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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

17
Jan23

Os Gatos no meu Quintal (VI)

Francisco Carita Mata

Os gatos voltam a protagonizar cena peculiar!

Gato curioso. Foto Original. 26.12.22.

Ontem, dezasseis de Janeiro, 2ª feira, pela tarde, já dezasseis horas, vou até ao “Quintal de Baixo”, na expectativa de fazer alguns trabalhos de campo. (Que acabei por não fazer, porque, entretanto, voltou a chover. Tal como hoje, chuviscos pela tarde, muito vento todo o dia e frio. Frio! É Inverno.)

Mas, ontem…

… Ao entrar no cabanal, comecei a ouvir um pipilar, parecia-me um piar. Intrigante! Inusual, porque julguei, inicialmente, ser alguma coruja. Mas admirava-me, porque, à hora referida, ainda de tarde, não é costume ouvir já as corujas. Lá mais para diante, mais ao final do dia, sol-posto, é costume ouvi-las. Ou mocho a piar.

Escutando mais atentamente, parecia-me um miar de gato. Olhei para os dois compinchas, estacionados na entrada do cabanal, mirando-me. Observei-os bem e não me parecia estarem a miar. Aproximando-me mais da porta do palheiro, a que a cabana dá acesso, pude precisar que dele provinha um miar, quase um pedido de socorro, de ajuda.

Gato! Aqui, melhor… ali, há gato! Há gato no palheiro!

(Mas como foi o bicho lá parar?! Não há buracos nas paredes nem no telhado!)

Um certo receio de abrir a porta, não viesse ele de lá esbaforido. Mas não havia como não abrir!

Aberta a porta com cuidado, lá estava um dos gatinhos, um dos quatro companheiros, mosqueteiros!

Como lá entrara? Só pela mesma porta, pela qual saíra.

No domingo, de tarde, andei no quintal limpando um ervaçal e tive a porta do palheiro aberta. Curiosos como são os gatos, um deles, o referido, entrou.

Quando me fui embora, fechei a porta, ignorando que lá ficara um dos animais.

Nunca me apercebera, até ontem, que eles lá tivessem entrado. O dito terá lá ficado cerca de vinte e quatro horas. Da tarde de domingo para a de segunda-feira. Espero que a curiosidade fique curada!

Comer?! Só algum inseto perdido. Porque ratos não há. Nem no quintal, nem no cabanal, nem no palheiro. Desde que por ali cirandam os gatos.

Não lhe faltou água, porque tenho um balde cheio, no palheiro.

Terá sido uma cena curiosa para o bichano enclausurado e para os manos, cá fora, a ouvirem-no.

Ficará de emenda?! Não sei, mexeriqueiros como são os gatos!

Agora, quando me vou embora, bato na porta, é de chapa, a fazer barulho.

E chamo-os.

Bichano! Bichano!

*******

(As fotos?! Não correspondem à cena descrita. A minha capacidade fotográfica ainda não atingiu a destreza de fotografar instantâneos. Até porque também fiquei surpreso.

A 1ª, é de um dos mosqueteiros, mas não sei se é o protagonista referido. Não os consigo distinguir. São todos malhados.

A 2ª e a 3ª são das paredes do palheiro. Repare nas técnicas construtivas. Julgo ser edifício ainda do séc. XIX.

Cabanal. Lados sul e oeste. Foto original. 12.09.22.

Na 3ª foto junto à oliveira, de cerca de um século, está um cacto, que plantei ali em 2015. Trouxe-o do Feijó.)

Parede sul do cabanal e cacto. Foto original. 12.09.22.

 

15
Jan23

Os Gatos dos meus Quintais (V)

Francisco Carita Mata

Gatos V. Foto original. 12.01.23.

Fotos no Quintal de Baixo e narrativa de cena peculiar!

Gatos V. Foto original. 12.01.23.

Volto a publicar mais um postal sobre os gatos nos meus quintais. Repare, Caro/a Leitor/a, que coloco o pronome possessivo relativamente aos quintais e não no concernente aos gatos. Os quintais são meus. Os gatos não! São silvestres, por demais independentes, andam e cirandam nos Quintais, à minha volta, observando-me. Estrategicamente, no Chão, vão quase até ao Vale, quando por lá ando.

