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Apeadeiro da Mata

Apeadeiro da Mata

31
Out22

Trabalhos no Ginásio (II) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Vale de Baixo. Espaços de limpezas. Ginásio IV. Foto original. 28.09.22

Já sabemos que em Aldeia da Mata há vários ginásios.

Há até vários Conterrâneos que têm ginásios idênticos aos meus.

Com esta narrativa pretendo esclarecer como tem sido este meu ginasticar há alguns meses.

O trabalho tem consistido na limpeza das valetas e dos muretes que bordejam a propriedade. As várias ações têm dependido das condições climatéricas. Durante as inclemências tórridas dos meses de Junho, Julho e Agosto, as regas foram uma constante diária, nos vários espaços: Quintais, de Cima e de Baixo, Chão da Atafona e Vale de Baixo. Ao final da tarde e ao princípio da manhã. Para além de outras atividades.

A valeta longitudinal, de sentido leste – oeste, foi sendo sujeita a trabalhos de limpeza de manutenção.

Murete Central. Vale de Baixo. Foto original. 30.09.22

O já referido murete central também veio sendo limpo. Em ambos os casos, fui raspando as ervas e silvas secas, afastando-as das paredes, deixando uma espécie de clareiras, de modo a evitar possíveis focos de incêndio. Estávamos nos meses da berra do calor e dos fogos que lavravam por esse país fora. Não fosse o diabo tecê-las.

Trabalho idêntico fiz no Quintal de Baixo, que ficou totalmente limpo e no Chão da Atafona, que limpei à volta do cabanal e junto à parede norte. As ovelhas fizeram o primeiro trabalho, primordial nesses meses de Verão. Posteriormente, fui fazendo montureiras que foram decompondo a matéria orgânica, formando estrume. A chuva caída no final do verão ajudou imenso nessa decomposição e, no final de Setembro, esses vegetais decompostos serviram de lastro para as árvores.

Voltando ao murete, da parte central do Vale de Baixo, que as fotos documentam.

Murete central visto de Leste. Foto original. 22.10.22

As silvas secas e a maioria das verdes foram cortadas e retiradas. Deixei alguns ramos de silvas verdes, sensivelmente ao nível do caminho, dado que o terreno está em cota inferior à azinhaga. Essas silvas servirão de suporte ao murete, que é muito antigo, e está muito desfalcado de pedras estruturais. As ameixoeiras silvestres libertei-as de todas as silveiras que as enxameavam. As videiras de embarrado, que trepavam pelas ameixeiras, encaminhei-as paralelamente ao muro, de forma a protegê-lo e impedir a hipotética entrada de animais a partir do caminho.

Plantei algumas árvores e arbustos ao longo do muro: espinheiros, loureiro, figueira, romãzeira e figueiras da Índia. Acrescentam vegetação a pequenas árvores que semeei no ano passado, algumas nascidas: loureiros, carvalhos. Pretendo formar uma sebe, preferencialmente de árvores autóctones, mas também exóticas. Coloquei ramos de figueiras da Índia em vários espaços. Crescem rapidamente, supostamente servirão de suporte às pedras do muro. Darão figos no futuro, nem saberei o que fazer a tantos figos! Também são plantas que aguentam as secas… tanto se fala em alterações climáticas… São alimento excelente para os ovinos, que se regalam com tal iguaria. Aliás, tenho de as proteger, para que o gado não as coma antes de se desenvolverem. Aparentemente só vantagens! Excetuando os picos.

Também semeei arbustos: espinheiros/pilriteiros/carapeteiros, tantos nomes tem esta planta! E espargos. Tenho feito espargueiras nos quintais, para não ter de andar a correr campos alheios. Já há espargos, e já colhi.

Neste mês de Outubro tem chovido. Abençoada chuva! Ainda precisamos mais.

*******

P.S.Este texto foi escrito para ser publicado no início de Outubro. Mas as minhas dificuldades com a net impossibilitaram tal facto. Acontece agora, na finalização do mês. Obrigado pela sua atenção, Caro/a Leitor/a. Saúde e Paz!

