sua Terra também decorrem Festas de Verão?!

E… infelizmente, nova foto de um Ocaso de realce!!...

Pôr do sol. Foto original. 04.08.23.

Infelizmente??!!!...

 

20
Jun23

Rosa singela… Rosa complexa

Francisco Carita Mata

Rosa singela. Original. 04.06.23.

Rosa brava: Alma-Mater de Rosa elaborada.

Ontem, publiquei um postal sobre a Gulbenkian onde pontificava imagem de uma rosa, cuja variedade desconheço. Imagem dessa rosa já surgira, em anterior postal, ilustrando Poema de Camões.

Rosa Gulbenkian. Original. 04.06.23.

Dessa variedade de rosa, temos um exemplar, modesto, no quintal de cima, obtido a partir de semente, trazida precisamente do Jardim da Gulbenkian, talvez há cinco ou seis anos, bem antes da pandemia. (Trazer plantas de variados locais é uma das minhas manias!)

Neste roseiral da Gulbenkian, que ladeia a entrada principal da Fundação, a nordeste, observa-se que as roseiras resultaram de enxerto. Nestes casos, habituais em jardinagem e nas roseiras que disponibilizam os vendedores, há sempre um porta-enxerto de roseira brava – singela, normalmente da cor da roseira que se pretende enxertar.

As fotos documentam o facto. (Os porta enxertos, frequentemente, rebentam na base ramos bravios, muitos florescem e até chegam a criar frutos, contendo sementes.)

A foto titulando o postal é da rosa brava – singela. É lindíssima, na respetiva singeleza! (Também já apresentei fotos de outras roseiras bravas, da minha Aldeia.)

(Na minha opinião, em Portugal, jardim sem rosas não é jardim!)

Este postal, em Apeadeiro, pretende fazer a ligação com o postal de Aquém-Tejo. Também e muito especialmente para verificar um facto que ocorre em Aquém-Tejo, já há alguns meses e que explanarei em postal específico.

Porque será que os meus postais de Aquém-Tejo não figuram nas “janelas” das “tags” habituais?! “Últimos posts”, “Quotidiano”, “Opinião”, “Poesia”, “Natureza”, mesmo quando eu coloco estas “tags”, indexadas ao post!

(Em Apeadeiro os postais surgem sempre.)

Alguma aselhice minha, certamente!

Gostaria que a Equipa SAPO me pudesse ajudar.

Tentarei expor a situação em postal de Aquém Tejo. Obrigado.

 

26
Fev23

Os Gatos do meu Quintal (VII)

Francisco Carita Mata

São um espanto!

Uma fonte de narrativas, não fora eu comodista e me apetecesse ou me esforçasse por escrever. São quatro irmãos todos malhados. Cinzentos.

Gatos no quintal. Foto original. 20.02.23.

Agora, desde há poucos dias, julgo já saber distingui-los e até os batizei. Os três que estão na foto são diariamente patentes no Quintal de Baixo, local de amesendação, de recreio e descanso. (A dormida é no quintal do Ti Zé “Fadista”.)

Os mais escuros são gatos. A mais clara e maneirinha é uma gata. Chame-se Ricardina, personagem de romance.

Os manos são: Gil, o mais escurinho e delgado e o mais clarinho e um pouco mais encorpado, batizei-o de Bart. São dois grandes exploradores, daí a homenagem a Gil Eanes e a Bartolomeu Dias. Vão comigo, a correr, a saltitar, até à Ribeira do Porcozunho.

Gato na fonte. Gil. Foto original. 25.02.23.

Ontem, 25 de Fevereiro, só foi o Gil. Fomos até à Fonte das Pulhas. Serão aí uns quatrocentos ou quinhentos metros de ida e outros tanto de volta. Quase um Quilómetro?! Por aí, mais ou menos.

Gatos. Gil. Bart. Porcozunho. Foto original.

Hoje, 26/02/23, foram os dois manos. Mas, de manhã, só fomos até ao final do Vale, junto à “ETAR”. (Mas, de tarde, foram os dois comigo até à Fonte. Tiveram direito a mimo, junto ao portal da Tapada do Rescão e perto da fonte. “Com papas e bolos…”)

No regresso têm direito a dieta reforçada. Uns mimos! Ontem apenas o Gil usufruiu. Hoje ambos: Gil e Bart. No Quintal dou-lhes novamente. Que a mana – deles – Ricardina, também precisa de comer. E bem que comem. Mas a menina Ricardina acho-a um pouco alquebrada. Não sei…

Com esta prosa toda sobre os bichos, quero frisar que são animais silvestres. Com tudo o que isso representa. Nasceram em quintal abandonado, por aí circulam, por esses espaços decadentes, de dia e de noite. E são animais, acentuo! Não faço, nem partilho das confusões identitárias que por aí abundam, atualmente. Animais não são família!