Ontem vivemos uma cena por demais engraçada. Peculiar!

Já sol-posto fui levar-lhes uns mimos. Comida “moderna”, especialmente para gatos.

O produto está na caixa de cartão usual, que levo num saco plástico.

Não entrei de imediato no Quintal de Baixo, local de amesendação e recreio dos bichos. Primeiro dei meu passeio acelerado pela Azinhaga do Porcozunho, até depois do Vale, para além da ETAR, relativamente afastado do quintal. Para desentorpecer as pernas.

Quando decido retornar, qual não é o meu espanto, ao observar dois dos gatos dos meus quintais que vinham a correr atrás de mim!

Eles também ficaram espantados, com a minha mudança rápida de sentido e saltaram para o muro do Vale do Meio.

Passei por eles, lembrei-lhes que o local da paparoca era no Quintal de Baixo, onde iria deixar-lhes a comida. O que fiz. E eles certamente terão ido papá-la, que sempre se regalam.

Os animais têm estes comportamentos de se afeiçoarem a nós. É claro que a ração é um elemento primordial da ligação afetuosa. Amigos por interesse?!

Não sei. Mas se me dissessem, há algum tempo, que eu andaria a dar de comer aos gatos, eu diria que era disparate!

Vidas!

Nossas e dos gatos!

Gatos V. Foto original. 06.01.23.

(As fotos apresentadas não correspondem à cena descrita. Mas são dos ditos cujos, no Quintal de Baixo, nos muros da antiga pocilga.)

Bons passeios, que os dias estão bonitos.

 

26
Dez22

Gato(s) no Quintal (IV)

Francisco Carita Mata

Neste caso, apenas um! No Quintal de Baixo - Aldeia da Mata.

Gato ou Gata. Foto Original. 26.12.22

Um ou Uma?! Não sei de todo, se é gato, se é gata!

Seja lá o que for, enquanto ando pelo quintal a cirandar, lá estão eles também. Habitualmente três, que também são patentes às refeições. Nestas, acaba por aparecer mais um quarto elemento. De cor mais clara e de menor porte que os outros, julgo que é gata! Mas sem quaisquer certezas. Suposição minha, apenas.

Lá que têm pose, têm! Este prestou-se mesmo para a fotografia!

A gataria também gosta! Não são apenas os humanos!

Festas Felizes!

Os gatos gostam muito de festas. Mas eu não me atrevo. Nem de longe nem de perto! Festas de gato!?

 

21
Nov22

Os Gatos no Quintal III – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Gatos no Quintal. Foto Original. 12.09.22.

Para não haver mais ciumeiras!

Anteontem, publiquei uma foto da Cadela Violeta. Bonita, enquanto animal e bonita também de nome. Violeta!

Os Gatos quando souberam, por portas travessas, do postal sobre a Violeta, fartaram-se de reclamar! Ciúmes. “Andas há tempos a prometer escrever sobre nós e nada!” Soube, através de fonte bem informada.

De modo que, para não haver mais ciumeiras, hoje, publico uma foto dos três gatinhos que são patentes no “Quintal de Baixo”. Geralmente também aparece um quarto, às horas de comida, mas nunca os consegui fotografar simultaneamente. Ontem, já quase sol-posto, perto das dezassete e trinta, juntaram-se os quatro, precisamente no poleiro da foto anterior. Não levara telemóvel, ademais já estava escuro. E a cor deles não favorece nada as fotos!

São irmãos e nasceram este ano. Também, muito esporadicamente, os vejo com a mãe. Atualmente é muitíssimo raro. Quando eram mais pequenos, lá mais para o início do ano, andavam os cinco. Agora, patentes, todos os dias, todas as horas que vou ao quintal, com ou sem comida, lá andam os três a cirandar à minha volta. No meio das ervas, debaixo do telheiro, pelo cabanal, em cima das antigas manjedouras das vacas, sobre o carro da mula, onde não os quero, pelos vários muros. Correm tudo, em triunvirato.

Na foto, estão sobre o velho telhado do antigo galinheiro, há vários anos desativado, talvez vinte anos, mais ou menos.

E, para não faltar ao prometido, já continuei as “Narrativas dos Gatos”!