 

02
Out22

Trabalhos no Ginásio (I) - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Mas em Aldeia da Mata há algum ginásio?!

Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto original.

Se há ginásio?! Tenho pelo menos quatro à minha disposição. Vendo bem, até cinco! Ou até mais! Que tenho os campos, os caminhos e azinhagas ancestrais, que posso percorrer, calcorrear à minha vontade.

Aos quatro “ginásios” também lhes chamo “escritórios”. Escritórios?! Sim! De enxada, forquilha, ancinhos, forquilhão, tesouras de podar, podão, podoa, eu sei lá, os instrumentos e ferramentas que utilizo nestes meus trabalhos campestres.

Carro de mão e ferramentas. Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto Original.

Ontem, dia 1 de Outubro, sábado, já Outono, e hoje, parece Verão. (São Pedro, precisamos de chuva!)

Foi ontem que concluí um “projeto” que vinha delineando há alguns anos. Limpar das silvas a parte da parede central e sul do Vale de Baixo.

Esta propriedade que o meu Pai comprou ao Sr. Gouveia, em 1974, dada a respetiva localização, em cota inferior relativamente a Aldeia, é atravessada por valetas que drenam águas pluviais de montante.

Duas valetas correm longitudinalmente ao limite sul da propriedade, rentes à Azinhaga do Porcosunho. Ambas drenam águas da Povoação. Uma delas é a célebre valeta onde desaguam as gravilhas. Drena no sentido Leste – Oeste.

A outra drena no sentido contrário: Oeste – Leste.

Ambas vão entroncar com outras duas valetas transversais ao terreno, provenientes do “Vale do Meio”. Drenam no sentido Sul – Norte, juntando-se no topo do terreno e prosseguindo para a Ribeira da Lavandeira, atravessando outras propriedades.

Estas duas valetas transversais dividem o espaço em três folhas. A leste é a de maior superfície. A de Oeste e a central têm menor dimensão. A soma das duas é inferior à de Leste.

É nesta faixa central de terreno, parte sul, que temos a maioria das árvores, nomeadamente seguindo as linhas de água determinadas pelas duas valetas transversais.

O topo sul da parte central no murete confinante com a Azinhaga, está bordejado por ameixoeiras silvestres, que estavam enxameadas de silvas. Foi aí que neste Verão e Outono fiz a respetiva limpeza.

E tem sido aí um dos meus ginásios, há três ou quatro meses.

(Desenvolverei este assunto.)

Documento com fotos originais. A primeira, que não é de minha autoria, proporciona uma visão global do terreno, no sentido Leste – Oeste. (Não, não vai até ao limite do horizonte.)

A segunda e terceiras são de minha autoria. A 2ª documenta parte da “caixa” das ferramentas e colheita de amoras silvestres.

Amoreira. Vale de Baixo. Aldeia da Mata. Foto original.

A 3ª uma das árvores mais recentes, uma amoreira, com tentativas de proteção face às ovelhas.

Obrigado pela atenção. Bons passeios e melhores ginásios! Saúde e Paz!

 

11
Set22

Árvores dos Frutos de Agosto!

Francisco Carita Mata

… Ainda e agora já em Setembro!

Árvores com história(s)

 

Quando publiquei o postal Frutos de Agosto em “Aquém-Tejo” pensei escrever sobre as Árvores que nos presenteiam com essas dádivas – frutos. Só agora, já em Setembro, me é possível concretizar essa promessa, esse objetivo.

As árvores são: figueiras várias, figueiras da Índia, amendoeira. Localizam-se quase todas no Chão da Atafona, exceto a figueira de pingo - mel, que veraneia no Vale de Baixo, há pouco mais de dez anos.

