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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

22
Jul25

7 Quadras Tradicionais!

Francisco Carita Mata

l“Um Património Colectivo a Preservar”.

20250622_095503.jpg 

A alegria de uma mãe

É uma filha solteira

Casa a filha, vai-se embora

Vai-se a rosa da roseira.

 

A terra rebate a terra

E a terra rebate o homem

A terra é que nos cria

E a terra é que nos come. ***

 

Ao meu pai peço desculpa

Se me puder desculpar

Quero ir a correr mundo

Quero a casa abandonar.

 

Cantei uma, cantei duas

Com esta já são três

Canta lá ó rapariga

Que agora é a tua vez.

 

Deixa-me ver se ainda sei

Minha cantiga cantar

E os pontos que escolhi

Se ainda os sei juntar.

 

Eu bem sei que sabes, sabes

Eu bem sei que sabes bem

Eu bem sei que sabes dar

O valor a quem o tem.

 

Felicidade encontrada

Vela à noite na mão

Basta um ventinho de nada

E estamos na escuridão.

 

In. “Quadras Tradicionais (e não só) – Um Património Colectivo a Preservar”

Deolinda Milhano

(Pag.s 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56)

20250624_134255.jpg

Notas e Questões Finais…

*** O meu Pai também dizia esta quadra, dizendo home – em vez de homem – como, tradicional e oralmente se dizia, no Alentejo. E também para rimar.

7 Quadras de 7 páginas de números múltiplos de 7!

E porquê 7?!

 

16
Jul25

O intrigante Pássaro Preto (II)!

Francisco Carita Mata

Rabirruivo - Preto!

20250713_190259.jpg

A primeira vez que vi este passarote a saltitar à minha frente, como que a indicar-me o caminho...

Terá sido para aí há dez anos, mais ou menos. Numa rua do Concelho de Almada, perto da minha. Ia, eu, a caminho dum supermercado de referência.

Pouco mais tarde, talvez no mesmo ano, vi outro passarinho da mesma espécie, em Cascais.

Não sabia que nome tinha esta ave, que nunca vira até aí.

Voltei a ver novamente pássaro idêntico, num estranho exercício de defesa do ninho, com filhotes.

Pasme-se! Numa rua movimentada da Cidade de Régio! O ninho encavalitado no alpendre de uma sapataria! A dona da loja, também pasmada, os transeuntes idem.

A ave, esvoaçando aflita, procurava afastar-nos do seu lar e dos seus rebentos. Que presumi, se preparavam para deixar a casa materna!

À data, não sabia o nome do indivíduo voador.

Soube mais tarde, através das redes sociais, especificamente, de blogues aqui do SAPO!

Rabirruivo - Preto!

Agora já sei! Também andam exemplares na minha Aldeia! Também já vimos noutras localidades. Sempre naquela atitude de interação connosco. Saltitando à nossa frente. Abanando, tremilicando a cauda.

Esta foto é de anteontem, 2ª feira, 14 de Julho. Na Cidade de Régio, Avenida Pio XII, no muro do antigo Colégio Diocesano!

(A propósito, quando dão uma utilidade condigna ao edifício do antigo Colégio?!)

 

27
Mai25

Arsénio Ressurreição: Exposição em Portalegre

Francisco Carita Mata

Galeria de São Sebastião - Portalegre

De 23 de Maio a 15 de Agosto de 2025.

20250524_103115.jpg

***

A Cidade, vista do "Bairro da Caganita"!

(1945)

20250524_103128.jpg

Gosto muito deste quadro e de um sobre Alagoa, de 1963.

Se conhecer a Cidade de Portalegre, consegue perceber onde estaria o Pintor, perspetivando a Cidade?!

Pois...

Precisamente, a Norte, mais ou menos onde se situam atualmente a Avenida Pio XII, o Hospital... 

Interessante!

 

25
Mai25

Os Tanques da Corredoura!

