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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

30
Set23

Altemira, uma planta singela, mas peculiar!

Francisco Carita Mata

Altemira. original. 29.09.23.

“De altemira fiz um ramo”!

Altemira. original. 29.09.23.

Um postal de agradecimento a José Silva Costa: Blogues “Cheia” e “Sociedade Perfeita”.

O José, através dos seus blogues, e nos comentários que vai deixando nos nossos, é uma Pessoa que espalha Simpatia, Luz, Boa Disposição, Alegria, Poesia, Positividade, nas redes.

A propósito do livro “De altemira fiz um ramo”, em subtítulo neste postal, José Silva Costa teve a amabilidade de tecer simpáticas considerações e divulgar alguns excertos por demais interessantes do livro.

As Pessoas que comentaram também foram bastante simpáticas.

(Obrigado.)

Nem de propósito, esta planta, ainda que simples, mas sempre persistente no quintal, voltou a estar florida neste Outono tão especial que estamos vivendo.

Também ela agradece. A Natureza consegue ser extraordinária e interage connosco, ainda que nós possamos não nos aperceber.

(“Altemira” é o nome por que sempre conheci esta planta. Noutros contextos, designam-na por Artemísia e outras denominações que não me ocorrem.

Altemira. original. 28.09.23.

Quando editámos o livro, fiz questão de o intitular com esse primeiro verso da quadra tradicional, precisamente para grafar, em livro, esta palavra, este regionalismo.)

“De altemira fiz um ramo / De alfazema bem composto / O amor que agora amo / Foi escolhido ao meu gosto.”

Uma questão / Uma pergunta:

A quadra anterior tem quantas sílabas métricas?!

Sete ou oito?!

O que acha O/A Caro/a Leitor/a?!?!

Obrigado a todos/as Poetas e Poetisas!

*******

(Fotos originais.)

 

25
Jul23

Andorinhas!

Francisco Carita Mata

Andorinhas nos fios...

Andorinhas. original. 09.07.23

Não sei que fios são estes!

Se de eletricidade...se de telefone...

(Na Travessa do Fundão, antigamente Azinhaga da Atafona!)

(Aldeia da Mata)

Andorinhas. original. 09.07.23

Remeto para este Poema que escrevi em 1987: Adeus: A Deus!

(Publicado em 2015, em Aquém-Tejo. À data, ainda não sabia tirar fotos com o telemóvel, quanto mais transferi-las para o blogue. A ilustração chega hoje, com foto de 09.07.23.)

 

16
Jul23

Dois Poemas de Poeta Falcão da Costa - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Um dedicado à Mãe, e Homenagem a Sr. Rui Nabeiro.

Rosa de cheiro. Original. 03.07.23.

«Oh! minha mãe Oh minha mãe

Oh! minha mãe que Deus me deu

O amor e teu carinho

Minha mãe tudo deu

 

Vou ao Cemitério

À tua campa vou rezar

Será que neste grande mistério

Um dia te vou abraçar

 

Oh! minha mãe que Deus tem

Eu penso muito nela

Um amor que nunca mais vem

Um amor igual ao dela

 

Ofereço-te muitas flores

Nada mais te posso dar

Tenho muitas muitas dores

É um nunca mais acabar

 

Não esqueço as tuas palavras

Na hora da despedida

Nessa hora já mal falavas

Terminava assim a tua vida

 

Adeus até um dia

Este poema foi escrito no dia dezasseis de Dezembro

De 2022»

 

*******

“Homenagem ao Senhor Rui Nabeiro”

 

“Senhor Rui Nabeiro

Foi um homem muito bom

Conhecido no mundo inteiro

Deus lhe deu o dom de ser bom

 

Senhor Rui Nabeiro

Um grande paternal

Hoje o mundo inteiro

De olhos postos em Portugal

 

Delta a sua grande Empresa

Ganhou o título de Comendador

Senhor de muita gentileza

Deixa o povo com muita dor

 

Um senhor de bom coração

No Alentejo era o maior

Um dos melhores da nossa Nação

Era o pai de Campo Maior

 

Até partiu no “Dia do Pai”

Uma data sempre a comemorar

Para o reino do céu ele vai

Deixa muita gente a chorar.”

 

*******

Com estes poemas continuo a divulgar “Poetas e Poetisas de Aldeia da Mata”.

 

13
Jun23

Uma Canção de Camões!

Francisco Carita Mata

«JÁ A ROXA MANHÃ CLARA»

   «Já a roxa manhã clara

Do Oriente as portas vem abrindo,

Dos montes descobrindo

A negra escuridão da luz avara.

O Sol, que nunca pára,

Da sua alegre vista saudoso,

Trás ela, pressuroso,

Nos cavalos cansados do trabalho,

Que respiram nas ervas fresco orvalho,

Se estende, claro, alegre e luminoso.

Os pássaros, voando,

De raminho em raminho vão saltando,

E com suave e doce melodia

O claro dia estão manifestando.

(…) (…) (…) (…)

Pôr-do-sol. Foto original.17.04.23.