Sobre esta, já explanei e apresentei foto, em anteriores postais. Abençoado engano! Oferece-nos saborosos figos. Precisava ser mais regada, mas tirar água do poço com balde não é propriamente fácil. Agora tenho dois baldes no poço, que os respetivos cordéis me pregaram a partida de se terem partido. Vagueiam ao cimo das águas, de fundo virado ao sol e lua!

No Chão da Atafona existem, aparentemente, seis figueiras.

Três são verdeais. Os figos são brancos por fora e igualmente claros no interior. Bastante saborosos. Mas isso são todos!

Duas destas figueiras estão no interior da propriedade. Outra bordeja o limite leste, confinando com a Azinhaga do Poço dos Cães.

Uma de figos “esteveiros”. Fica no limite sul - leste do Chão. No início da Azinhaga da Fonte das Pulhas / Ribeira do Porcozunho. É a figueira maior. O meu Pai dizia-me que tinha sido o Tio João Carita que a tinha plantado. Deduzo que terá cerca de um século. Tal como as outras, embora possam não parecer, pois têm sido intervencionadas. Algumas por mim. Outra com ajuda do Amigo Marco. Os figos esteveiros são pretos por fora, branco-pérola, por dentro. Não são dos mais saborosos.

Ainda no limite sul do terreno, mais para oeste, está outra figueira cujo nome desconheço. (A Mãe também não me sabe dizer. Aliás, é a Ela, Dona Bela, que devo o conhecimento dos nomes destes figos: verdeais, esteveiros, abebos.)

Os figos são brancos por fora e branco-pérola, no interior. Ao colherem-se, o pecíolo fica sempre agarrado ao tronco. São muito saborosos. Regalo do amaranto papa-figos. Foi daí que vi escapulir-se um, numa destas manhãs.

No limite sudoeste da pequena propriedade está a figueira que ilustra o postal. Só que não é apenas uma figueira. São pelo menos duas ou mais. Uma que nos dá figos “abebos”, e outra ou outras, figos-reis. A dos figos “abebos” é a mais velha, provavelmente da época das outras. Cem anos, por aí! As marcas da longevidade são bem visíveis no tronco.

As restantes, troncos bem mais jovens, são todas de figos-reis. Como terão ido ali parar?!

Saberá O/A Caro/a Leitor/a dar-me uma ideia?!

(Falta-me escrever sobre a Amendoeira doce, mas ficará para outro postal.)

Saúde e Paz! E bons figos!

 

 

09
Set22

Figos da Índia 22! Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Safra de 2022 concluída!

Figos da Índia. Foto original. 2022.09.07.jpg

Anteontem, efetuei a última colheita de figos da Índia, por este ano. Colhidos, distribuídos por pessoas familiares e amigas, ainda me restam alguns para meu proveito. Devidamente arranjados, guardados no frigorífico, são melhores que ananás! O que dá mais trabalho é colhê-los. Têm muitos picos / espinhos. Só pela manhã efetuo tal tarefa. De preferência bem cedo, que esteja ainda fresco e pouco sol.

A parte mais difícil está realizada. Ainda não descasquei os meus, mas estão no fresco.

No final, a função mais agradável: comê-los.

A foto ilustra uma das plantas com os frutos. Noutros postais aparecem já descascados.

Estas plantas resultam todas de um ou dois ramos que trouxe do quintal da minha sogra. Há dez ou quinze anos. Desenvolvem-se muito rapidamente. Vou-as replicando regularmente. Bordejam a parte leste do “Quintal de Cima” e do “Chão da Atafona”. Também já plantei algumas no “Vale de Baixo”.

Pretendo estruturar uma parede vegetal com estas plantas e outras de igual teor e algumas autóctones: sanguinho, loureiro, espinheiro, sobreiro, carvalho…

São atividades que funcionam como o meu ginásio!

Complementarei este postal em Aquém-Tejo com uma foto de um figo muito especial!

 

23
Ago22

Nascer do Sol em Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Vista a partir do Cruzeiro da Ermida de São Pedro

Nascer do sol. Foto original. 2022.08.23.jpg

O calor continua infernal aqui pelo Norte Alentejano. Por quase todo o Portugal.