Francisco Carita Mata

E o Lago?!

Ainda a propósito das “Festas da Cidade” e da Corredoura!

Em tempos, na Corredoura, existiu um Lago. Antes da intervenção do “Polis”, nos primórdios do III Milénio! Até foi habitado por cisnes!

Era um lago curvilíneo, enquadrado por simulacros de grutas fingidas, a modos de paisagens cársicas, fabricadas de cimentos e pedras. Ainda restam uns cocurutos. Do lago, não resta nada! Apenas as memórias. Era um espaço romântico e romantizado. As curvas, o passeio que o rodeava e amurada que o delimitava, proporcionavam recantos singelos e pitorescos. Aí se vivenciaram muitos romances juvenis, em intervalos escolares, em matinés de final de semana e fins de tardes. Às horas e nos modos em que o amor se tornasse urgente! Certamente também a amores mais proibitivos e a tempos mais recônditos.

Não sei mais!

Só sei que do lago, dos cisnes, nada sobrou!

Talvez não!

Quem atualmente passar pela Corredoura e procurar o Lago irá deparar-se com um espaço de skate e desportos radicais.

E algo alienígena, como que uns tanques retilíneos, trapezoides, que se vão esticando e encurtando, no sentido norte – sul.

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As fotos ilustram a parte central dessas estruturas. Como se fossem o leito médio de um ribeiro, todo em granito, a desembocar, a norte e jusante, nesses pretensos lagos.

Onde nunca vi água! Talvez quando chove…

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São reminiscências do lago curvilíneo, transformado em linhas retas, em tanques de granito claro.

Umas coisas sem jeito, que para ali estão, sem nunca terem exercido a função para que foram idealizados.

Certamente água a correr, descendo de sul para norte, aproveitando a gravidade. Manter operacional essa funcionalidade não deveria ser tarefa isenta de custos e tecnologia.

Testemunham a triste realidade deste País em que tanto se gasta em inutilidades. Haveria outras formas de pôr a água a correr, de modo mais natural.

Frente ao edifício da Câmara, figuram tanques semelhantes. Têm água quando chove. Folhagens dos plátanos, no Outono.

Faltam Árvores na Corredoura, substituindo as que cortaram. Cedros majestosos! Frente ao edifício da Câmara ficavam bem.

(Naquele espaço, tanto granito! – os skaters deram-lhe excelente utilidade!)

E os tanques?!

Se não lhes deitam água, transformem-nos em canteiros!

Plantem bolbosas, rizomas, plantas que aguentem a sede e o calor!

Plantem Árvores Autóctones nos espaços abertos do Parque!

 

25
Abr25

Viva a Democracia: 25 de Abril!

Francisco Carita Mata

Imagem colhida na Biblioteca Municipal de Portalegre.

"Palavras de Abril"

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(De Exposição de Alunos dos Cursos de Jornalismo e Comunicação e de Educação Social,  da ESECS, do Instituto Politécnico de Portalegre.)

***

As Bibliotecas são, indubitavelmente, Locais / Instituições, em que melhor se concretizam os ideais associados ao 25 de Abril: Liberdade, Liberdade de Expressão, Democratização, Democratização do acesso à Educação, à Cultura, ao Ensino; Comunicação, Comunicação Social; Igualdade de Oportunidades para todos, sem discriminações...

***

O meu Muito Obrigado à Biblioteca e aos Autores deste original e sugestivo trabalho, exposto no átrio da Biblioteca Municipal de Portalegre.

Não lhes pedi autorização! "Roubei" a imagem?! Usei a "Liberdade de Expressão" ou transgredi?!

***

Viva a Liberdade! Viva a Democracia! Viva o 25 de Abril"

***

Quem conheceu o "antes de vinte e cinco"...Quem viveu o 25 de Abril... jamais esquecerá esses luminosos dias de Liberdade e Democracia.

***

Saúde e Paz, que tanta falta faz!

