Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

20
Dez21

Despedidas Outonais: Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Dezembro 2021. Outono, quase, quase Inverno!

(Árvores com História!)

O Outono termina amanhã, iniciando-se sequencialmente o Inverno. (Esta é uma das tais verdades…)

Em termos de tempo meteorológico, o Inverno, de facto, iniciou-se hoje. Chuva… Chuva…e que falta fazia. Frio, vento, tempo invernoso, que também faz parte da ementa. Ontem, no regresso da passeata ao Miradouro, na “Cidade de Régio”, já sol-posto, o vento apresentava-se forte, frio e feio. Anunciava a chuva, chamava o Inverno. Ele aí está, embora só amanhã ele “marque o ponto” oficialmente.

As fotos ilustram “Despedidas Outonais”, de Árvores, no “Vale de Baixo” e na “Tapada das Freiras”. Em Dezembro, ainda Outono, quase Inverno.

Chorão:

Chorão no Vale. Foto original. 2021.12.12.jpg

Árvore plantada por mim, a partir de bacelo que trouxe do Parque da Paz - Almada.

Carvalho Roble ou Alvarinho:

Carvalho roble ou alvarinho. Foto Original. 2021.12.12.jpg

Obtido a partir de semente que trouxe também de Almada. Semeei a bolota num vaso. Germinou. Cresceu. Com três ou quatro anos, transplantei-a para o local onde se encontra.

Ambas as árvores anteriores estão plantadas no “Vale de Baixo”.

Aroeira:

Aroeira. Tapada das Freiras. Foto Original. 2021.12.12.jpg

Planta autóctone, nascida espontaneamente, na "Tapada das Freiras".

Carvalho Negral:

Carvalho Negral. Tapada das Freiras. Foto original.2021.12.12.jpg

Também autóctone. Nascido certamente também de forma espontânea na "Tapada das Freiras".

Imagem icónica:

Aldeia. Torre Sineira. Araucária. Foto original. 2021.12.12.jpg

Vista da Aldeia, com a Torre sineira da Igreja Matriz e a célebre Araucária. E o Chorão! E uns raminhos de Oliveira. E outras árvores.

Adeus Outono! Viva o Inverno!

Um Santo e Feliz Natal!

 

16
Nov21

Pote da Fortuna e Paisagem circundante!

Francisco Carita Mata

Paisagem primaveril. Foto original. 2021.04.02.jpg

Paisagem relevante enquadrando uma obra de “trash art”!

Tapada. Vista para a Ribeira. Foto original. 2021.04.02.jpg

Em “Aquém-Tejo”, publiquei um postal peculiar sobre “Trash Art”, em plena Natureza.

Azinheira centenária. Foto original. 2021.04.02.jpg

A partir de um comentário de "Maior de Sessenta", que relaciona essa “instalação artística” com outras semelhantes espalhadas pelos mais diversos locais, referi que esse “objeto artístico” está enquadrado num contexto paisagístico deveras interessante.

Espinheiro. Cabras. Foto original. 2021.04.02.jpg

É esse acervo documental que apresento neste postal em “Apeadeiro”.

As fotos são de dois de Abril, deste ano. Um contexto de tempo bastante diferente do atual: Primavera - Outono!

Mas as paisagens enquadram o local onde está o célebre "Pote"!

A flor seguinte, de um lírio campestre (?), estava bem próxima do dito cujo.

Lírio campestre. Foto original. 2021.04.02.jpg

Tal como o muro que se segue.

Muro tradicional. Foto original. 2021.04.02. jpg

Muros destes são para preservar. Contrariamente a outros que são de destruir.

Observe as técnicas construtivas com escassos materiais e todos naturais.

E estas "meninas", "Cabras Sapadoras" eram presença habitual no espaço.

Cabras sapadoras. Foto original. 2021.04.02.jpg

E nem imagina a sonoridade dos chocalhos! Gravei, mas não consigo transpor para o blogue.