Levantar cedo, antes do sol nascer para ir regar.

Após todas as trivialidades próprias do começar de um novo dia, saí de casa para essa tarefa imprescindível nestes tempos de seca tremenda. Todos os apetrechos já na rua, constato que o sol ainda não nascera. Resolvi ir tirar umas fotos junto à Ermida de São Pedro, de onde poderia presenciar tal acontecimento diário. Diariamente acontecendo, mas que poucas vezes consigo presenciar documentando.

A foto regista essa ocorrência, simples, banal, mas extraordinária: o nascer do sol neste dia 23 de Agosto de 2022. Aconteceu pelas sete da manhã. O sol já se levanta um pouco mais tarde. Já lá vão mais de dois meses após o solstício de Verão!

Nascer do Sol, raiar um novo dia.

Haja Saúde, Paz e Alegria!

 

17
Ago22

Gosto muito da minha Aldeia.

Francisco Carita Mata

Mas há coisas na minha Aldeia de que não gosto!

Quintal abandonado. Foto original. 2022.08.13. jpg

E uma das situações de que não gosto na minha Aldeia é o abandono a que estão votadas algumas das habitações. Nomeadamente na Rua Larga e na Rua de São Pedro. Logo nestas duas Ruas, as mais antigas da Povoação. Casas abandonadas, quintais transformados em quase lixeiras. Um desmazelo que não fica bem à Localidade!

Os primeiros, principais e primordiais responsáveis são os respetivos proprietários. Que as abandonam. E, pior de tudo, deixam os quintais transformar-se em depósitos de materiais combustíveis. Um perigo para quem vive nas proximidades, para os moradores das ruas adjacentes. Para toda a Povoação. Basta nós olharmos, com olhos de ver, para tudo o que acontece por este nosso país, quando ocorrem incêndios e a aflição dos moradores, se o fogo se aproxima dos povoados. As televisões têm mostrado, por demais, tais factos!

Os “proprietários” (?!) estão longe. Quem sofre é quem está perto!

(Deus nos livre e guarde que tal aconteça!)

Quando aqueles não cumprem o seu dever, as entidades competentes podem e devem intervir.

Temos diligenciado para que os serviços públicos intervenham. Nomeadamente, Junta de Freguesia, Câmara Municipal e Proteção Civil. E tem havido colaboração e resposta positiva aos pedidos.

Na sequência dessas diligências, a proprietária do quintal do nº 95, da Rua Larga, mandou limpá-lo, ainda em Junho. Todavia, quem lá andou a cortar a erva com a roçadora, lá deixou todo o pasto seco. Para além dos lixos que já lá estariam. É olhar e ver!

O quintal da Rua de São Pedro nº 41 foi limpo pelo mesmo método já em Julho, por uma empresa particular, a mando da Proteção Civil. Calhei a observar o trabalho feito, quando os “roçadores” o acabaram, deixando também o pasto. Questionei-os sobre o facto. Responderam-me que não fazia mal, já não havia perigo.

Não concordo. Claro que o material combustível fica todo no terreno. Sinceramente acho que este pessoal não tem brio, nem noção do que faz. Realmente, é o que penso!

Os quintais da Rua Larga nºs 81 e 83, supostamente seria o proprietário que providenciaria a respetiva limpeza. Supostamente! Passou-se Julho. Agosto já passou de meio! E nada feito! Nem me parece que tal venha a acontecer pela parte de quem deveria: o dono.

Sobre o quintal do nº 85, da Rua Larga, os inquilinos nómadas, que por vezes pernoitam na respetiva casa (?!), dizem que o vão limpar “para o mês que vem” ou “para o final do mês” ou “em Agosto”! São mais ou menos as respostas que me dão, quando os interpelo sobre o assunto.