Mas que se estabelece afetividade entre seres diferentes, de condição diversa, também é verdade. E há reciprocidade nesses afetos também é verdade! Mas, “cada macaco no seu galho, cada rato no seu buraco”. E parafraseando, cada gato no seu lugar!

Gatos no telheiro. Foto original. 17.02.23.

Mas vendo as fotos: Diga, SFF, se são ou não o máximo?!

Foto dos 4 irmãos:

Quatro gatos malhados. Foto original. 06.01.23.

(Esta foto é de 6 de Janeiro. O /A quarto/a elemento anda muito ausente. Não sei o que se passa!)

Saúde. Paz. E bons passeios. E Poesia!

 

25
Fev23

Estação Elevatória da ETAR de Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Algumas questões e sugestões pertinentes.

No lado sul do Caminho da Fonte das Pulhas, a seguir ao Vale do Meio, há uma estação elevatória da ETAR de Aldeia da Mata.

Essa estação elevatória não funciona muito bem. Há vários anos. Já dei disso conhecimento, por várias vezes, às entidades competentes, em Portalegre.

Cano da ETAR no vale de Baixo. Foto original. 20.12.23.

Ao não funcionar muito bem, “verte” águas para o “Vale de Baixo”, conforme a imagem anterior, evidencia. Esta situação ocorre quando chove um pouco mais. Foto de 20/12/23, “Dia das Cheias”.

O que está errado nesta situação não é propriamente o facto de, havendo mais chuva, a estação elevatória não conseguir  elevar toda a água para a ETAR, que fica noutro local da povoação, junto à ponte da Ribeira das Pedras. Embora esta situação também não devesse ocorrer.

O que está completamente errado é esse cano ter sido ali colocado, quase sub-repticiamente, muito escondido, sem terem pedido autorização a meu Pai, nem à minha Mãe, nem a mim. (Embora eu, à data em que a ETAR e a estação elevatória foram construídas, não estivesse tanto tempo na Aldeia, como agora.)

Desta situação também já dei conhecimento.

Veículo. Foto original. 20.12.23.

No dia 20/02/23, 2ª feira, foram limpar a estação elevatória, utilizando o veículo documentado nas fotos. Devido à respetiva dimensão e tubagens que leva, a Azinhaga foi devidamente limpa e as árvores com ramagens sobre o caminho foram cortadas. O que foi ótimo. A Azinhaga ficou com espaço que parece uma “Avenida”! (Passe o exagero, claro.)

Azinhaga. Foto original. 19.02.23.

(Obrigado à Junta de Freguesia e respetivos funcionários.)

Questiono: A vinda daquele veículo foi uma situação pontual ou passará a ser habitual?! (Como sabemos, o sistema de limpeza da estação elevatória não funciona muito bem.)

Veículo. Foto original. 20.02.23.

Nova questão: Se essa situação da ida e volta daquele veículo se tornar regular, o que poderá acontecer à estrutura do caminho nomeadamente na parte central do Vale de Baixo, dado que é mais frágil?! Aguentará?! (A ver vamos.) Manifesto, desde já, a minha preocupação.

Azinhaga. Foto original. 19.02.23.

Outra questão, já referenciada: E o tubo que “verte” águas no vale?!  O que fazer?! (…) (Quando escrevo “verte”, é porque também manda algum lixo!)

(Questão anexa, que não me dirá respeito tão diretamente: A localização da estação elevatória, embora se compreenda, não foi devidamente salvaguardada com espaço para os técnicos, que fazem a manutenção, terem possibilidade de fazer inversão de marcha quando ali se deslocam.

Questiono-me porque, à data, não adquiriram terreno contíguo à instalação, para estacionamento e respetivas manobras dos carros dos técnicos. Agora, ainda mais necessário haver esse espaço.

Se não arranjaram esse estacionamento, porque não pensam nisso atualmente?!)

*******

Veículo. Foto original. 20.02.23.

Destes assuntos darei conhecimento às entidades competentes.

*******

Grato pela atenção. Saúde e Paz, que tarda!