Espero que tenha apreciado as paisagens. E Obrigado!

 

12
Nov21

As Passadeiras do Porcosunho! (Porcos unho?!)

Francisco Carita Mata

Sabe o que são Passadeiras, Poldras ou Alpondras?!

Passadeiras Porcozunho. Foto Original. 2021.10.31.jpg

Consultemos a nossa Lexicoteca:

«Alpondras, s.f. pl. (de a+poldras). Pedras que se colocam umas a seguir às outras num rio, de modo a unir as margens e a permitir, consequentemente, a passagem do mesmo a pé enxuto. Pag. 169. Vol. I

Passadeira, s.f. (de passar).1. Alpondras. Pag. 499. Vol. II

Poldras, s.f. pl. (corr. de alpondras). Pedras de passagem, entre as margens de um ribeiro; o m. q. alpondras. Pag. 652. Vol. II»

In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I e Vol II – 1985.

*******

Passadeiras Porcosunho. Foto original. 2021.10.31.jpg

Neste postal, interrompemos, de certo modo, o ciclo das Fontes, a que voltaremos mais tarde, e apresentamos documentação sobre o título em epígrafe.

No final do mês de Outubro, coincidente também com o final de semana, dias 29, 30 e 31; sexta, sábado e domingo, choveu no Norte Alentejano.

De modo que, revivendo uma tradição infantil, no domingo, trinta e um de Outubro, ainda a chuviscar, resolvi ir à Ribeira do Porcosunho (Porcos unho?!), a ver como corria a Ribeira. A Ribeira que contorna a Aldeia é sempre a mesma. Chama-se, oficialmente, Ribeira de Cujancas. Mas, nos territórios próximos da povoação, adquire diferentes nomenclaturas, conforme os locais por onde passa perto da localidade. No sítio junto à Fonte das Pulhas, situada na respetiva margem esquerda, designa-se “Ribeira do Porcosunho”. Que nome intrigante(!) Na margem direita tem a “Horta do Porcosunho”.

As fotos exemplificam as respetivas passadeiras, singelos “monumentos” ancestrais. Nalgumas localidades, afirmam que as existentes nas respetivas ribeiras, remontam à época romana.  A água corrente, resultante das chuvadas. Olhando as margens com atenção, observa-se que terá corrido maior caudal.

A Fonte das Pulhas e o leito da Ribeira.

A Fonte e a Ribeira. Foto Original. 2021.10.31.jpg

Barrento, como resultado das chuvadas. E um saco azul! De lixo! Ainda se fosse dos outros…sacos azuis!

Caro/a Leitor/a, espero que tenha apreciado. Obrigado!

 

10
Nov21

Fonte da Bica: Quadras de J. Guerreiro da Purificação

Francisco Carita Mata

Fonte da Bica. Estrutura base. Foto original. 2021.07.09.jpg

«Fonte da Bica»

 

«Com paciência de velhinha

A transparecer de contente

Vens com a água fresquinha

Matando a sede à gente.

 

És rainha dos segredos

Das fontes da nossa terra

Também tens fama de medos

De há muito a esta era.

 

Humilde fonte da bica

Cercada de olivais

Quem te esquece, a dever fica,

Quem não te esquece, dá ais.

 

Ninguém sabe agradecer

As muitas sedes que mataste

Quem sabe se alguém ao beber

Alguma vida salvaste.

 

Os filhos da nossa terra

Que longe ganham seu pão

Lembram-se bem como era

Beber água na mão.

 

É lindo e tem sentido

Esta maneira de beber

Mas a dor fica contigo

Se alguém te vai esquecer.

 

Se bebo a tua água

Renasce-me a minha vida

De contente volta a mágoa

Ao lembrar a despedida.

 

Tens o Ribeirinho, por namorado,

Que te beija a toda a hora

E lá em cima o povoado

Zelando-te pelo tempo fora.

