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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

10
Nov21

Fonte da Bica: Quadras de J. Guerreiro da Purificação

Francisco Carita Mata

Fonte da Bica. Estrutura base. Foto original. 2021.07.09.jpg

«Fonte da Bica»

 

«Com paciência de velhinha

A transparecer de contente

Vens com a água fresquinha

Matando a sede à gente.

 

És rainha dos segredos

Das fontes da nossa terra

Também tens fama de medos

De há muito a esta era.

 

Humilde fonte da bica

Cercada de olivais

Quem te esquece, a dever fica,

Quem não te esquece, dá ais.

 

Ninguém sabe agradecer

As muitas sedes que mataste

Quem sabe se alguém ao beber

Alguma vida salvaste.

 

Os filhos da nossa terra

Que longe ganham seu pão

Lembram-se bem como era

Beber água na mão.

 

É lindo e tem sentido

Esta maneira de beber

Mas a dor fica contigo

Se alguém te vai esquecer.

 

Se bebo a tua água

Renasce-me a minha vida

De contente volta a mágoa

Ao lembrar a despedida.

 

Tens o Ribeirinho, por namorado,

Que te beija a toda a hora

E lá em cima o povoado

Zelando-te pelo tempo fora.

 

Nas noites quentes de verão

Com rouxinóis a cantar

Enche-nos de alegria o coração

Beber da tua água ao luar.

 

A fama dos teus medos

Que há muito de ti vem

Já não seriam segredos

Se não os guardasses tão bem.»

 

In. “ANTA” - Poesias. Pag. 19 - De João Guerreiro da Purificação. Aldeia da Mata – 1992.

 

Fonte da Bica. Aspeto Geral. Foto Original. 2021.07.09.jpg

P.S. – Com este postal, continuo na divulgação de Património de Aldeia da Mata.

Material: as Fontes, neste caso, a da Bica.

Imaterial: Poesia, de João Guerreiro da Purificação.

Espero que tenha gostado, Caro/a Leitor/a.

 

 

15
Set21

Fonte das Pulhas – Poesia

Francisco Carita Mata

Fonte das Pulhas. Foto Original. 2021.07.08.jpg

Quadras de Srº João Guerreiro da Purificação

Arca da Fonte. Foto original. 2021.07.08.jpg

«Fonte das Pulhas, quem seria

Que te deu um nome assim?

Alguém que sede trazia

Ou mentiu com algum fim.

 

Tu és fonte de mergulho

Sempre assim te conheci

Se do povo tens orgulho

O povo também tem de ti.

 

Dás de beber a quem vem lavar,

À ribeira tua vizinha,

E aos que banhos vêm dar

Nesta ribeira tão sozinha.

 

Que água boa e tão leve

Para os estômagos delicados

O povo muito te deve

E mais os adoentados.

 

Pareces estar esquecida

Neste cantinho tão feliz

Mas a tua graça é tida

Como qualquer chamariz.

 

Vem o Verão, vem o calor

Com o sol, sem dó, a queimar bem

E tu dás água com amor

A quem de muito longe vem.»

 

In. “ANTAPoesias - João Guerreiro da Purificação – Aldeia da Mata – 1992 – Edição de Autor – Gráfica Almondina, Torres Novas.

*******

A fonte e seu enquadramento. Foto original. 2021.07.08.jpg

P.S. – Com este postal, agora, em “Apeadeiro da Matta”, damos continuidade à divulgação de Património de Aldeia da Mata. Património Material: as Fontes, neste caso da Fonte das Pulhas e Imaterial: Poesia. De Srº João Guerreiro da Purificação. As Quadras e as ideias e sentimentos nelas expressos são, por demais, relevantes.

Espero que goste.

A fonte era de mergulho.

Atualmente, desde 1989, o local onde estava a antiga fonte de mergulho foi arranjado, protegido e, agora, é a designada “arca da fonte”. A fonte propriamente dita, com a torneira para se obter a água, está um pouco mais abaixo, quase na Ribeira do Porcozunho.

Penso que as fotos são elucidativas.

Ribeira do Porcozunho. Foto original. 2021.07.08.jpg

Apresento também fotos dos espaços envolventes, alguns bem sugestivos.

Caminho para a Fonte. Foto original. 2021.07.08.jpg

Aprecie esta imagem, SFF!

Pedras e pedras. Foto original. 2021.07.08.jpg

O que lhe sugere?!

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Obrigado pela sua atenção. E votos de muita Saúde.

 

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