Caminho Fonte das Pulhas. Foto original.19.02.23.

E bons passeios.

 

14
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (III).

Francisco Carita Mata

Enquadramento Arbóreo.

(As conversas são como as cerejas…)

No espaço enquadrante da antiga localidade, existem exemplares marcantes da flora típica da região Norte Alentejana. Que convém realçar. Alguns exemplares talvez remontem aos tempos em que o povoado era habitado. Muitos inserem-se nas ancestrais habitações incorporando-se nos muros, nas divisões habitacionais, nas antigas cozinhas, nos quartos.

O cicerone, Srº Aníbal Rosa, ao mostrar-me algumas casas, manifestou interesse em cortar alguns arbustos para que os visitantes possam apreciar melhor as casas.

(A propósito… Anteontem, domingo, o Primo António Carita, deu-me conhecimento de qual era a casa da nossa trisavó, localizada sensivelmente a meio da povoação. Pena, eu, à data da visita, dois de Fevereiro, não saber desse facto. Teria procurado e talvez o cicerone soubesse. Talvez em próxima visita possa desvendar o local. É natural que o Primo António saiba, pois a Mãe, Tia Maria Carita (1918 – 1997) foi viver, em jovem, para casa de Tia Maria de Sousa e de Tio Francisco Carita, filho da Srª Carita do Chamiço, “Personagem” principal desta(s) narrativa(s) sobre a antiga aldeia.)

Mas propusera-me abordar o coberto arbóreo. Mas isto das conversas…

Hesitei sobre que Árvore usaria para tutelar o postal. Se um Sobreiro ou um Carvalho. Gosto de ambas as fotos e as duas árvores, além de irmãs - “Quercus” – são emblemáticas do Norte Alentejano.

Optei pelo Sobreiro.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

A seguir, um Carvalho Negral.

Carvalho negral. Foto original. 02.02.23

Um bosquete destas árvores icónicas.

Carvalhos negrais. Foto original. 02.02.23

Um conjunto destas árvores, inseridas numa fenda de rochas junto ao desfiladeiro.

Carvalhos. Foto original. 02.02.23.

Talvez mais jovens que as anteriores ou mais raquíticas, devido à pobreza do solo, entre rochedos.

Um conjunto de Faias.

Faias. Foto original. 02.02.23.

Me disse o cicerone. Eu pensava que eram Choupos. A jusante da ponte.

Um emaranhado confuso de uma Romãzeira, ainda com romãs – apodrecidas - e Sanguinho.

Romãzeira e sanguinho. Foto original. 02.02.23.

Uma Figueira, inserida na estrutura de antiga habitação.

Figueira. Foto Original. 02.02.23.

Um Sobreiro supervisionando uma antiga rua.

Sobreiro. Foto original. 02.02.23

Atual caminho vicinal de gado lanígero.

Outro bonito enquadramento de dois sobreiros contextualizando um Olival.

Sobreiros. Foto original. 02.02.23

Há ainda um número razoável de Oliveiras nos terrenos.

E, porque, mesmo num contexto de passado, há quem pense no futuro: uma pequena Oliveira que o Srº Aníbal Rosa cuida e pensa proteger das ovelhas!

Oliveira. Foto original. 02.02.23.

E o último elemento vegetal que o senhor fez questão de me apresentar, questionando-me sobre que Árvore seria…

Pereira. Foto original. 02.02.23.

Uma Nogueira?!... Uma Tília?!... (Respondia eu.) À terceira é de vez… uma Pereira.

Sim, aquela pequena haste arbórea é uma Pereira. Que o senhor ali plantou. Prova de que, mesmo num contexto virado para o passado, há quem pense no Futuro!

E, por Futuro: É imperioso que várias Entidades se unam e operacionalizem a classificação da antiga “aldeia” do Chamiço, no seu conjunto, como “Monumento”, “Sítio Monumental” ou lá o que lhe queiram chamar.

 

 

12
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (II)

Francisco Carita Mata

Enquadramento(s), Contexto(s) e Sugestão!

Na sequência de postal anterior, com fotos de alguns monumentos específicos desta antiga aldeia abandonada, continuo a documentar aspetos do enquadramento paisagístico do ancestral povoado, em que familiares Carita viveram, até meados do século XIX.

Entroncamento de caminhos: antigas ruas da povoação, com partida da ermida.

Caminhos / Antigas ruas. Foto Original. 02.02.23.

Barragem

Barragem. Foto original. 02.02.23.