 

Nas noites quentes de verão

Com rouxinóis a cantar

Enche-nos de alegria o coração

Beber da tua água ao luar.

 

A fama dos teus medos

Que há muito de ti vem

Já não seriam segredos

Se não os guardasses tão bem.»

 

In. “ANTA” - Poesias. Pag. 19 - De João Guerreiro da Purificação. Aldeia da Mata – 1992.

 

Fonte da Bica. Aspeto Geral. Foto Original. 2021.07.09.jpg

P.S. – Com este postal, continuo na divulgação de Património de Aldeia da Mata.

Material: as Fontes, neste caso, a da Bica.

Imaterial: Poesia, de João Guerreiro da Purificação.

Espero que tenha gostado, Caro/a Leitor/a.

 

 

09
Nov21

Fonte da Bica: Fotos Gerais.

Francisco Carita Mata

Fonte da Bica I. Foto original. 2021.07.09.jpg

Fonte já integrada nos “Percursos Pedestres”, como se pode verificar na foto primeira.

Dir-me-á que não será boa altura de andar por aí, pelas Fontes...

Fonte da Bica III. Foto original. 2021.09.01.jpg

Por acaso até considero que é. Está um pouco mais frio, é certo. Mas o nosso clima é o que é e já aí está o “Verão de São Martinho”! Quase coincidiu com o “… dos Marmelos”!

E estes passeios são sempre saudáveis. Bem sei que muita gente saudável anda na colheita da azeitona. Valentes! Mantêm a tradição e aproveitam um recurso precioso. Parabéns!

Mas voltando à Fonte. Apresento vários excertos fotográficos.

Fonte da Bica IV. Foto original. 2021.09.01.jpg

Desde logo o nome: … da Bica! Certamente das primeiras a ter essa funcionalidade: uma bica. Quando as outras seriam de mergulho. Digo eu! Na foto anterior: a bica e o"ladrão". Que até nas fontes os há! (...)

A "Arca da Fonte"

A Arca da Fonte. Foto original. 2021.07.09.jpg

A conduta de transporte da água até à fonte, aproveitando ou servindo também de muro. Funcionalidades. Inteligência prática de antepassados.

Conduta da água. Foto original. 2021.07.09.jpg

O respiradoiro da água.

Igualmente funcional e devidamente protegido! Em fundo, imagens da Aldeia.

Respiradoiro da água. Foto Original. 2021.07.09.jpg

Outra funcionalidade: o poço. A jusante. E a respetiva bomba manual que enchia os bebedouros do gado.

Poço e bomba manual. Foto original. 2021.09.01.jpg

Quando havia vacas e muares e estes e aquelas iam beber à água remanescente da fonte ou do poço, quando a da fonte escasseava! Agora, sobra e desperdiça-se!

A fonte e várias das funcionalidades.

E as ovelhas chocalheiras.

Fonte e ovelhas. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Algumas já terão figurado noutros postais. Nomeadamente num sobre "Oliveira Milenar", que se acha bem perto da Fonte. É só seguir para a "Fonte da Baganha".

Aventure-se! A pé! SFF!

E sobre as Fontes: Não será conveniente que, periodicamente, as respetivas águas sejam analisadas?! E devidamente aproveitadas por todos nós?!

Digo eu...

Saúde! E Obrigado!

 

24
Out21

Conhecer a realidade, no próprio local!

Francisco Carita Mata

Pôr do Sol. Foto original. 2021.09.01.jpg

 

Uma visita à Rua Larga e Travessa do Fundão, na Aldeia “Velha”!

 

Na passada 4ª feira, vinte de Outubro, tivemos a visita à Aldeia “Velha”, de Engº João Marques, da Proteção Civil da Câmara Municipal do Crato.