Resumindo e concluindo. Nalguns casos, as coisas estão um pouco melhores. Noutros nem melhor nem igual. Estão pior! Porque se acumula sempre mais lixo.

Peditório da colcha. Foto original. 2022.08.07. jpg

Houve a “Festa da Aldeia”. Passou o peditório da colcha. Não passou a procissão. Eu até acho que a procissão já nem passa, para que não se veja o estado em que estão algumas casas destas duas Ruas. São Pedro não gostará, está visto! Tem a Ermida bem perto. São Martinho, que terá comandado o cortejo como orago da Freguesia, também não teria gostado de ver. E a Senhora ainda menos!

Em síntese, pretendo que as Entidades Públicas e competentes providenciam intervenção onde ela deverá ser feita. Obedecendo aos normativas gerais e específicos inerentes a essas ações, que conhecerão melhor que eu. Apenas cidadão interessado na minha e nossa Aldeia.

Contactarei formalmente quem de direito sobre o assunto!

Obrigado pela sua atenção. Votos de muita Saúde.

 

07
Ago22

Há Festa em Aldeia da Mata!

Francisco Carita Mata

Poema de Dona Maria Águeda 

Araucária e torre sineira. Foto original. 2022.06.30.jpg

«FESTA de ALDEIA »

(Rancho)

 

«Quando há festa na Aldeia

Anda tudo num virote

Ai ai ai ai ai

Homens, mulheres e crianças

Mocidade até velhotes

Ai la ri ai la ré

Ai que linda a nossa festa é

Ai la ri ai la rá

Ai que linda, ai que linda ela ‘stá.

 

Aldeia branca de lés a lés

Casas caiadas com rodapés

Roupas lavadas, espelhadinhas

Que perfumadas nossas casinhas.

 

Água nas bilhas a apetecer

Melhores guisados vamos comer

Lá vem a música nem o rapazio

Vai atrás dela num rodopio.

 

Sobem foguetes e há balões

Reina alegria nos corações

E a repicar dlim dlão dlim dlão

Chamam os sinos para a procissão.

 

Que linda a virgem cheia de flores

Mais os santinhos nos seus andores

Parece o céu que à terra veio

A bafejar-nos em santo enleio.

 

Nesta festinha tão engraçada

Vamos saudar-nos sem dar maçada

Vivam os pobres mais os festeiros

Vivam os ricos e os forasteiros.»

 

Aldeia da Mata, Verão de 1960.

 

In. “De Altemira Fiz Um Ramo – Versos e prosas da Aldeia" – 2018. Ed. De Autor.

*******

(Foto de Araucária, árvore icónica de Aldeia. E da torre sineira da Igreja Matriz. Publico este postal quase à hora da procissão. Saúde e Paz para todos. E bons festejos!)

 

31
Jul22

Limpeza da Valeta no "Vale de Baixo" – Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Trabalho de Manutenção

Valeta limpeza Manutenção. Foto original. 2022.07.09.jpg

No ano passado, em Outubro, apresentei no blogue aspetos sobre a limpeza efetuada na valeta de escoamento das águas pluviais de parte Norte da Freguesia de Aldeia da Mata. A área de escoamento inclui a zona designada por Terreiro, parte da Rua Larga e da Travessinha, da Rua do “Castelo”, da Rua da Igreja Matriz e do Adro, das Azinhagas do Poço dos Cães e da Atafona, para além dos quintais circundantes. Essa valeta, no Vale de Baixo, serve única e exclusivamente para escoar as águas da Freguesia. Por essa razão apresentei a situação à respetiva Junta, que logo se disponibilizou para efetuar o trabalho, porque como estava o escoadouro, entulhado, era mesmo “muita areia para a minha camioneta”!

Reportei devidamente o assunto, no ano passado.

Agora, neste ano, e aproveitando o Verão e a minha permanência na Aldeia, tenho feito tarefas de manutenção. Para que as águas, que virão, pois não vai ser sempre esta seca, elas possam correr livremente sem entupimentos.