Obra recente, construída para servir de reserva à barragem de abastecimento de água ao concelho do Crato. Observa-se, ao fundo, a estrutura para a respetiva captação. Entretanto, o paredão rebentou.

Foi construída em terrenos expropriados ao Primo João Carita, segundo ele me informou muito recentemente. (Também trineto da senhora Carita, ainda aí tem um pequeno chão, à venda.)

Imagens do desfiladeiro da Ribeira do Chamiço...

Desfiladeiro I. Foto Original. 02.02.23.

...a montante do moinho e da ponte.

Desfiladeiro II. Foto Original. 02.02.23.

Excerto de antiga pedreira, na margem direita da ribeira, junto ao desfiladeiro.

Pedreira. Foto Original. 02.02.23.

Pedras mastodontes, também na margem direita, a nordeste do alcantilado anterior.

Pedras mastodontes. foto original. 02.02.23.

Nova perspetiva do alcantilado desfiladeiro.

Desfiladeiro. Foto original. 02.02.23.

Outra perspetiva da barragem.

Barragem. Foto original. 02.02.23.

Portal para propriedade do Srº Aníbal Rosa, o cicerone da visita guiada.

Portal. Foto original. 02.02.23.

Não visitámos, porque ele não tinha a chave do portão.

(Terá sido neste “monte” que habitou a Tia Rosária Carita nos anos sessenta?!)

Última foto: estrutura moderna de apoio às festas e romarias que se realizam em homenagem a Santo Isidro.

alpendre. foto original.02.02.23

No mês de Maio?! (Hei-de saber!)

Apesar de ser uma antiga localidade, extinta, há sempre quem, no presente, reviva o passado. E acredite e projete o futuro!

Finalizando, um apelo / sugestão deixo:

É importante que várias entidades se organizem para classificar globalmente o Chamiço como um Conjunto Monumental. (Independentemente de partidos, as várias Juntas de Freguesia das proximidades, a Câmara Municipal, os Organismos que tutelam as questões culturais e patrimoniais. Da região e nacionais. É Imperioso que tal se estruture!)

 

05
Fev23

Visita à “aldeia” do Chamiço (I):

Francisco Carita Mata

Em boa hora fomos…

Ponte antiga. Foto original. 02.03.23.

Conforme referi em postal de 03/02/23, em Aquém- Tejo, fui à “aldeia” do Chamiço, mais o Amigo Casimiro. (Filho do Ti Marcelino e afilhado de Dona Maria Águeda, já mencionada em Aquém-Tejo com trabalhos poéticos, também inseridos em “De altemira fiz um ramo”!)

Em boa hora fomos e em melhor voltámos.

Na sua carrinha, seguimos pelo caminho vicinal que parte da estrada Crato – Monte da Pedra, após a passagem de nível do Ramal de Cáceres, já perto de Monte da Pedra, na direção Leste. No local onde estão próximas as antenas das telecomunicações e onde houve, não sei há quantos anos, uns pinheiros mansos. (A Oeste, uns eucaliptos que por lá estão há mais de sessenta anos!)

Seguimos nessa direção do nascente, até ao povoado em ruínas. Esse caminho vicinal está em muito mau estado, como consequência das chuvas constantes deste Outono. E tem de se atravessar a Ribeira do Chamiço, à data, ainda com alguma água, mas que a carrinha transpôs.

Antiga igreja. Foto original. 02.03.23.

Chegados ao local do antigo povoado, a ancestral igreja é o primeiro edificado presente e o único reconstruído. Harmoniosamente branca, combinando com o azul ferrete do rodapé, realça  a colina suave em que se insere, mantendo a forma primitiva, conforme se pode verificar em fotos antigas em que estava em ruínas.

No espaço fronteiro, a norte, restos de um antigo monte, casa de habitação, espaço territorial murado e fechado por portão. (Parada, uma camioneta de caixa aberta, vidros das portas igualmente abertos.)

Ó pessoal!? Ó gente!? Há alguém?! Gritei eu, pois haveria alguém por perto, confiante e de confiança, pois deixara tudo aberto.

Caminhos. Antigas ruas. Foto Original. 02.03.23.

Do lado sul, rua antiga da aldeia, atualmente caminho vicinal, fechado por portão, provieram dois homens, parecendo pai e filho, a quem nos dirigimos. O Amigo Casimiro conhecia o mais novo. Eu apresentei-me.