Uma observação in loco, a alguns espaços de Aldeia, onde a ação dos respetivos Serviços será necessária. Foi um “assentar os pés no chão”, parafraseando, de certo modo, uma sua expressão que traduz a necessidade de perceção da realidade, indo aos locais próprios. É preciso ir ao terreno, para perceber as problemáticas subjacentes. Ideia / Princípio que subscrevo totalmente.

Que Aldeia não é só os espaços mais modernos, os clubes e locais de convívio. Aldeia é antes de tudo o mais, o conjunto dos “terrenos” em que se insere e se inscreve a respetiva identidade cultural e ancestral. Tenho dito!

A visita inseriu-se no contexto de pedidos formulados anteriormente, para algumas questões que precisam de resolução, pelos danos já causados ou que eventualmente possam vir a causar.

Alguns já foram temas dos blogues.

A questão das limpezas dos quintais de algumas casas na Rua Larga, cheios de pastos e matos. Que são um perigo!

O enxame de abelhas na Travessa do Fundão, no antigamente designado “Palheiro dos Pobres”. Abelhas que têm feito das delas. Isto é, têm picado, como é respetivo apanágio. Inclusive a quem é alérgico. Um perigo acrescido!

Ficaram os problemas devidamente equacionados, no próprio espaço de intervenção. Houve sensibilidade para os assuntos, disponibilidade para o respetivo tratamento e futura execução.

Fiquei de obter os contactos dos proprietários dos territórios que, sendo particulares, têm os respetivos donos as sequentes obrigações. (Essa tarefa já está parcialmente executada. Estou diligenciando para saber os de todos.)

Outras questões também apresentadas reportaram-se à necessidade de colocar uma lâmpada no célebre poste do “Quintal de Drº Agostinho” e do arranjo do “entroncamento” da “Azinhaga da Atafona” / “Travessa do Fundão”. Assuntos também já abordados nos blogues.

Azinhaga. Foto Original. 2021.09.20.jpg

Fomos até ao “Vale de Baixo”, para percebermos, nos locais próprios, como tudo se interrelaciona.

Disponibilidade para concretizar as propostas/pedidos, bem como a respetiva perceção, ficou bem patente.

Agora, iremos continuar pugnando para a consequente realização.

Obrigado pela atenção demonstrada.

Igreja e Araucária. Foto Original. 2021.09.23.jpg

A Aldeia “Velha” e os territórios circundantes da Aldeia também precisam de ser uma fonte de inspiração e atenção para todos os Aldeãos.

Casa Museu. Foto Original. 2021.09.25.jpg

Até porque têm potencial de atração cultural no presente e no futuro. (As fotos reportam para tal.)

Caso sejam devidamente trabalhados.

Haja Saúde!

 

23
Out21

São rosas... e rosas ... e rosas!

Francisco Carita Mata

Flores do meu Quintal (IV)

Rosa rosa. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Rosas... e mais rosas!

Rosas rosas. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Este tempo, o nosso clima, é extraordinário. Já quase no final de Outubro, o "Verão dos Marmelos", já deveria ter acabado e verdadeiramente já faz falta uma chuvinha... Mas, em contrapartida, dá-nos rosas... E mais rosas!

Rosa rosa. Foto Original. 2021.10.19.jpg

Um acervo de rosas, fotografadas a 19 e 20 de Outubro.

Rosa branca. 2021.10.19.jpg

Contemple este lindo botão de rosa branca. Matriz da anterior, já bem aberta.

Botão de rosa. Foto original. 2021.10.19.jpg

Admire! 

Botão de rosa. Foto Original. 2021.10.20.jpg

(Este botão é de uma roseira que comprei já há bastantes anos. Das poucas que obtive comprando. A maioria, apanho-as por aí...ou oferecem-mas.)

Aprecie, SFF!

Rosa de Santa Teresinha. Foto Original. 2021.10.20.jpg

(Rosa de Santa Teresinha!)

E, para terminar, mais uma rosa rosa. Com botão. Para não acabar a geração!