***

"Opiniões I"

"Opiniões II"

"Opiniões III"

"Opiniões IV"

Muitas mais "Opiniões" podiam ser expressas, relembradas.

O 25 de Abril trouxe-nos a Liberdade e a Liberdade de Expressão!

Viva a Liberdade!

 

24
Abr25

Plantámos uma Árvore... nasceu uma Flor!

Francisco Carita Mata

No Jardim da Avenida da Liberdade!

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Em 21. 03. 2024

"Plantámos uma Árvore"

Dizem: Joana, Emília M., Maria S., J. Mercedes, Hermínia, Laura, Maria A., Narcisa, Natália, Aida, Emília V., Fernanda, Mercedes, Ermelinda, Olinda, Ana, Rosa, Maria C., Inês, Gabriela,  Graça, Branca, Balbina, Alexandra, Luísa, Maria L., Gregória, Maria F. 

"Entre Tempos"

***

Estas 28 Personagens, que não sei quem são, dizem que plantaram uma Árvore.

Dizem e fizeram muito bem!

Sabemos que é no Jardim que conheço por "Jardim da Avenida da Liberdade". Também o conheço por "Jardim do Tarro". Na "Cidade Branca", Cidade de Régio"...

Portalegre - Cidade do Alto Alentejo!

Não sei que Árvore!

Julgo ser um dos habituais "Áceres" ou "Plátanos bastardos" ou lá o que sejam!

Melhor seria que fosse uma Árvore Autóctone. Um Carvalho Negral. Um Sobreiro! Uma Azinheira!

"À sombra duma azinheira..."

***

Nasceu uma Flor!

Digo eu! Porque, mal se vendo a Árvore, plantada no ano passado, já nasceu uma flor!

Não da árvore, mas de uma planta / erva que conheço por Soajo. Flor azul, bem bonita!

***

Bons feriados, com saúde e paz!

E Viva a Liberdade e a Poesia!

***

(Em Abril, águas mil, a perdiz no covil!)

17
Fev25

O Zé Gomes morreu!

Francisco Carita Mata

O Zé Gomes morreu! Disse-me ontem, a minha Mãe.

O Zé Gomes era do meu tempo, da minha geração, embora fosse dois anos mais velho.

Coincidimos na Aldeia, na infância e na adolescência.

Na infância e adolescência, anos 60/70, morava na Rua de São Pedro, na casa que já era dos avós maternos, frente ao final da Rua Larga. O começo desta Rua é o Largo do Terreiro, onde a mãe do Zé, a senhora Guilhermina, tinha uma loja, frente à do senhor João. Duas lojas icónicas na Aldeia.

O pai do Zé era o senhor Guilherme: Guilherme e Guilhermina.

A loja era de mercearias, artigos alimentares, guloseimas, carnes de porco variadas. O senhor Guilherme tinha muita iniciativa. Lembro-me de ter moagem, transportava mercadorias diversas, iniciou a venda de frangos, venda de fruta e hortaliças a granel, de gelados: Olá / Rajá! Tinham salsicharia. Faziam os enchidos na casa da sogra. Comprava os porcos aos vários habitantes da localidade, faziam a matança e preparavam a carne para venda. Nos anos 60/70, quase todos os habitantes da Aldeia criavam o seu porquito.

O Zé Gomes tinha, assim, acesso a bens alimentares, de que não dispúnhamos com tanta facilidade. Também era mais encorpado, anafado.

A Rua Larga, desde o Largo do Terreiro até à Rua de São Pedro, era um mundo. E o Mundo! Casas habitadas, diferentes gerações: velhos, novos, crianças, miúdos e miúdas. Ricos, pobres, remediados. Gente de trabalho: homens e mulheres. Profissões do campo, pequenos agricultores, alguns profissionais por conta própria.