Feitas as apresentações, explicitados os objetivos, o senhor mais novo, espontaneamente, ofereceu-se para nos mostrar o antigo povoado, em cujo território tem duas propriedades, onde cria ovelhas.

Mas quem é este indivíduo que tão gentilmente se disponibilizou para ser nosso cicerone?! Em boa hora o fez e em boa hora nós fomos, nesse dia e nessa tarde, visitar o Chamiço.

Chama-se Aníbal Rosa e tem ascendentes em Aldeia da Mata. A sua avó chamava-se Francisca Rosa - nome bonito - e era da família da senhora Perpétua Farinha.

Antigo moinho. Foto Original. 02.02.23.

Revelou-se um guia de excelência, levando-nos a conhecer os vários cantos e recantos da antiga aldeia, alguns verdadeiros monumentos extraordinários. Os nossos agradecimentos, pois eu e Mestre Casimiro, não conhecendo o local, talvez ficássemos com muito por ver ou, pelo menos, com muito mais dificuldade chegaríamos aos locais adequados.

.Levadas da água para moinho. Foto original..02.02.23.

Com o que vi “claramente visto”, o que pude observar e fotos que tirei, fiquei com material para criar vários postais.  Irei publicando nos blogues, de modo a dar a conhecer tão interessante povoação antiga, cujo Património necessita ser devidamente trabalhado e salvaguardado.

Forno comunitário. Foto original. 02.02.23.

Aqui deixo o meu apelo às Entidades competentes.

Ponte antiga. Foto original. 02.02.23.

Neste postal nº 123, de Apeadeiro, coloquei fotos de:

Antiga ponte,

Igreja,

Cruzamento de antigas ruas,

Antigo moinho,

Levadas de água para o moinho,

Forno comunitário,

Ponte.

Muitas fotos ficam por publicar. Muita coisa por contar, para além do contado!

*******

Se visitar, respeite o local. Não destrua. Não deixe lixo, S.F.F. Obrigado!

 

14
Jan23

A Ponte da Ribeira das Pedras – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Ponte lado oeste. Foto original. 21.12.22.

(Pós – Cheias)

Revisões – Manutenções – Reparações – Alargamento: Alvitres!

Volto a escrever sobre as cheias. Sobre as suas consequências. Sobre a Ribeira das Pedras e a respetiva ponte. Sobre possíveis, prováveis, necessárias obras. De curto e de longo prazo. Sugestões, alvitres a quem de direito e obrigação!

Já escrevi, em postais anteriores, sobre a necessidade de a ponte da Ribeira das Pedras precisar de obras de manutenção. Muito antes de imaginar, conjeturar hipotéticas, na altura improváveis, cheias. Vivíamos em tempos de seca e não se falava ou vislumbrava outra coisa!

Agora, após as cheias de 13 e de 20 de Dezembro, mais necessárias se perfilam as reparações e manutenção das pontes. (Já o frisei face à ponte da Ribeira do Salto.)

A 1ª foto, de 21 de Dez., documenta o lado de jusante / Oeste da ponte.

É por demais visível essa necessidade. É só olhar e ver!

A 2ª foto, de 15 de Dez., entre as duas cheias, evidencia como a ponte precisa de ser alargada e como pede que, através desse alargamento, se equacione o desaparecimento da respetiva curvatura.

Estrada e Ponte da Ribeira das Pedras. Foto Original. 15.12.22.

Alargamento da ponte, a montante, de modo que a estrada, a sul e norte, se processe, o mais possível, em linha reta.

Nesse alargamento, melhoria, deverá ser tido em conta que a ponte, num contexto de cheias, funciona como uma barragem. A 3ª foto evidencia o facto.

Ribeira das Pedras. Cheia. Foto original. 20.12. 22.

Tem apenas três arcos, no lado sul e, a norte, o paredão e o parapeito impedem o escoamento das águas. Um quarto arco ou mesmo quinto não destoariam no conjunto da ponte.

Estas serão, obviamente, obras de longo prazo. Ou apenas sementes, ideias, lançadas ao vento…

De curto prazo, para além das revisões, verificações das estruturas da ponte, é imprescindível a reparação dos parapeitos.

E um alvitre meu: porque não fazer algumas aberturas nos parapeitos, de modo a processar um melhor escoamento das águas em tempos de cheias?!

Dir-me-á: mas quando virão as próximas?! Mais de meio século?! Nem nós cá estaremos, nem vale tanto investimento em terra tão pequena!!?!