Rosa e botão. Foto original. 2021.10.19.jpg

(Irmã das que enfeitam as três primeiras fotos.)

Haja Saúde. E muitas rosas!

 

18
Out21

Campainhas?

Francisco Carita Mata

Campainhas I. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Hoje, apresento imagens de umas lindas flores campestres.

Recolhidas numa campina do "Norte Alentejano", no dia 9 de Outubro.

Flores simples, pequeninas, singelas, mas muito bonitas.

Designo-as de "Campainhas", mas provavelmente poderão ser nomeadas de outro modo.

Terão também um nome em latim, mas esse é "areia demais para a minha camioneta".

Na última foto, parece-me ver-se um bicharoco. Quando tirei a foto não me apercebi. Mas, agora, observando bem, julgo ser um bichito de campo.

Um bicho de conta?!

Campainhas V. Foto Original. 2021.10.09.jpg

Conhece estas flores? Como as designa? Obrigado. Saúde!

 

17
Out21

Sabe o que é uma Atafona?!

Francisco Carita Mata

E, já agora, uma Azinhaga?

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.09.01.jpg

Não se admire se não souber o que é uma atafona. Eu próprio soube há bem pouco tempo. Quando resolvi ir procurar ao Dicionário, neste caso, a Lexicoteca.

Intrigava-me o termo. O que significaria? Julgava que seria um regionalismo, como é por ex. “Altemira”. Porque toda a minha vida ouvira nomear, chamar de “Azinhaga da Atafona”, o espaço, a rua, a travessa, atualmente designada por Travessa do Fundão”.

Consultei a Lexicoteca e esta informou-me do que transcrevo: 

"Azinhaga, s. f. (do Ár. az-zinaqa). Caminho estreito e rústico entre muros, sebes altas ou valados, fora dos povoados.

Atafona, s. f. (do Ár. at-tahuna, moinho). 1. Engenho de moer grão, movido manualmente ou por força animal. 2. Azenha. Andar numa atafona, andar numa roda-viva."

 In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Vol I – 1985.

Azinhaga da Atafona em Maio. Foto Original. 2021.05.22.jpg

Interessante a resposta obtida.

Nunca conheci, em tal Azinhaga, qualquer engenho do tipo designado. Nem as Pessoas mais velhas da localidade alguma vez ouviram falar disso. Todavia tal não invalida que tivesse havido, em épocas transatas, algum tipo de azenha, moinho, do modelo descrito, em tal espaço ou nas proximidades.

(Todos conhecemos nas mais diversas localidades, aldeias, vilas ou cidades, designações de ruas, largos, espaços, travessas, reportando-nos para situações, casos, profissões, acontecimentos, cuja existência no presente não se verifica, mas de que persiste a memória ancestral, nos nomes atribuídos a esses lugares. Por vezes até foram substituídos por placas toponímicas diferentes, mas a designação antiga ainda perdura. Serão dezenas! Alguns em Lisboa, de que me lembro de cor: Campo de Sant’Ana, Campo de Santa Clara, Campo das Cebolas, Mouraria… Em Portalegre: Rua dos Canastreiros, Rua da Mouraria…

A toponímia tem particularidades muito interessantes. Na Cidade de Régio, lembro-me de dois nomes de ruas bem sugestivas. Já falei de “Rua da Paciência”. Também há “Rua da Amargura”. Um tema interessante a desenvolver: os nomes das Ruas.)

Voltando à “Azinhaga da Atafona”…

A respetiva designação sugere-nos, implicitamente, que em tempos mais antigos, “coisas de séculos”, terá por ali havido uma “Atafona”, um moinho de grão, movido por tração animal ou humana.

Que interessante teria sido se, quando batizaram a Travessa, a tivessem nomeado pelo nome por que sempre a conhecemos: “Azinhaga da Atafona”.