   Canção de cisne, feita na hora extrema,

Na dura pedra fria

Da memória te deixo, em companhia

Do letreiro da minha sepultura;

Que a sombra escura já me impede o dia

*******

 In. “…  Sonetos e Canções (Camões) – para o 5º ano dos Liceus – Porto Editora – Porto

Por J. Simão Portugal e M. Francisco Catarino

Edição: Anos 60? (séc. XX).

(pp. 91, 93.)

*******

Nunca é demais homenagear Luís Vaz de Camões.

Para além de Sonetos… também Canções!

(Hoje também é Dia de Outro Poeta!)

*******

Foto?! Pôr do Sol, em Aldeia da Mata (17/04/23). É mais difícil "apanhar" o Nascer do Sol!!!!

 

10
Mai23

Flores singelas!

Francisco Carita Mata

Papoila. Foto original. 06.05.23

Papoila e Rosa

Rosa silvestre Foto original. 05.05.23

Lá por seres flor singela

Sendo papoila ou rosa

Não deixas de ser mais bela

És uma flor bem formosa!

*******

(Quadra escrita esta tarde, inspirada nestas flores singelas do campo. Algures, Maio, Aldeia da Mata.

Papoila: Azinhaga da Atafona; Rosa Brava: Estrada Nova, frente à Azinhaga da Fonte da Bica)

 

09
Abr23

Votos de Páscoa Feliz!

Francisco Carita Mata

Seu nome: rosas!

 

Flores bonitas e airosas

Brotam no Atafona Chão

São as alegres mais vistosas

Quando perfumadas, cheirosas

Que nos falam ao coração.

Todos sabem seu nome: rosas!

 

Votos de Feliz Páscoa!

*******

(Notas Finais: Esta sextilha era para ser acompanhada de fotos de bonitas rosas. Mas o "sistema / servidor" informa-me que não posso colocar mais fotos, que excedi o limite. Não sei. Tentarei resolver o assunto, mas, entretanto, não deixo de publicar a poesia.

Obrigado pela atenção.

Votos de uma excelentíssima Páscoa, para Si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade de me seguir até aqui.)

 

22
Mar23

«A Casa do Porcozunho» - Poesia de Sr. João.

Francisco Carita Mata

Casa Porcozunho. Foto original. 15.02.23

(Poema de João Guerreiro da Purificação - Aldeia da Mata)

Casa Porcozunho. Foto original. 15.02.23 

«Já vai sendo há muito que eu reparo

Na fachada desta casa abandonada

Que o destino a levou ao desamparo

E à solidão triste a que está votada.

 

De porta escancarada, a convidar,

Humildemente, a dizer que tem janela

Mas que há muito não vê entrar

Ninguém curioso para estar a ela.

 

Já não tem lá dentro braços abertos

Esperando com amor outros cansados

Nem carinhos nem uns sorrisos certos

Por criança alegremente dados.

 

Que sonhos lindos não teria havido

E segredos à lareira já esquecida

Oh! casa o que tu terás escondido

Que só já ao silêncio dás guarida!

 

Com a chaminé sem fumo ao céu erguida

Sofrendo o seu tormento em agonia

Esta casa que está esquecida

Já foi lar e guardou amor um dia.

 

Se lágrimas lá dentro tu tiveste

Foram de prazeres e alegrias

Hoje, choras tu, casa, que não deste

Largas loucas ao mundo das fantasias.»

Casa Porcozunho. Foto original. 15.02.23

*******

In. “ANTA” Poesias - João Guerreiro da Purificação – Aldeia da Mata – 1992 – Edição de Autor – Gráfica Almondina, Torres Novas. (pag. 93)

*******

Casa do Porcozunho. Foto original. 15.02.23.

O Sr. João Guerreiro da Purificação é um Poeta de excelência. Figura em diversos postais nos blogues. Com textos em poesia e em prosa.

Há algum tempo que ando para publicar este Poema, ilustrado com fotos da Casa. Em Fevereiro, quinze, na caminhada que fiz com Amigo Marco, tive oportunidade de fotografar a Casa e vários excertos da mesma. Muita curiosidade suscita esta obra arquitetónica. Desde logo o facto de ser colorida, rebocada com requinte e estética na frontaria. A localização, guardando a horta. A própria horta. Haverei de fazer um postal sobre a mesma. Os efeitos das cheias de Dezembro de 2022, principalmente a do dia vinte.

Casa Porcozunho. Foto original. 15.02.23.

Caro/a Leitor/a, aprecie o lindo Poema, visualize as fotos, SFF.

Casa Porcozunho. Foto original. 15.02.23.

Bons passeios primaveris, com saúde!

 

21
Mar23

Oitenta Anos – Teresa Ferreira Belo

Francisco Carita Mata

(Poema de Prima Teresa “Boanova”)

Boninhas. Foto original. 12.03.23.

Oitenta anos, meu Deus

Vos agradeço o dom da Vida

De tanto que Vos ofendi

Me confesso arrependida.