Respondo eu: Pois… é tudo para as Lisboa(s)… em que se gastam milhões com metros do Metro e se anda numa ciranda, há meio século, a gastar balúrdios com estudos de aeroportos e aeroportos! E outras coisas mais…

Relativamente às Lisboas… é preciso descentralizar e isso começa, por certas obras de envergadura serem realizadas fora do concelho.

(Quanto ao aeroporto… Beja! Daqui a cinquenta anos é já ali!)

 

09
Jan23

As Cheias: o depois, o durante e o antes…

Francisco Carita Mata

A Ponte da Ribeira do Salto.

(Efeitos das Cheias)

Quando escrevi este postal, ontem, domingo, oito de Janeiro, esteve ainda a chover. Que São Pedro não se esqueceu de nós, tantos anos temos andado a pedir chuva, que a seca nunca mais acabava… Pois, agora, já estamos fartos! Tanta encomenda fizemos, que o Santo está a dar despacho a tudo, que não sabemos quando acabam as cheias e começa outra vez a seca. Uma seca! Ou não há fome que não dê em fartura! (Hoje, 09/01/22, 2ª feira, o tempo melhorou. Está sol, já fui às ribeiras e aos campos, passear e fotografar. Mas não são essas fotos que publico, ainda.)

Antes de continuar, convém frisar que as pontes depois destas toneladas e toneladas de águas furiosas arremessadas às respetivas estruturas, aos arcos, aos parapeitos, precisam de uma revisão técnica, por profissionais competentes.  Para além dos arranjos inerentes, claro! Mas isto toda a gente sabe, infere, deduz. Estou eu prá ‘aqui a pregar padre nosso ao vigário…!

(Já por diversas vezes estive junto à ponte referida, mas ainda não me atrevi a atravessá-la! Hoje também não, apesar de já estar devidamente sinalizada de perigo.)

As imagens pretendem sequenciar uma narrativa sobre a ponte, mostrando os efeitos das enxurradas. A do Salto parece que levou uma sova de todo o tamanho, tal o aspeto com que ficou!

Foto de 22 de Dezembro, tinham estado os funcionários da Junta a queimar uns troncos e ramos que estavam a montante. Ainda corria razoavelmente.

Ponte do salto. Foto original. 22.12.22.

Foto de 30/12/22, também do lado de montante, já correndo muito menos.

Ponte do salto. Foto original. 30.12.22.

Imagem de 20/12/22, dia da Cheia, de tarde, depois das 16h.

Cheia na Ribeira do Salto. Foto Original. 20.12.22

(A estrutura completamente submersa, observando-se o efeito cascata, derivado da obstrução provocada pela ponte.)

E para comparar com a situação anterior, relativamente próxima temporalmente, fotos de 23 de Setembro. Situação completamente diferente, quanto ao caudal da Ribeira. Corria um fiozinho, parte proveniente da Fonte, que corre todo o ano uma água excelente e também da ETAR, situada a montante do Salto e a jusante da ribeira das Pedras, de que falaremos noutro postal. (São fotos originais, mas não de minha autoria.)

Estrutura da ponte, a montante

Ponte do Salto. Foto original. 23.09.22.

Perspetiva da estrutura da ponte, a jusante

Ponte do Salto. Foto original. 23.09.22.

(Esta Ponte é um monumento singelo, rústico, tosco, mas perspetiva um sentido muitíssimo prático e inteligente na respetiva construção. Uma Obra de referência e Monumento notável, face aos diversos condicionalismos e contextos. É só observar bem as fotos!

Tradicionalmente, supõe-se, refere-se, ser de origem romana. Inspirada no conceito das respetivas pontes foi certamente, que existem várias pela região norte alentejana. E esta inspira-se nessas pontes, nomeadamente no arco. Todavia, não atinge a perfeição daquelas de que se tem a certeza do facto de serem romanas. A de Vila Formosa, por ex.

Por outro lado, surpreende-me que nas Memórias Paroquiais, tanto nas de 1758, como nas de 1747, a ponte não venha referenciada.

Mas isso poderá não querer dizer absolutamente nada.)

E o fio de água, que mal se percebe, a montante, na mesma data: 23/09/22.

Ribeira da Fonte do Salto. Foto original. 23.09.22.

Bons passeios, que o tempo parece melhorar.

(Hoje ainda quero ir trabalhar nos quintais.)

E lembrar-me que, em Setembro, andámos por debaixo da ponte, atravessando de montante para jusante!

 

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