Gatos? Ou Gatas?! De ambos os sexos?! Identidade de género?! Não sei, verdadeiramente!

Voltarei a escrever.

 

31
Out22

Trabalhos no Ginásio (II) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Vale de Baixo. Espaços de limpezas. Ginásio IV. Foto original. 28.09.22

Já sabemos que em Aldeia da Mata há vários ginásios.

Há até vários Conterrâneos que têm ginásios idênticos aos meus.

Com esta narrativa pretendo esclarecer como tem sido este meu ginasticar há alguns meses.

O trabalho tem consistido na limpeza das valetas e dos muretes que bordejam a propriedade. As várias ações têm dependido das condições climatéricas. Durante as inclemências tórridas dos meses de Junho, Julho e Agosto, as regas foram uma constante diária, nos vários espaços: Quintais, de Cima e de Baixo, Chão da Atafona e Vale de Baixo. Ao final da tarde e ao princípio da manhã. Para além de outras atividades.

A valeta longitudinal, de sentido leste – oeste, foi sendo sujeita a trabalhos de limpeza de manutenção.

Murete Central. Vale de Baixo. Foto original. 30.09.22

O já referido murete central também veio sendo limpo. Em ambos os casos, fui raspando as ervas e silvas secas, afastando-as das paredes, deixando uma espécie de clareiras, de modo a evitar possíveis focos de incêndio. Estávamos nos meses da berra do calor e dos fogos que lavravam por esse país fora. Não fosse o diabo tecê-las.

Trabalho idêntico fiz no Quintal de Baixo, que ficou totalmente limpo e no Chão da Atafona, que limpei à volta do cabanal e junto à parede norte. As ovelhas fizeram o primeiro trabalho, primordial nesses meses de Verão. Posteriormente, fui fazendo montureiras que foram decompondo a matéria orgânica, formando estrume. A chuva caída no final do verão ajudou imenso nessa decomposição e, no final de Setembro, esses vegetais decompostos serviram de lastro para as árvores.

Voltando ao murete, da parte central do Vale de Baixo, que as fotos documentam.

Murete central visto de Leste. Foto original. 22.10.22

As silvas secas e a maioria das verdes foram cortadas e retiradas. Deixei alguns ramos de silvas verdes, sensivelmente ao nível do caminho, dado que o terreno está em cota inferior à azinhaga. Essas silvas servirão de suporte ao murete, que é muito antigo, e está muito desfalcado de pedras estruturais. As ameixoeiras silvestres libertei-as de todas as silveiras que as enxameavam. As videiras de embarrado, que trepavam pelas ameixeiras, encaminhei-as paralelamente ao muro, de forma a protegê-lo e impedir a hipotética entrada de animais a partir do caminho.

Plantei algumas árvores e arbustos ao longo do muro: espinheiros, loureiro, figueira, romãzeira e figueiras da Índia. Acrescentam vegetação a pequenas árvores que semeei no ano passado, algumas nascidas: loureiros, carvalhos. Pretendo formar uma sebe, preferencialmente de árvores autóctones, mas também exóticas. Coloquei ramos de figueiras da Índia em vários espaços. Crescem rapidamente, supostamente servirão de suporte às pedras do muro. Darão figos no futuro, nem saberei o que fazer a tantos figos! Também são plantas que aguentam as secas… tanto se fala em alterações climáticas… São alimento excelente para os ovinos, que se regalam com tal iguaria. Aliás, tenho de as proteger, para que o gado não as coma antes de se desenvolverem. Aparentemente só vantagens! Excetuando os picos.

Também semeei arbustos: espinheiros/pilriteiros/carapeteiros, tantos nomes tem esta planta! E espargos. Tenho feito espargueiras nos quintais, para não ter de andar a correr campos alheios. Já há espargos, e já colhi.

Neste mês de Outubro tem chovido. Abençoada chuva! Ainda precisamos mais.

*******

P.S.Este texto foi escrito para ser publicado no início de Outubro. Mas as minhas dificuldades com a net impossibilitaram tal facto. Acontece agora, na finalização do mês. Obrigado pela sua atenção, Caro/a Leitor/a. Saúde e Paz!

 

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