 

O Bom Jesus e Sua Mãe

São a minha companhia

Na alegria e na tristeza

A toda a hora do dia.

 

Meu Jesus, eu vos peço

De todo o meu coração

A saúde para o corpo

Para a Alma, a salvação.

 

Gosto de viver no mundo

Admiro tudo, gosto de ver

Mas sei que mais tarde ou cedo

Um dia irei morrer.

 

Depois de morrer nada se sente

É caso para lembrar

Lembra-te, ó homem, que és pó

E, em pó, te hás-de tornar.

 

Jesus, Caminho, Verdade e Vida

Foi assim a Sua Voz

Morte certa, hora incerta

Nos espera a todos nós.

 

É o mistério da vida terrestre

Que nos acompanha pela vida fora

Por isso estejamos preparados

Não sabemos nem o dia nem a hora.

 

(Teresa Ferreira Belo

Aldeia da Mata – 17/03/04)

 

*******

Porta Casa Museu. Foto original. 12.01.23.

(Com esta Poesia de Prima Teresa Ferreira Belo, pretendo recomeçar a publicar poemas de várias pessoas de Aldeia da Mata.

Estas Poesias são sempre cheias de Sentimento e repletas de Sabedoria.

Conheci a Prima Teresa de toda a Vida. Não sei quando nasceu exatamente, mas julgo ter sido na segunda metade dos anos vinte, do século XX. Se fosse viva, teria quase cem anos! Não sei quando morreu. Muito Amiga de minha Mãe, foi visita diária de nossa Casa. Foi a primeira pessoa que me pegou ao colo, como ela dizia frequentemente. A sua Mãe, Madrinha Natividade, era a parteira da Aldeia – lado do Terreiro.

Histórias de Vida e de Vidas!

Continuarei a publicar Poesia.)

(Fotos?

"Boninhas", no Quintal de Cima. Adorava visitar o quintal. E até lhe arranjei um "banco" de pedra para ela se sentar.

Boninhas, também pelas "Maias". 

Porta da Casa Museu: Foi uma das grandes entusiastas da formação do acervo documental, da recolha de peças e respetiva organização. O dístico identificativo também se lhe deve a ideia e concretização.)

 

05
Dez22

Em que é que acredito no Natal?

Francisco Carita Mata

Enfeites de Natal. Foto Original. 05.12.22.

Já não acredito no Pai Natal!

Aliás, nunca cheguei a acreditar.

O Pai Natal já nasceu após o meu tempo de acreditar.

No meu tempo de acreditar, ainda acreditei, mas no Menino Jesus.

O Pai Natal não fez parte dos meus sonhos de menino.

Já nasceu muito tempo depois de eu ter nascido.

Por isso nunca tive a oportunidade de o conhecer, quando menino.

Nunca pude, pois, acreditar no Pai Natal.

Agora ainda menos.

Então, em que é que eu acredito no Natal?!

*******

Coroa de Natal. Foto original. 05.12.22.

Este poema começou a ser congeminado a 29/08/22, mas só foi concluído em 18/11/22, em Aldeia da Mata. A partir deste, construí a décima publicada em Aquém-Tejo. Ambos os poemas versam o tema Natal, embora em estruturas formais diferentes.

Esta publicação em “Apeadeiro” é a centésima. Também por isso escolhi publicar este texto poético, talvez prosa poética, reportando também para o outro, estruturado em forma rimada.

Árvore de Natal. Foto original. 05.12.22.

Ambos são ilustrados com os enfeites na Casa-Museu de Aldeia da Mata.

Os enfeites foram alterados. Figura a "Coroa de Natal" e acrescentei um elemento. Frutos de um arbusto autóctone.

Muito Obrigado a si que tem a amabilidade de nos ler, visitar, visualizar, comentar.

Saúde e Paz com Poesia e Alegria!

 

 

17
Nov22

Lembranças do Pai Domingos

Francisco Carita Mata

Saudades!

Que Saudades do Pai Domingos!

Pinheiros mansos. Ervedal. Foto Original. 06.07.22

Ilustro com fotos de Árvores.

A dos Pinheiros Mansos no Caminho do Ervedal, sendo por demais sugestiva, documenta pinheiros que eu semeei e o Pai plantou naquele local, ainda no século XX. Nos anos oitenta, certamente. O Legado dos nossos pais é inesquecível. Este hábito de semear e plantar árvores foi herdado e aprendido com o meu Pai, não tenho dúvidas. Que terá por sua vez também herdado ou aprendido (?) com outros ancestrais.

A foto foi tirada naquela manhã brumosa, em que fui pintalgar os sobreiros recentemente descortiçados.

As duas fotos seguintes são de dois sobreiros semeados pelo meu Pai, no referido Ervedal.

Sobreiro Ervedal. Foto original. 06.07.22

Os Pais fazem-nos sempre muita falta. Os Pais e as Mães, claro.

Sobreiro Ervedal. Foto original. 15.06.22

Que Saudades, Pai!

 

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