Mudar-lhe o nome de batismo outra vez?!

Não. Não julgo que seja para tanto. Apenas que fique registado o nome antigo pelo qual todos nós, os mais velhos, que temos mais de cinquentas, sempre conhecemos tal local.

Este postal apenas pretende isso. Para que a memória perdure!

As fotos além de ilustrarem o espaço da mencionada Azinhaga ou Travessa também apresentam um pedaço de mó antiga.

Pedaço de mó. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Esta mó “apanhei-a” bem perto da “Azinhaga”, este ano, num dos montes de pedras, que os javalis e as javalinas fossaram, nestas azáfamas em que eles têm andado este ano.

(E sobre “Azinhaga”, não esquecer que é um nome conhecido mundialmente. Sim. Porque o único Nobel de Literatura Português, José Saramago, era natural de Azinhaga. Registe-se! É só consultar a net.)

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita saúde.

 

15
Out21

Luz e Encruzilhada de Sugestões!

Francisco Carita Mata

Lâmpada no poste e arranjo do “Cruzamento”!

A propósito de “Luz e Escuridão”, volto a escrever sobre o tema e reforçar os pedidos efetuados. Penso enviar este postal a Entidades competentes.

Travessa do Fundão. Foto Original. 2021.05.02.jpg

Na 1ª foto, que titula este postal, observa-se o espaço fundamental, onde são necessários alguns pequenos melhoramentos, que beneficiarão todos os utentes que diariamente percorrem esses lugares.

Situa-se no final da “Travessa do Fundão”, antigamente designada por “Azinhaga da Atafona”.

É fundamental instalar uma lâmpada no poste situado junto ao quintal de Drº Agostinho.

O espaço do final da Travessa do Fundão e o do “cruzamento” em que esta entronca com a “Azinhaga do Poço dos Cães” precisa ser arranjado de uma forma mais definitiva e durável.

Deixarem de colocar gravilha, conforme a 2ª foto ilustra, e usarem material mais consistente e duradouro.

Gravilha na Travessa Fundão. Foto original. 2021.10.09.jpg

Sugestões que faço:

No final da Travessa do Fundão, imediatamente antes do poste da eletricidade, instalar um escoadouro (calha / caleira), ligado a um cano subterrâneo, para escoar a água das chuvas, da referida Travessa e dos telhados das respetivas casas.

Cano subterrâneo que ligará até caleira já instalada no início da “Azinhaga da Fonte das Pulhas” / “Azinhaga do Porcosunho”.

Caleira Azinhaga Porcosunho. Foto Original. 2021.02.21.jpg

Esse espaço de “entroncamento” deverá ser trabalhado com material mais duradouro. Sugiro alcatrão, porque penso ser material mais durável e resistente. Aquele “entroncamento” é diariamente utilizado.

No final desse espaço alcatroado, instalar outra caleira, para escoar as águas desse “entroncamento”. Caleira essa ligada ao mesmo cano subterrâneo, anteriormente referido.

Travessa Fundão e "entroncamento". Foto Original. 2021.10.09.g

O espaço da Travessa do Fundão que medeia entre a parte que está calcetada e a 1ª caleira mencionada, antes do poste, ficaria bem também calcetado. Mas a não ser possível, que seja também alcatroado.

Estas são as sugestões mínimas que tomo a liberdade de fazer. É fundamental a respetiva execução nestes mínimos. Penso que ganharemos todos com isso. Fiz apenas sugestões. Há certamente quem perceba mais do assunto do que eu.

Penso enviar ligação para este postal às Entidades competentes: Junta de Freguesia de Aldeia da Mata e Câmara Municipal do Crato.

"Entroncamento" e Araucária. Foto Original. 2021.10.09.jpg

(Esta última foto serve para localizar o "entroncamento", no contexto espacial da Aldeia. Fica situado a Norte da Araucária, um ícone da Povoação.)

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita Saúde!

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D