A foto documenta parte desse trabalho.

Só desejo que os entulhos que persistem em deitar a montante, no “cruzamento” da Azinhaga da Atafona e da Azinhaga do Poço dos Cães, não venham a congestionar novamente a valeta. Mas isso só saberei, eventualmente, quando chover.

Até lá, continua este calor desalmado, este tempo de inferno.

E que saudades de um passeio pelos Jardins da Gulbenkian e de um almoço no Centro de Arte Moderna, cujas obras parecem que nunca mais vão acabar!

Até lá, muita saúde, e água fresca!

 

26
Jul22

Hoje é o “Dia dos Avós”

Francisco Carita Mata

Todos os dias são “Dias dos Avós”. Isto, para quem os tem e os estima, claro!

Em 2017, ainda pudemos ir festejar esse dia, indo almoçar ao restaurante, com a Avó, quase nos noventa. A Avó mais nova não quis ir. Feitios… Fomos à Portagem. Local agradabilíssimo nestes e nesses dias acaloradíssimos. Depois acabaram essas possibilidades. As “coisas” da Vida.

Nessa tarde de Julho, lembro-me perfeitamente, Portugal “ardia”! Os célebres fogos por toda a “Zona do Pinhal”. Fomos passear a Valência de Alcântara. Uma nuvem global de fumo cobria a povoação. Perguntei, no meu “castelhanês”, se também havia fogos nas proximidades. Que não. Eram fumos dos fogos de Portugal!

Mais ao final da tarde, já quase sol-posto, fomos a Marvão. Ao castelo! Naquele singelo, mas bonito jardim que o bordeja a nascente, olhando da falésia para a Portagem lá em baixo, entre nós, a escarpa da serra, o castelo e o vale do Sever, corria o vento provindo de Noroeste. Os mesmos fumos dos fogos, corriam na direção de Espanha, provindos de Portugal.

Lembranças desse último “Dia dos Avós”, festejado com “saída de campo”, passeata internacional e restauração. Depois… depois é a Vida, as suas complicações, todas as vicissitudes e voltas que a Vida dá. E nos deu a todos nestes tempos conturbados.

Mas as Avós ainda nos dão o prazer da respetiva companhia, graças a Deus!

Obrigado, Avós: Bela e Maria.

(Recordamos com Saudade os Avôs.)

Obrigado e Parabéns e muita Saúde, para todos os Avôs e todas as Avós.

Deste nosso Portugal. De todo o Mundo!

 

17
Jul22

Manhã brumosa - Ervedal - Aldeia da Mata

Francisco Carita Mata

Sobreiros pintados. Foto original. 2022.07.06.jpg

Manhã brumosa

(Pintando o 2 no sobreiral!)

 

O vento não tugia nem mugia

Nem a mais leve aragem bulia

Julho, seis, vinte e dois, no Ervedal.

E, eu, calcorreando sobreiral.

Manhã, manhãzinha de maresia

Como há muito tempo não sentia!

 

Pintalgando sobreiro. Ou sobreira?!

Cortiça virgem outra secundeira

Em cada um marquei dígito dois.

Assim andei. E três horas depois

Dei por finda a minha trabalheira.

Feliz da labuta e sem canseira!

 

Manhã fresca, e fresca, e brumosa

Tão bela, e bela… tão radiosa!

 

Esta dúzia de versos, mais dois, catorze versos, estruturados em 2 sextilhas, e um dístico, começaram a ser congeminados na agradabilíssima manhã em que fui pintalgar os sobreiros no Ervedal, 06/07/2022. Gostaria que tivessem sido mais descritivos desse passar do tempo tão fresco, fresco, em contraponto a este calor, calor excessivo, que vivenciamos. Não ficaram como eu gostaria. A minha musa é o que é, que até quem tem Musa se queixa de que ela por vezes lhe abala e falseia. Ademais quem tem apenas musa!

Saúde! Paz! E que venha o vento fresco!

 

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