(Aldeia da Mata - Alentejo - Portugal)
Um poema de António Falcão da Costa e fotos minhas.
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«Poema dedicado à Rua do Saco»
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«A rua do Saco sempre a cantar
Era o celeiro das raparigas
Tudo tem vindo acabar
Já não há rapazes já não há raparigas
Rua do Saco sempre a marcar
Com gente muito boa
Com tantos grupinhos a dançar
Fazia a festa e batia palmas a ti, Baloa
Rua do Saco com pessoas de muita gentileza
Pessoas sempre de mãos dadas
A caminho da loja da senhora Maria Teresa
Que facilitava muitas coisas fiadas
Rua do Saco, nada, nada faltava
O ti Saboga a vender o pão
Era uma rua que marcava
E o Pelado com suas bailaradas no seu Salão
Palavras de verdade
Nas pedras ficou gravado
Os passos da mocidade
Que passeavam com seus pares de braço-dado»
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(Uma porta peculiar na Rua do Saco)
E o nome atual da Rua do Saco:
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(A 1ª foto ilustra o porquê de terem batizado a Rua do Saco de Rua das Curvas.)
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Postal publicado em mais um dia de calor extenuante. De fogos matando este desequilibrado País, lentamente. De guerras absurdas, sem final à vista. De massacres de inocentes, que Herodes há muitos, por este Mundo desgovernado!
Saúde e Paz.