A meio da Rua, ao alto, morava a senhora Júlia. Era, assim a víamos, madrinha do Zé Gomes. À hora de lanche, especialmente em férias, ouvia-se a senhora Júlia, a chamar o Zé, que estaria no Largo ou na loja da mãe: Zé Gomes… Zé Gomes…

E lá ia o Zé, na Rua Larga, a caminho da casa da madrinha Júlia!

E que ia fazer a casa da madrinha?!

Em breve saía, na mão, uma valente sandocha de papo-seco, apertando uma omelete de ovo e chouriço. Saía, comendo, para o Largo, em frente à loja da mãe ou do senhor João. Anafando! Encorpando!

Fomos colegas nas aulas do Padre José Maria, no 1º ciclo. Eu no 1º ano e ele no 2º. À data,1965/67, era assim que se se designavam esses dois anos de escolaridade, não obrigatória.

O Padre Zé Maria lecionava as disciplinas correspondentes a este ciclo de estudos. Preparávamo-nos para irmos fazer exames finais no 2º ano, ao Liceu Nacional de Portalegre, onde estávamos matriculados como alunos externos. Era um modo de ensino particular, privado. Pagávamos, obviamente. Mas ficava mais barato do que se fossemos estudar para Liceu ou Escola, tendo de ficar a residir na Cidade, pagando alojamento e alimentação. Foi um modelo de ensino que funcionou, de que eu tenha conhecimento, pelo menos nos distritos de Portalegre e Castelo Branco, ligado à Diocese. Este modelo valeu a dezenas, centenas de jovens, permitiu-lhes acesso a educação formal escolar, que de outro modo não teriam. E muito bem preparados!

Também havia a preocupação de nos proporcionar preparação global, para além das disciplinas sujeitas a exame. Tínhamos também aulas de Educação Física. Os jogos eram fundamentais e, nestes, os jogos tradicionais. Praticávamos no adro, em volta da Igreja.

Um dos jogos praticados era o “Jogo do eixo”. Também lhe chamávamos “jogo da anteira”.

Numa das vezes que jogámos, o colega Zé Gomes, que ia à minha frente, em vez de se baixar, para eu saltar, levantou-se. É claro que eu estatelei-me no chão, à frente dele. Bati e parti a testa na terra dura. Desmaiei! Nunca mais joguei ao eixo.

Também nunca cheguei a perceber porque é que ele se levantou.

Nunca me lembro de lhe ter perguntado! Também já não vou perguntar!

Que a Alma do José descanse em Paz! RIP!

***   ***   ***

Também era Benfiquista! Mas ferrenho! (Não sou!)

 

26
Jan25

Podas nas árvores da Cidade de Régio!

Francisco Carita Mata

Urge pensar em podar.

Nas Avenidas, nos Parques e Jardins da Cidade de Portalegre

20250125_153836.jpg

Estas árvores, de folha caduca, precisam ser podadas. Sem stress. Sem serem truncadas. Mas devidamente desbastadas.

Por quem saiba da poda.

Hoje, o dia está chocho. De chuva.

Ontem, esteve um dia bonito. Deu para passear no campo. A foto é de ontem. 

Entretanto... A Primavera já se prenuncia...

20250125_152941.jpg

Entre as azedas... florescem as estevinhas brancas.

***

Uma Obra...

31
Out24

Barragem do Pisão - Crato - Portalegre

Francisco Carita Mata

Por causa de umas notícias que li, hoje, nas redes...

e parece-me que também é dia de bruxas...

e andam uns morcegos só a cirandar no espaço do SAPO...

Resolvi colocar estas ligações, agora no Apeadeiro.

Caro/a Leitor/a,

Faça favor de ler, se tiver vagar e paciência...

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/maranhao-benavila-pisao-450835

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/cheias-e-enxurradas-no-alto-alentejo-380631

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/barragem-do-pisao-talvez-sim-ou-talvez-300068

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/pisao-portalegre-portugal-poesia-186071

E formule a sua opinião, SFF!

Obrigado.

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